Núcleo do Dirceu em mil casas : por Isabella Motta
Desde os tempos em que era o diretor geral do Teatro Municipal João Paulo II (TMJP2), no bairro do Dirceu, periferia de Teresina, o coreógrafo Marcelo Evelin tinha um desejo: atrair público para a arte contemporânea. Por incompatibilidades políticas, Evelin não está mais à frente daquele espaço (leia mais sobre isso aqui) – que, coincidência ou não, viu ‘murchar’ suas atividades – mas a ideia de se aproximar do grande público persiste. Persiste e vem ganhando corpo dentro do Núcleo do Dirceu, coletivo de artistas nascido justamente no TMJP2.
“Na época do teatro, fiquei me perguntando o que aquelas pessoas gostariam de ver/experienciar em suas casas, pensando na ideia de transformar o lugar de apresentação em uma extensão da casa dessas pessoas”, lembra Evelin.
Dessa observação surgiu o projeto 1000 casas, que vem sendo colocado em prática aos poucos pelo Núcleo. A ideia é levar performances para dentro das casas dos moradores do bairro do Dirceu, essas ‘apresentações’ são registradas pelos artistas. A primeira etapa consistiu no mapeamento do bairro, que tem cerca de 250 mil moradores, muitos sub-bairros , vilas e ajuntamentos. “Depois de entender o dia a dia do bairro, estamos tentando entender o que seria ‘performatividade’ neste lugar específico, o que é criar esse contexto de artista-espectador no lugar do espectador (a própria casa dele) e não no lugar do artista (o teatro)”, explica o coreógrafo.
Leia a matéria completa no idanca.net e acompanhe o projeto 1000 casas clicando aí no boneco!