1000 Casas – Performatividade, afinação e comunidade

Por: às 21/03/2011 10:47:10

É difícil pontuar que lugar é esse em que estamos mas é um pouco  mais fácil de sentir, vejo cada vez mais coisas e coisas aparecendo, acontecendo de diferentes níveis, aqui em Teresina, no Japão, dentro da minha casa, dentro da minha cabeça. Pra mim é como se o mundo fosse moldável e desmoldável . E essas interligações  vejo como muito complexas, mas chegam no meu corpo e vão me desestabilizando.

A afinação pra mim vem nesse sentido, e na verdade essa afinação do corpo em relação ao seu espaço é infinita, sempre tem um ajuste por menor ou maior que seja e este sempre conectado de alguma forma mesmo que eu não queira essa conexão. No Matadouro, por exemplo, consigo ver essa busca por essa afinação. Em um jogo de futebol também.

Foi bom essa semana entender um pouco mais sobre essa performatividade e sua dimensão, e foi bom ver tanto nas discussões quanto na coisa pratica nos exercícios, que existe uma noção disso dentro da cabeça, mas que vai se esmiuçando e se esclarecendo a princípio, a medida que vamos falando, sem certezas, conscientes de que sempre tem um outro lugar pra chegar e sempre tem outro pra voltar atrás. Entendi que performatividade principalmente dentro da vida do artista é aways, num importa dentro de casa, tocando no show de bola ou boiando de 9 a 13 no galpão.

Vejo a comunidade como mais aproximado de um contexto. É como se comunidade fosse essa estrutura desse corpo que se afina com essa peformatividade. É muito sutil pensar sobre isso mas penso que esta muito relacionado a uma sensação que vamos identificando ali na hora que nos colocamos no espaço  e vamos nos atualizando.

Vejo cada vez mais tudo junto, acho que foi ate Marcelo que trouxe a muito tempo, mas é impressionante como tudo que acontece no mundo se relaciona com o corpo e antes de ir pra outros tipos de corpos eu acho bacana olhar um pouco meu, só pra exercitar a objetividade. Pra mim é muito proveitoso esse momento que entramos. Mais e mais coisas pra pensar sempre e vão me dando choque.



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1 Comentário

  1. marcelo Evelin disse:
    22 de março de 2011 em 1:42

    muito bom cesar…as ideias tao claras e voce ta escrevendo cada vez melhor!


    Responder

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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
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  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

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