2010 > TRA-BA-LHO

Por: às 05/01/2010 13:00:00

No último Oxigênio, no meio do papo(+) sobre sustentabilidade, dança contemporânea e periferia alguém lançou a pergunta: Se você tivesse que ir desenvolver um projeto como o núcleo em um outro lugar que estratégias você colocaria numa maleta?? Aí o marcelo fez uma cara engraçada e começou a falar umas coisas misturadas e eu de cá via skype fui tomando nota:

> afetividade – relação de identidade com um lugar;

> disposição para muito trabalho;

> entender outras realidades – aceitar a vida das pessoas;

> um pouco de humor;

> encarar as coisas apaixonadamente;

> dár a cara a tapa;

> tesão!

Pra não fugir do clichê de começo-de- ano-época-de-balanço relaciono as tais ferraementas da maleta do marcelo a outras coisitas que fui tomando nota na reunião que fechou o Colaboratório e nosso ano de 2009. Deixando fresquinho pra 2010:

> Momento de reconhecimento: saímos da UTI;

> Discurso é ação: clareza quanto ao posicionamento político. Exemplo básico é chegar no horário;

> Responsabilidade social, quais são as diretrizes: ponto e pontão;

> Como é a relação de compartilhamento entre amigos: o que você compartilha é a própria existência;

> Amizade é: aceitação – segurança- apoio – afetividade – fragilidade compartilhada .Contradição inerente, coletivo é: instabilidade – demolição – reconfiguração;

> Um coletivo nao existe sem hierarquia? Revisão? Como é isso?

> Existem muitas éticas. Estudar! Terroristas, traficante? O que é um código de conduta? A ética tem um valor de humanitarização.

> Quando reproduzo um discurso “fulano que disse”, no momento em que estou fazendo isso, eu estou tornando esse discurso real, estou aplicando ele. Não existe um falar em que eu não sou, porque isso passa por mim;

>Analfabeto é aquele que fala com a palavra dos outros, porque não produz suas próprias palavras;

> Quem tem o direto de matar? ninguém. Mas eu tenho o direito de deixar morrer;

> O mundo de certa forma é o que a gente quer que ele seja;

Entrei com o direito, mas já tô com os dois pés em 2010. Dedos no teclado, u-hu!



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!
  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

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