O que fazem pessoas tão diferentes juntarem suas individualidades para um comum?
O Núcleo é a coisa, feita por cabeças, muitas cabeças, seriam quantas hoje?
15,17,21? Quem é ou ainda está? Um Núcleo é o lugar de origem, onde/que concentra informações, onde alguma coisa está contida, seja do corpo, seja do centro da terra, seja para formar o corpo.
Coletivo de plantas é flora, de lobos é matilha, e de artistas é o quê?
Esses anos todos de Núcleo convivi com pessoas diferentes em vários níveis. E gosto ainda de pensar o Núcleo nesse lugar de pessoas bem, mas é bem diferente mesmo , agrupadas em diferentes interesses, opiniões para encontrar um e conviver “um tempo comum”. Buscar no meio de tantas individualidades construir e reconhecer minha necessidade de estar e formar o conceito Núcleo,de a todo momento onde não encontre respostas pras minhas questões em definições ou nas referencias,onde o perguntar e o vir a saber de alguma coisa ,seja/esteja no próprio cidadão se colocando onde estiver e for preciso,de questionar minha sobrevivência como artista num Estado onde ser artista é se submeter a egos de políticos mimados e instituições de cultura sujeitadas por juízo de valor de lideres políticos ditadores mascarados pela jovialidade,simpatia e discurso de um Piauí que deve ser respeitado.
Coletivo? Grupo ? Companhia? Tribo? Instituição? Agrupamento ? Ajuntamento? Amancebação?
Nunca entendi o Núcleo por definição dessas palavras, mas por uma ação no fazer, pelo lugar extremamente potente resultado do intercruzamento das relações, pelo equilíbrio precário do engajamento, das condições físicas, das mentalidades , das rotações por minuto , do que dar mais e outros bem menos quase nada, mas principalmente a partir das transformações que ocorriam no meu jeito de estar no mundo,na minha necessidade de estar alí com mais tantas pessoas pra alcançar mais e mais outras tantas,umas outras tantas comunidade.
Sei como um Núcleo pode se formar,porque eu sou parte disso,sem metáfora,sendo e estando pra construir,e nasce um medo absurdo do que é fazer parte daquilo que morre ou do que é morto. Não tenho nenhuma promessa de paraíso e cresci a vovó me dizendo que se você é bom vai pro céu e se ruim você era,tá lascado!Num tem jeová que salve,é encarar o satanás!
Não tem como não ver que existe um Núcleo que não apenas pra chamar Dirceu,mais um Núcleo que pulsa,que é latente,que resiste na diferença de ocupar e se ocupar ( dali ocupação ) ou no Matadouro lá No Brasil Move Berlim,e tantas outras possibilidades que só fazem sentindo pra acontecer se houver necessidade de existir.
O destino do Núcleo não está nas mãos de ninguém,está nesse momento no posicionamento de cada um ,na descredibilidade lida nas ações que deixaram de existir,no lugar utópico de coletividade,no desdobro,na eficiência fora ( em outro lugar ) para poder estar dentro,mesmo que dormente,pelo desdobro,pela raça de alguns e demência de outros,o que vem a ser o Núcleo,com quem e como?
Sei que a hora é muito mais do que matar ou morrer,é reconhecer que desse jeito não dá mais,e que essa pergunta não deve ser apontada pra ninguém,mais pra cada um, de encontrar uma frequência,de falar ,de querer e encontrar um lugar pra instalar seus desejos.
14 de abril de 2011 em 1:45
hahahahahaha “Num tem jeová que salve,é encarar o satanás!”
14 de abril de 2011 em 1:48
“lugar pra instalar seus desejos”
Para isso tem uma gíria gay de fortaleza que diz JK: Já kero!
Soraja, obrigado pelo seu texto.