Segundo a Wikipédia o termo marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, isto é, um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros. Em geral, táticas de guerrilha são usadas por uma parte mais fraca contra uma mais forte.
O fato é que desde o fnal dos anos 80 esse conceito vem sendo aplicado por pequenas organizações, empresas menores que encontram ferramentas para combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem na selva do mercado. Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing de 1982, fala que esse tipo de estratégia utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing com orçamentos “apertados”. Sabe como é, quem não tem cão caça com gato, então vamo pensar numa solução criativa.
No entanto, já faz um tempo que o conceito de guerrilha se tornou trend principalmente entre as grandes corporações. E tem sido comum o trabalho de agências e artistas que bolam ações “não convencionais” para promover marcas e produtos. Eu coleciono numa pastinha coisas e sites (antigos até) que vejo por aí sobre o assunto… e simplesmente gosto. Muitas dessas ações borram o caráter meramente comercial porque o objetivo nem sempre é vender, mas criar um vínculo com uma idéia/conceit0 através de uma experiência mais sensorial, afetiva, etc. E algumas são tão divertidas e tão pensadas a partir de uma lógica de design que ultrapassam esse limite da “promoção de um produto”.
Numa conversa sobre o 1000Casas falei que muitas abordagens poderiam ter esse cárater, de algo que altera o cotidiano, que desestabiliza o espaço, que cruza o outro estebelecendo ali novas relações de sentido. E isso sem necessariamente você precisar “bater na porta e falar”. Lembro de ter citado a ação de uma empresa de segurança que coloca um cartão de anúncio por baixo da porta e esse cartão se transforma numa caixa dentro da casa. A pergunta que ela quer fazer é “você tem certeza que sua casa é segura?” e aí o mérito não está somente – mas também – em conseguir de maneira criativa apresentar o que é um serviço de segurança, mas, principalmente no diálogo que a tal caixinha consegue instaurar ali, propondo um questionamento, fazendo o morador pensar em algo que não tinha lhe ocorrido antes. Um pouco como se a lógica fosse invertida, porque você até espera um presente, uma encomenda do lado de fora…mas não do lado de dentro.
Enfim… claro que marketing não é arte, mas acho que tem um monte de conexão aí. Algo que me chama atenção aí, é a facilidade uma espécie de comunicação que é acessível, rápida. Eu adoro algumas abordagens, e já que temos falado sobre um brainstorming separei algumas, em sua maioria encontradas no fresh-fish.blogspot.com (de onde você pode ir pra um monte de outros sites sobre esse assunto).
>Ação promocional do Parque Gröna Lund – Estocolmo. Carrinhos de bate-bate em situações cotidianas dos carros normais.
Ação de guerrilha para a série CSI, onde foram instaladas cenas fakes de crime.

Gillete Mach3 Turbo2, incorporando espaço ao conceito do produto.
Vendas de livros do hipermerca do Carrefour.
Projeto criado por Oliver Bishop onde diversas experiências acontecem dentro de uma caçamba.
Katie Sokoler and Matt Adams:
Outras:
23 de fevereiro de 2011 em 2:06
putz, o algemado é demais…
24 de fevereiro de 2011 em 3:14
to lembrando aqui da shakira, que arranjou um jeito “diferente” de lançar o videoclipe novo dela, dançando louca numa fonte de barcelona com os fãs, esperando que os mesmos postassem os videos na net dessa situação.
24 de fevereiro de 2011 em 3:45
http://www.youtube.com/watch?v=y7SRj3eEly0
24 de fevereiro de 2011 em 3:58
são vaaaaarias coisas que ela fez em barcelona, na verdade: andou de moto, pela praia, andou pelas ruas etc.
tudo registrado e postado no tube pelos celulares da galera fan!
24 de fevereiro de 2011 em 13:54
é eli, eu a tinha visto a shakira, ela arrazÔ (hahaha). Essas referencias que postei sao bem antigas, porque parei de atualizar essa pasta aqui, mas sabe hoje em dia praticamente tudo é pensado nessa lógica…
massa. bjo.