biding

Por: às 11/01/2011 14:15:54

Mais do que torcidas ou cobrancas acho que o que deveriamos pedir a bid lima, nessa posicao de assumir o orgao do estado responsavel pela cultura (e a arte, porque deve se entender ai uma especificidade), seria um plano de acao para a cultura do piaui. um planejamento e uma visao clara que garantam a atualizacao, a sustentabilidade e a continuidade(de que?) do que vem sendo produzido artisticamente e culturalmente no estado.

Mais do que uma questao de verbas (que essas nao sejam consideradas esquecidas, visto que bid lima recebe o orgao com atrasos deploraveis de mais de 1 ano) acho que e’ uma questao de visao de gestao, estrategia definida de atuacao na area, nas condicoes possiveis de voo, com os equipamentos ainda disponiveis na aeronave, o ar rarefeito e muitos desmaiados, para buscar um ceu mais claro.

Bid andou envolvida com as interessantes ideias do filosofo Henry Bergson, que divide o tempo em duas partes simultaneas, nao duais, considerando o tempo do calendario e relogios, e um tempo do particular, um tempo proprio de acoes e pensamentos que podem produzir um fluxo muito potente no ser humano, como se fosse o tempo interior de cada um, organizado de maneira especifica. Pensando a cultura do piaui pela visao Bergsoniana, poderiamos apostar no “tempo 2” para se pensar os “o ques, os porques e os comos”, comecando pelo menos por listar o que consideramos como cultura produzida e difundida made aqui mesmo. Nao podemos esquecer que cultura se faz com ideias e acoes tacteis (e nao apenas com orcamentos e cocktails), acoes e pensamentos esses que podem nao ser conduzidos – ou legitimados – pela sociedade vigente, mas que, justamente, interceptam esse processo na busca por uma friccao que propricie a fruicao e a conexao desse determinado grupo com um mundo maior e em comunicacao, o (inevitavel) mundo multicultural.

O que precisamos sao metas e indicadores de espaco para acoes, em um planejamento que venha a ser compartilhado com artistas e a sociedade, de quando formulado. Um plano de 4 anos para  a cultura do piaui, e se ele sera cumprido ou nao, vai ser tambem da responsabilidade dos artistas, produtores e gestores envolvidos em um processo que se diz democratico, e que nos concerne  a todos. Desejo uma entrada seria e confiante. E’ crer pra ver, ja diria Bergson.

debris > + aqui.



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!
  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

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