Desertificação: o deserto cresce, neste caso, não o da erosão ou desmatamento, mas o banimento da necessidade, da recordação e do tempo.
Ando cansado desse blog, de todos os blogs e dessa necessidade de estar online com suas fantasias, gracinhas, rompantes de inteligencia e sentimentos esfuziantes. Mas continuo defendendo a idéia desse espaco como lugar de resistência, de trangressão, de se deixar atravessar. Uma imagem vale mais do que mil palavras mas isso já virou jargão, ditado velho mofado, mas ainda resistente. Ando cansado das palavras que encabeçam os pronunciamentos, passam pra lá e pra cá como senhas de acesso, palavras que se desgastam antes mesmo de serem compreendidas pela maioria.
Mais do que a comunicacao, a comunicabilidade. Mais do que o significado operante, galopante, o caos que antecede qualquer ato, qualquer pensamento e as palavras todas que podem surgir dai. Resisto. Nesse espaco-tempo transversalizado por roubos de imagens que nao pertencem mais a ninguém nesse jogo desenfreado de apropriações e traduções, de fictícios presenciais, materialidades de falsas modéstias, de desejo de se fazer significar quando nada na verdade faz sentido.
Tradução é uma aproximação, uma comunicação com o outro. E ainda a imitação (que pode refletir um fetiche pelo outro), a devoração (apropriação do outro) ou exposição ( uma abertura para o outro). Isso tudo se embralha o tempo todo, marcadas por uma certa improbabilidade. Reconhecidamente acidental, provisória, descontínua dependente de um estado de um estado de relações dinâmicas.
Fragilidade e intraduzibilidade, porque quem fala a partir da cicatriz instaura o silêncio. Um outro tipo de entendimento colocado não apenas na compreensão racionalizante . Porque glamour significava originalmente encatamento ou conhecimento oculto.
Modos de ser,expor tensões entre presenças e ausências. Então é isso? O outro sempre aparece numa relação de dominação, mistificação ou admiração? Desembrutecimento e domesticação.
Por exemplo, é preciso questionar quem produz o conhecimento e para quem… Souza Sanos identifica um mau estar(…) quem somos no espaço que habitamos e no tempo que vivemos? Porque eu quero perfomatizar diferenças e criar cumplicidades.
Afinal, todo discurso é uma forma de ação e tem a tal da irreversibilidade, não existe sequencialidade do tempo. O outro é normalmente citado, mensionado, emoldurado, iluminado, encaixado em imagens e contraimagens. Eu quero abraçar modestamente uma pequena felicidade(…) porque todo mundo (…) querem ingenuamente uma coisa acima de tudo: que ninguém lhes faça mal (sloterdijk 1999:39).
Segundo Viveiros de Castro… é abandonar a noção tradicional de imaginar uma experiencia, optando por experimentar a imaginação. Mas, veja, a extrema oposição também pode gerar invisibilidade.
Você sabia que a indiferença não é um traço mental ou genético dado?
Maldades supérfulas, maldades superficiais, intencionalidades e interesses. Vivo atualmente o enfraquecimento da capacidade de acreditar em alguma coisa.
Layane Greiner Evelin.