Quero principalmente dizer a todos:
MUITO OBRIGADO!
Na madrugada do dia em que cheguei a Teresina(05 de julho), Marcelo, Regina e Klayton, fizeram-me o convite para uma residência artística no Teatro Municipal João Paulo II e aproximar as informações geradas aqui com as que carrego. Apresentar o {Bull Dancing} na capital piauiense e São Paulo, serviu como uma porta de entrada para esta experiência e a possibilidade de estreitar uma comunicação que iniciou muito antes.

Aceitei imediatamente. Estou muito feliz.
Aqui há planejamento, mas cada dia precisa ser construído. Com o apoio, atenção e opinião de todos, as ações acontecem de maneira forte e significante.
Falar de cada um é quando às 09:00h, vejo a sala de ensaio com pessoas interessadas
em mover o corp’ensamento e reconhecer dificuldades e facilidades que forma-o.É trabalhar com os criadores do {Mediatriz}, no lugar de diretor de ensaio e dialogar com a capacidade criativa destes jovens dedicados artistas.É poder apresentar o processo de criação de {Andança} que tem como motivo o hífen existente na relação rural/urbano no corpo dançante e inspiração no texto {Além dos centros e dos excêntricos} do livro {A cegueira e o saber} cujo autor é Afonso Romano de Sant’anna.
É opinar sobre o {Instantâneo}, projeto de improvisação do Núcleo de Criação do Dirceu que a cada quarta-feira apresenta um novo espetáculo totalmente improvisado com o respaldo de uma platéia que é muito fiel. No dia 16 de julho fui chamado pelas duas intérpretes que hospedaram naquele mês sua pesquisa dentro do projeto, para ser a sabotagem artística naquela noite. Uma experiência que ainda estou digerindo.
É lembrar dos jantares e conversas de outra ordem.Conhecer artistas de outros países, brasileiros daqui, brasileiros que vivem pelas bandas de lá, conhecer o Dirceu.Falar outra língua, vivenciar regionalismos, espalhar outros e conhecer novas metáforas.Há também bate-papos, cursos que não dá para enumerá-los. Ressaltar a importância deles é fundamental.
{Ocupação do silêncio}. Com este tema, artistas do Núcleo habitaram por 12 horas seguidas a principal biblioteca da cidade, dando outro significado ao espaço e ao tempo. O sentido de tudo transfere-se quando encontramos livros, móveis, pessoas, tecnologia, música e o inesperado em uma escala de troca mais equilibrada, numa noite onde a proposta era uma virada cultural por ocasião do aniversário da capital.
3 anos. Por falar em aniversário, participei da festa do TMJP2 com a sensação de quem vive essa experiência neste lugar respeitável. A vontade democrática permeia o pensamento + corpo = ação destes profissionais.
Dentro do projeto {Musicalogo} que aos domingos oferece música de qualidade e a didática que a envolve, fui espectador. E no domingo(31 de agosto) experimentei o lugar de músico, fazendo percussão junto ao grupo que se apresentava naquela manhã na companhia de outros expectadores que vibram com a música que inclusive já existe em nossos corpos.Como última experiência a fotografia trouxe sua contribuição na maneira como relacionamos com os momentos que escolhemos para documentá-los, tratando mais do que somente um registro e sim como algo que também está antes e depois disto.
Ufa!!!
O sol é forte e entendo o porque. A criatividade aqui é pulsante e ela precisa ser iluminada na mesma medida. Para refrescar do calor intenso pude conhecer um pouco do litoral deste estado, a beleza e diversidade desta brava gente brasileira.
9 de setembro de 2008 em 13:19
Não consigo mais ver vc como visita, Marber!
Voce já é nosso… artista resistente!
Nós é que agradecemos.