Esta primeira edição do “Colaboratório” se funde com uma nova forma de organização, com o exercício da independência e da autonomia artística em contraponto com a noção geral de políticas públicas para arte. E está ligada diretamente a uma idéia metafórica entre o exercício da arte e as dificuldades geradas no decorrer desse processo.
Preparar um terreno para daí articular um pensamento com um fim determinado é uma tarefa que pode trazer implicações semelhantes aos objetivos específicos de uma atividade desportiva. A idéia de determinação, persistência, resistência e preparação nesse caso podem ser manipuladas por uma via de informação artística onde o próprio corpo do artista se torna a metáfora para o levantamento de questões sobre criação, individualidade artística e ambiente criativo. Aqui vencer não significa estar a frente do outro e sim criar condições de relação entre indivíduos , ligando mais ainda os conceitos de arte e política para se discutir qual a real necessidade da existência da arte para a sociedade e de como as indagações geradas por um pensamento artístico podem contribuir para o desenvolvimento intelectual de uma tribo, bairro ou nação.
Maratona é um termo forte, pois nos remete a uma idéia geral de vida, onde qualquer pessoa possa se encaixar. Traz uma idéia constante de movimento e continuidade e nos faz pensar no “artista indivíduo” e no “artista transformador” de uma realidade e/ou situação. Maratona é aquilo que nos propomos a fazer com o simples objetivo de nos manter acesos, vivos!!
Fagão
(foto registro ncd)