16 de Janeiro: menino, cachorro, poder, mil casas, ausência, visita….

Por: às 20/01/2012 19:59:01

Oficina de Pensamento: toda segunda-feira 18h.

O segundo encontro  em 2012 (*o primeiro aconteceu meio atravessado, mas acabou sendo super, uma visita de Karla Holanda que vai virar post depois). Segundo encontro com cara de primeiro, cachorro,  amigos que a gente não via há um certo tempo (Weyla e Sérgio’s family), cachorro, café…mesa. Algumas questões  trazidas pelo Marcelo pra nortear a conversa: a própria idéia de oficina de pensamento que de alguma forma vinha caindo num lugar institucional (hora marcada de ficar junto e  fazer DR e reunião sobre a gente),assim como os pontos-assuntos que pegamos pra discutir no ano de 2011.  E ainda, o lugar Dirceu, um texto do Canneti (Livro: para que vivemos),as relações de poder instauradas aqui nesse espaço e como escolhemos lidar com isso, as ausências e posicionamentos, o 1000 Casas. O 1000 Casas artísticamente, o produto, o funcionamento, as metas, os números,…o 1000 Casas.

E o que me fisgou e tá no caderno:

Identidade é uma obsessão da antropologia (relação  grupo e individuo) . Pra ser grupo e compartilhar uma identidade não precisa ter origem comum. A negociação de laços simbólicos fortes.

ALTERIDADE ( o outro): toda identidade tem a ver com isso. o que eu sou já é tudo que me circunda.

Baby esqueça essa de PROGRESSÃO. Nao dá pra viver achando que  isso pode ser representado por uma seta, ou uma reta que vai de um ponto A (inferior) a um ponto B ( lá em cima). A vida é caótica, não é uma sucessão estável de fatos…que você combina, daí você entende..daí você faz.Toda idéia progressista, de que “um dia se chega lá”..é uma idéia colonialista.  Essa idéia progressista de que o Brasil é uma promessa, de que um dia vai dá certo já caiu por terra.

EU – EUGOÍSMO. Todo egoísmo vem ou e um medo, ou da simples falta de conhecimento.

PODER. Como lidar com isso? Simples com outra palavrinha, o tal EMPODERAMENTO. Todo empoderamento é constante.  E só aí poderemos existir numa ecologia de poderes, como na natureza.  O Marcelo e sua posição de coordenador é assunto recorrente ( 2007, 08, 09, 10, 11 e 12 …. ufa! ). Mas lidar com isso, construir essa relação horizontal é também constante. Não é algo que se alcança e pum, pronto, conquistado!  O tempo todo estamos criando o lugar em que estamos.  O desafio dos ultimos tempos tem sido a tal decomposição do EU.

Qualquer um é capaz de matar, mas isso não quer dizer que eu vá fazer isso necessariamente.



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Comentários

  • cipó alvarenga: o problema é que falamos muito através de metáforas e de exemplos que estão bem fora do que a coisa é...
  • Jell: rsrs acho que sofrer um pouco com esse dilema me mostra que tou vivo… acho que dá pra ser feliz mesmo...
  • Jell: se eu fosse só no mundo, acho que eu não gostaria de ser artista ou banana na penca. penso que tou mais pra...
  • Layane Holanda: Rossi queridona, boa tua visita, demais. Vamos conversar mais pelo face. Bjo do calor. =)
  • cipó alvarenga: acho que o texto está muito organizado em tópicos e não aprofunda muito o que pode aparentar uma...

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