Agenciamento de múltiplos (em cores)

Por: às 25/01/2011 01:20:51

Mata o coletivo? Esse assunto tem furado toda e qualquer conversa nas reuniões do Núcleo ultimamente e parece impossível ignorá-lo por mais tempo.

Discurso descolado da ação: ou garantimos com seriedade a cola da ação no discurso ou o mudamos de uma vez e isso exige a morte de algumas coisas e nascimento de outras. Por isso a IDEALIZAÇÃO foi a primeira a ser apontada como principal causadora dos conflitos de funcionamento atuais do Núcleo do Dirceu. Avançamos um pouco no assunto e pensamos que talvez a IDEALIZAÇÃO só possa se tornar um problema quando idealizamos sem percorrer essas etapas:

1- Diagnostico (olhar para o defunto ou entender a situação atual)

2- Planejamento (reorganizar a vida pós morte em direção aos nossos desejos)

3- Avaliação (cuidar. Avaliar a eficácia dos planejamentos em direção a possíveis reformulações.)

De uma maneira geral vejo um forte apelo da maioria por definições, mesmo que temporárias, do que significa ser um profissional de arte trabalhando no Núcleo do Dirceu (com direitos, deveres, justiça, planejamento, clareza) . Digo isso porque na sexta feira passada escrevemos pelo galpão nossas questões, dúvidas, reflexões sobre o coletivo. Tentamos atacar o problema de uma maneira descentralizada, fugindo da mesa de reunião que às vezes não ajuda a fazer com que a discussão respire. Respiramos. As bananas, o ventilador e a gata (prestação????) circulavam com perguntas pelo núcleo enquanto eu pensava sobre a fala do Eli e as relações entre a conversa com a mãe sobre tamanho de pau e as discussões que sempre engrenam mesmo quando tem $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ $$$$$$$$$$$ envolvido. Por fim, ao transcrever os textos recolhidos pelo galpão nesse dia percebi que existiam quatro assuntos grandes onde essas falas se encaixavam e que talvez isso de alguma maneira pudesse ser um ponto de partida de leitura desse material. São eles:

Reflexões sobre o indivíduo em relação ao coletivo (em azul).

Discussão sobre a profissão de artista (em verde).

Desejo de uma estruturação sobre a maneira de funcionar do coletivo (em vermelho).

Idéias, leituras, opiniões,sugestões baseadas na realidade o funcionamento do núcleo até aqui (em laranja).

Divirtam-se!

Já fomos um coletivo? Fomos mesmo? Na verdade não foi apenas um termo legal e contemporâneo que escolhemos para ser chamados porque ser contemporâneo está na moda? SIM. Todos acham o mesmo? Fomos sim… Sou sócio-fundadora! Preconceito sobre o que é ser artista, idealização de não envolvimento com responsabilidades cotidianas ou de gestão como parte integrante de seu trabalho (não só por falta de opção, mas por escolha, porque alimenta e aumenta sua atuação como artista) Como tornar mais clara essa plataforma que tanto falamos que é o núcleo para outras pessoas que não tem um contato direto com arte? Será que é matando o coletivo e o tornando uma empresa? Mas sejamos conscientes que o espírito de coletivo ainda vai existir. Então, como isso tudo pode ficar mais coerente e incorporado até para nós mesmos? Eu me permito, tu te permites, ele se permite, nós nos permitimos, vós vos permitíeis, eles se permitem. Porque eu deveria limpar isso aqui? O que é o meu trabalho, qual a minha missão como empresa individual? Ela atende/pode atender ao “sistema núcleo”? Esse lugar/plataforma núcleo acolhe e potencializa minha “missão empresarial”? Ser do coletivo sem estar no coletivo é possível? E estar no coletivo sem ser do coletivo como poderia ser? A realidade em qualquer lugar é que uns trabalham mais que outros. E agora José? Fazer planejamento para um determinado projeto acontecer sem ter que ouvir que planejar endurece ou engessa… Máquina sensível. Ponto de cultura=mestre ignorante “ensinar o que não se sabe…” Como é? A realidade é dinheiro, e é a realidade que desmotiva. Estar aqui é uma escolha que oscila. Às vezes acho que ser artista é uma escolha que oscila!!! O que NÃO pode em um coletivo? Eu assumo responsabilidades porque me interessa ou porque se eu não assumir ninguém mais assume? (Eu faço a segunda) Minha permanência no Núcleo do Dirceu tem um custo benefício favorável a mim? E para o coletivo? Quando eu assumo um compromisso e não cumpro eu já assumo sabendo que não vou cumprir? Porque nos sentimos obrigados a assumir acordos que não nos interessam? Identidade sobre ideais e visão de mundo – profissionalismo – afetividade. Sou EU responsável por viabilizar aquilo que EU quero? Já houve a convocatória… Porque continuo sem nome? MIAU. O papel de um é o papel de todos? Se for, como avaliar o empenho de cada um para manter a coisa (NCD) funcionando ou para melhorar esse funcionamento? A profissão de “artista” é uma invenção utópica? Como é definida a sensação de pertencimento: pela situação, pelo engajamento, pelo emocional, pelo profissional, por mim mesmo ou por ninguém? ME USA ME ABUSA. COBRANÇA Porque devo cobrar? Eu quero trabalhar em projetos artísticos como colaboradora, não quero estar a frente- pensando: quem está a frente? Porque eu ainda não consigo parar de idealizar… Avaliação=Feedback dos espetáculos. Que tal? Eu consigo pertencer a um lugar sem precisar me matar como indivíduo e lidar com a freqüente inquietação de que estar entre outros é sinônimo de sofrimento? Funcionamento por geração espontânea? Estatuto? O que me parece, as vezes é que alguns focos estão projetados pra fora daqui, agora se isso é um problema eu não sei. Não pode ser um problema porque garante oxigênio e tudo precisa respirar pra viver. Precisar não trabalhar em outra coisa fora daqui. Quero trabalhar com pessoas felizes e quero ser feliz. Quero ser mais profissional dentro desse meio complexo. Quero trabalhar e contribuir com meu máximo. Quero ser necessário. Acredito que tem pessoas que pensam que fazemos arte pensando logo no dinheiro, mas só queria lembrar que artista sente fome. A arte sente fome. Pensar e se colocar sobre o todo (em ações pequenas ou grandes, palavras…) não só quando sou convocado. (IDEALIZAÇÃO) Qual o critério usado para escolha de intérpretes para um projeto? Nunca faltar? Não ser garoto problema? Chegar cedo? Afetividade? Recusa radical a modelos pré-estabelecidos, necessidade de criar receita própria para fazer as coisas (vantagens/desvantagens – há um preço). O que eu quero é possível a partir dessa plataforma? O que eu quero? Complete… (sim, talvez! – Num plano ideal de funcionamento a “idéia de coletivo”era o tipo de “emprego”que sempre quis ter; – Tem coisas que eu quero pros outros, eu quero “ensinar” “trocar” “ampliar visão de mundo) (Talvez não! – Eu quero ganhar pelo menos 3000 reais por mês; – Tem coisas que eu quero só pra mim! Só me dizem respeito. Eu quero ter um horário de trabalho mais definido; – Eu quero trabalhar em algumas janelas, mas quero foco) É tão dual? Aprender como delegar sem estar invadindo o espaço do artista. E portanto ver a tarefa feita. E que isso não seja também uma relação de poder. De onde eu tiro força? De mim mesma. Qual o meu interesse nesse lugar? Eu quero trabalhar sendo artista, acredito muito nesse projeto (núcleo), mas também quero poder ter uma grana todo mês não só para pagar minhas contas, mas para poder também ajudar meus pais com despesas de casa, quero fazer faculdade porque sinto essa necessidade, quero poder fazer muitas coisas mas me pergunto como vou fazer se só temos como garantia o nosso trabalho, o nosso esforço. Preconceito com qualquer forma de sistematização, mesmo que passível de revisão. Às vezes fico pensando que fazer arte é só pra rico. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu também! E eu penso que arte é só pra ficar rico e ganhar 3000 reais. Pensar que só “grandes tarefas” são importantes e não perceber o quanto  “pequenas coisas” podem impulsionar as grandes. Se só posso me dar 5%, que eu saiba fazer os 5 % realmente acontecerem – minha responsabilidade é não deixar que esses 5% virem zero. Ser demasiado exigente consigo mesmo é uma opção, como lidar com quem não pensa ou age da mesma maneira? “Cada individuo uma individualidade” Sonhei hoje que comprava sapatos… sonhar com sapatos significa: uma declaração de amor está por vir. Boas notícias. Sensação: Acho que algumas pessoas podiam ser colaboradoras apenas! E o que é ser colaborador? (É “como morar” com os pais ou parentes?) Foco em razões – Foco em soluções – Botar em prática “rápido”, aproveitando a impulsão. As condições que queremos não existem. Precisamos criá-las. Concordo. I agree too. Sabe em que penso quase sempre? Em como ganhar 3.000 reais… sou menos “artista” por isso? Não. Você é mais profissional. A questão é como criar o mecanismo pra ganhar… O problema é que pensar só não vai dar os 3.000 reais, a pessoa pode pensar a vida toooodinha. Se conseguir só pensando me ensina!!! Acordos não cumpridos! Descrédito… porque eu não sustento meu compromisso??Papa don’t preach. Individualismo acima do coletivo –diferente de- individualismo como parte do coletivo que precisa dele para ser indivíduo. Porque estou aqui? Porque não saí ainda, mesmo com todas as dificuldades? Em que estou sendo pago quando não financeiramente?Excesso de confiança de que outro irá fazer/resolver. Escreveu não leu (pausa), o pau comeu! Aí se fudeu! O que eu quero eu quero só pra mim ou pros outros? Pode até matar o coletivo mas meu indivíduo vai estar vivo sempre, always, siempre, toujours, altijd, inmer… … … … … … porque não aproveitamos mais artisticamente uns dos outros? Por exemplo… Acho que aproveitamos apenas no contexto de trabalho, sendo que as coisas não se separam. Ex: Trocar fora daqui, referências artísticas, aproveitar o que o outro tem de melhor que às vezes não é colocado aqui.

Quadro Funcional

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena?
Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena?
Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena?
Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena? Wilena?

Para dançar precisa lavar banheiro sim caralho. Eu aproveito de tudo que este lugar me oferece? Ler/estudar mais. Querer é mole. Difícil é fazer por onde. Sim. Um poço de objetividade é preciso: O que se pode dizer sim ou sim sobre essa plataforma de trabalho? 1- O $ que entra é irregular; 2- É preciso trabalhar para “ter trabalho, e é preciso trabalhar para que o $ entre; 3- É preciso trabalhar para se ter condições mínimas de trabalho (banheiro, água, telefone…)  Logo… A equação $ proporcional ao trabalho precisa ser resolvida com mais justiça e clareza. Não é possível que o núcleo seja uma empresa que contrata serviço de artista porque não tem condições mínimas para ser. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHHAHAH AHHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH Gente!!! Vamos ser felizes. Finada/o= Pina, Casu Onu, Marta Graran, Marcelo Evelin, Vera Sala, Meci Cânerra, Marcelo Pereira, Helena Catquest, Geron Bell, Fucó – O que eles dançavam, pensavam dança que não está nos corpos dos jovens criadores de hoje? Eu sinto necessidade de ver o núcleo, até mesmo para poder sentir a revolução de artista que o Marcelo tanto fala. Acho que nossa revolução ainda tá meio tímida, precisamos marcar mais presença! OFICINAS com a/para comunidade já com mostra no final do período de seis meses… Educação… Quem sabe daqui a algum tempo assistir aos espetáculos seja uma necessidade e a profissão de artista seja uma realidade. Se tiver quem dirija, crie projetos, EU FAÇO!



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8 Comentários

  1. L.H. disse:
    25 de janeiro de 2011 em 13:42

    Obrigada Ju, pela compilação dos dados e por dividir conosco aquela manhã de discussão. Pra situar quem não estava, num dos ultimos encontros, saímos da mesa e fizemos um procedimento de simplesmente escrever coisas no espaço e apartir daí identificar coisas.

    Juliana foi pra casa com uma pilha de papéis.
    Massa!


    Responder
  2. ju disse:
    25 de janeiro de 2011 em 16:02

    Nada Lay, meu trabalho! Acho que esse material diz muito sobre os desejos de mudança das pessoas para o Núcleo. Acho também que ele pode ser encarado como uma ferramenta que nos ajuda a fazer propostas concretas a partir de uma perspectiva coletiva e não individual. Principalmente por ser uma perspectiva coletiva bastante objetiva (uma coleção de frases que todos tem acesso e que pode ser estudada e aprofundada com calma). Às vezes é difícil organizar a fala como a escrita e a tarefa de compreender os desejos e tomar as decisões coletivamente em volta de uma mesa sem uma figura centralizadora pode ser uma loucura de administrar. Simbora trabalhar pra fazer valer esse dia tão importante.


    Responder
  3. elielson disse:
    25 de janeiro de 2011 em 16:59

    ju, ta muito boa tua postagem!
    super valeu!!
    to aqui refletindo sobre o próximo passo.
    ainda num sei o q
    por enquanto to so lendo tudo.


    Responder
  4. jana disse:
    25 de janeiro de 2011 em 22:06

    eita mas tem coisa aí!!!
    fiquei lendo e imaginando de quem é cada fala. mas essa necessidade de mudar, de deixar tudo mais claro é muito legal e muito importante. acho que esses momentos são sempre muito ricos e levam para um amadurecimento que vai mudar muita coisa pra gente.
    e tem questões aí que já tão rodando aqui.. e junto com as aulas então…
    deixa eu cuidar que tem é texto agora!

    saudades de todos!!


    Responder
  5. marcelo Evelin disse:
    26 de janeiro de 2011 em 0:04

    uoooooouuuuu…tem muita coisa ai…

    obrigado ju pela documentacao e “diagramacao” da coisa…ta complexo e embaralhado e como fazemos pra destrinchar isso?
    me faz pensar muita coisa.
    me faz pensar que essa “levantada” veio no dia antes da batalha, que daqui da pra sentir que uma ficha caiu ali.

    como fazemos pra partir dai e discutir isso sem ter que voltar pra mesa?
    como entender e discutir tudo isso sem tentar resolver, acertar, achar a solucao final pra coisa?

    porque me parece que tem um processo ai e temos que destramear esses textos em cores pra entender aonde estamos…sem a necessidade de julgar, remendar, matar, ressuscitar ou o que seja agora…apenas para compreender o que queremos e podemos fazer.

    minha questao agora seria: como proceder dai, depois de tudo que foi levantado?

    vamos nos falar todos por aqui e tentar esse destrameamento de posicionamentos?

    seria uma ideia comecar por combinar esses textos de formas distintas para que se gere um outro sentido ai?

    ou talvez contar as palavras repetidas e criar um texto apenas com as 10 mais…?

    vamos tentar entender tudo isso juntos?

    beijos


    Responder
  6. Izaká disse:
    27 de janeiro de 2011 em 22:45

    Esse dia foi super importante não só para compreendermos melhor a coisa, mas também pra nos recnhecer melhor como individuo quem tem desejos e ideais e também como um coletivo de pessoas que pensaram juntos, juntos num mesmo lugar, numa só atmosfera e vários pensamentos e questões diferentes espalhados por todos os lugares. E todo mundo ao mesmo tempo, anciosos para descobrir o que ja se sabe (em parte), mas que não aceita (em parte). Foi bom também porque nesse lugar de troca de pensamento houve uma troca de saberes que não se reconhece por vezes em si mesmo (não sei explicar bem isso, mas aí tá a coisa de ensinar o que não se sabe,só posso dizer que foi super vailoso).

    Ju fiocu ótimo o post.


    Responder
  7. cleyde silva disse:
    28 de janeiro de 2011 em 21:51

    É esse dia foi muito bom, pude sentir outra energia acho q muitas coisas q foram colocadas alí pude perceber que não são colocadas na mesa quando conversamos e todos estão em volta, falo isso porque é real até pra mim mesmo, muitas coisas que escrevi tenho certeza q não falaria na mesa não sei se é por medo, por constume de ficar calada ou por simplesmente achar que não é o momento ou que não vale a pena… E o mais engraçado é que vão surgindo as percepções, os desejos e você quer escrever mais e mais, as sensações que tive dessa experiência foram muito boas, esse exercício me fez pensar como é meu relacionamento com esse projeto, qual é o meu desejo dentro dele e como tá minha atuação e a de todos, depois conversando com Regina pude perceber que a maior parte de nossos problemas e condições de trabalhar tá no indivíduo, falo de cada um mas sei que esse cada um se responsabiliza pelo todo aí complica, não sei se consigo ser clara aqui fazendo esse comentário mas estou tentando entender todo esse processo, projeto e colocações…


    Responder
  8. Weyla disse:
    2 de fevereiro de 2011 em 0:49

    Quanto mais eu leio, mais perguntas e reflexões me vem.
    Parece que é um saco sem fundo.

    Neste post está de uma certa maneira o caldo sem o bagaço.
    Vejo desabafo, grito, confissão… As coisas ditas como são, para serem entendidas sem divagação. Adoro isso!!!!!!!!

    vamo simbora minha gente.


    Responder

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  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!
  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

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