O Núcleo de Criação do Dirceu, coletivo de artistas entre 16 e 35 anos, que produzem estudos, trabalhos e multiplicação de conhecimento no campo das artes cênicas, integram o VI ENARTCi–Encontro de Dança Contemporânea de Ipatinga, em Minas Gerais. O evento, que acontece de 4 a 7 de setembro, tem como objetivo a difusão de informações, circulação de produções e intercâmbio de artistas através de oficinas, espetáculos, debates, palestras e mostra de vídeo-dança.
Dois trabalhos do NCD integram a programação: “Corpo Manual” e “2 Heterogêneo”. Ambos foram desenvolvidos nesta plataforma de pesquisas em artes performáticas sediada no Teatro Municipal João Paulo II há 3 anos: o Centro de Criação do Dirceu. Jamila, Alexandre e César têm a particularidade de serem os mais jovens integrantes do NCD e já possuírem trabalhos de concepção e criação própria, um dos direcionamentos essenciais do Núcleo e que é incomum até mesmo entre profissionais mais experientes da área. Foram então convidados a representar o NCD e o estado neste encontro de âmbito nacional.
Em “2 Heterogêneo”, César Costa e Alexandre Santos interligam suas personalidades com as movimentações extraídas do contexto artístico, cultural e pessoal de cada um. Os intérpretes expõem pesquisas que aliam históricos de vidas semelhantes a personalidades diferentes, e acabam expondo a tênue linha que delineia controlado e controlador. “Desenvolvemos a idéia para 2 Heterogêneo a partir dessa igualdade de interesses – nós dois fazemos capoeira e dançamos break, mas cada um entende as coisas de modo diferentes, e é isso que mostramos ao público”, explicou César.
Também trabalhado a partir de questionamentos particulares para se chegar a uma consistência e universalidade, “Corpo Manual” traz a intérprete-criadora Jamilla Rocha refletida em movimentos precisos do corpo. Corpo que está alerta para os espaços e gera, dentro e fora do próprio corpo e da cena, transitando entre a inocência e a sensualidade. “O solo tem a ver com a necessidade de colocar para fora todas as informações que absorvi no NCD e na minha vida. É a procura constante por algo, seja cultural ou pessoal”, apontou.
“Participar do ENARTCi é ver que o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Criação do Dirceu está sendo reconhecido e valorizado fora do Piauí”, comemorou Jamilla, que juntamente com César e Alexandre se apresentam no ENARTCi sexta-feira, 5.
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Crédito das Fotos: Klayton Amorim
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