São Joaquim. MG. 14 de dezembro de 2009.
Daqui desta pequena e importante parte do planeta a natureza dá sinais de enfraquecimento. A temperatura está desregulada, a chuva escassa e no meio de outros problemas, as árvores caem sem parar.
A partir deste ponto entra em cena uma Gameleira de aproximadamente 70 anos e que reinava na praça local que passa por transformações e não teria o mesmo charme se não tivesse esta personagem verde, gentil e conhecedora da vida e morte de muitos habitantes, visitantes e outros sem destino.
Esta árvore significa mais do que se imagina. Além de propiciar sombra para animais e homens, de ouvir segredos, etc; testemunhou o crescimento de uma geração de descendentes dos seus contemporâneos humanos. Agora um grande espaço se abre na memória, visão, negócio, ócio e tato de boa parte dos homens e mulheres sensíveis e muitos insensíveis à gravidade deste fato.
Recado claro de quem sofre mais fatalmente a este estupro ecológico que presenciamos e praticamos diariamente. A natureza.
Quando mata-se as raízes é isso que acontece. Não há como resistir às mudanças climáticas que surpreendem e assombram devido a força e maneira como acontecem.
O mundo se reuniu em Copenhague para discutir os problemas do clima e descobrir novos modos de cuidar e preservar a terra antes que 2012, o filme, aconteça concretamente.
Resultado: frustração.
A intrasigência, prepotência e pseudo-superioridade de alguns países, na maioria ricos impediram que aquela reunião servisse de perspectiva para ares novos e paradigma às próximas gerações descendentes desta que vivemos, que fica mais feia, pobre e com menos oxigênio.
marber r.