O Teatro Municipal João Paulo II apresenta nesta terça, às 20h, o espetáculo de dança A Mão e o Pilão, com os intérpretes-criadores Elielson Pacheco e Luís Carlos Vale, do Núcleo de Criação do Dirceu.
Criado a partir da necessidade da proposição de um novo olhar para o corpo masculino num contexto de relação com outro corpo também masculino, A Mão e o Pilão tem dois pontos de partida básicos: o estudo de movimentos com a idéia de proximidade/distância entre esses dois corpos e o estudo das formas de representação das relações entre homens na sociedade contemporânea, proposto pelo livro A Inocência e o Vício, Estudos sobre o homoerotismo do psicanalista e professor Jurandir Freire Costa.
De acordo com os intérpretes, o desenvolvimento desses pontos iniciais garantiu a possibilidade de tratar de algumas questões como a hierarquia de papéis (sujeito e objeto, posse e possuidor; desejos x convenção social), o homem “objetizado”, e ainda o típico, o universal e o clichê na relação entre homens.“Este trabalho convida a uma reflexão sobre o assunto proposto dispondo de um vocabulário de movimento simples e funcional, com um humor sutil, colocando em pauta os tabus existentes nesse tipo de relação, de uma maneira que o público possa olhar e fazer suas próprias leituras”, explica Elielson Pacheco. A direção final do espetáculo é de Fábio Crazy da Silva e a produção é de Joel Pereira.
[foto: Cipó]
22 de agosto de 2007 em 19:31
muito boa a abordagem dos interpretes em relação ao assunto,que por incrível que pareça ainda causa polêmicas neste mundo de informações rápidas. È gostoso vê-los no palco,e poder perceber essa dança de corpos e objetos.Parabéns!
22 de agosto de 2007 em 19:31
muito boa a abordagem dos interpretes em relação ao assunto,que por incrível que pareça ainda causa polêmicas neste mundo de informações rápidas. È gostoso vê-los no palco,e poder perceber essa dança de corpos e objetos.Parabéns!