A ação dentro da performatividade

Por: às 10/05/2011 16:45:06

Performatividade = tanta coisa…muita coisa mesmo. Sinto que pra se performar é necessário estar presente,é necessário se apropriar de determinadas fricçoes que sao muitas e que se modificam o tempo todo. A performatividade como situaçao e se aproveitar do espaço e da influencia que tenho sobre ele e vice versa e adaptar-me. Consigo observar várias dificuldades. Tenho a sensaçao que tudo pode ser tudo e pra mim é difícil sair de um campo subjetivo.

Quando se sai do conceito e parte para a açao indentifico uma trava, tornando a performatividade um lugar e um estado que a priori, é conceitualmente bastante complexo mas que chega a ter uma certa incoerencia com a açao em si. Em açoes do dia-a-dia naturalmente e inconsientemente desenvolvemos um controle. Fico pensando nessa relaçao de controle, objetividade e racionalidade em relaçao a performatividade como açao e estado.

Ainda pouco falamos de dança como discurso. Pra viver precisamos de uma colocaçao clara pra trabalhar, estudar namorar e todas essas coisas funcionais que que precisamos fazer. Outro dia o bboy Fedó me disse que dança precisa de motivo. Nao sei como ele chegou a pensar nisso e como isso o modifica, mas achei bem iteressante ouvir isso dele. E me faz pensar bastante. A performatividade é cheia de motivos, só que nesse contexto há uma de dificuldade de encontrar os quais.

Pensando nessas mil casas pra se desenvolver essa performatividade como algo que parta de mim como propositor e que chega nessa casa como lugar pra me apropriar e produzir a partir dessa relaçao vejo várias possibilidades, que ainda precisam ser aprofundadas, agora talvez, de uma forma mais pratica.




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4 Comentários

  1. Datan Izaká disse:
    11 de maio de 2011 em 0:22

    Cesinha é muito bacana o que vc escreve. Hoje foi um dia difícil, mas gratificante. Percebi sutilmente que pra se chegar numa certa performatividade precisa-se primeiramente superar alguns preconceitos que estão incutidos em nós e que não nos liberta, não nos permiti simplesmente ser, ser o que se é.


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  2. César Costa disse:
    11 de maio de 2011 em 10:02

    Pode crer izaká, esse lugar de incerteza apesar de difícil de lhe dar, faz parte tambem da construçao dessas ideias que vao sendo criadas. Pra mim ta sendo bacana, apesar de saber que tem bastante trabalho pra pensar sobre e fazer sobre.


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  3. jana disse:
    11 de maio de 2011 em 17:11

    Cesar muito bom, me faz pensar ainda mais em tudo isso.
    Fico pensando sobre a dança ter um motivo. acho que esse motivo é usar a dança para ser o que a gente é da forma mais honesta e verdadeira. isso tem sido meu “motivo” para “voltar” a dançar.


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  4. César Costa disse:
    12 de maio de 2011 em 13:52

    sim jana, as coisas podem ser mais simples do que a gente pensa!


    Responder

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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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