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	<title>NúCleo do DirCeu &#187; pontão de cultura</title>
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	<description>Brasil &#124; Piauí &#124; Teresina &#124; Dirceu</description>
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		<title>1000 CaSas</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 20:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo do Dirceu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entramos hoje na segunda semana de encontros e avaliação do núcleo.  Na primeira rodada olhamos para 2010 reconhecendo, mapeando e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/ffffound_com_image_ecfdad64f889f50a7b2e551c41c122c1075df121.jpg"><img class="size-full wp-image-9282  aligncenter" title="ffffound_com_image_ecfdad64f889f50a7b2e551c41c122c1075df121" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/ffffound_com_image_ecfdad64f889f50a7b2e551c41c122c1075df121.jpg" alt="" width="400" height="271" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Entramos hoje na segunda semana de encontros e avaliação do núcleo.  Na primeira rodada olhamos para 2010 reconhecendo, mapeando e identificando o que precisa ser reestruturado.  Tomamos o tempo necessário para que cada um se colocasse  e apresentasse seu ano dentro dessa organização e fomos levantando uma série de pontos  que or si só merecem um outro post.   Gradativamente fomos nos dando conta que ainda faltava muita coisa,  por isso uma segunda semana, onde entramos numa esfera mais organizacional de discussão e tomadas de decisões  importantes para 2011.    &#8220;The future is now&#8221;  &#8211;   por isso  vamo olhar pra frente a partir dessa perspectiva do agora!</p>
<p style="text-align: justify;">Os projetos, escritos e aprovados, precisam ser atualizados,  dissecados, aprofundados, geridos.  Precisam começar a tomar corpo.   Aqui os pontos principais do 100o CaSas, projeto de manutenção do Núcleo aprovado pela Petrobrás para 2011 e 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/CASINHA-TESTE-cópia.png"><img class="size-full wp-image-9279 alignleft" title="CASINHA TESTE cópia" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/CASINHA-TESTE-cópia.png" alt="" width="186" height="167" /></a>O projeto 1000 casas consiste em uma pesquisa de campo e um processo de criação, decorrente desta pesquisa, a ser realizado no bairro Grande Dirceu na periferia da cidade de Teresina, Piauí. O foco da pesquisa e da montagem está relacionado com as moradias e os habitantes deste bairro de Teresina. Como estratégia de pesquisa, propomos uma visita a 1000 casas em diferentes localidades da referida região. A ação apresentada/desenvolvida em cada espaço servirá de pretexto para  um diálogo entre os artistas e a comunidade sobre a função do espetáculo e o lugar do expectador, levando em consideração os desejos, as expectativas,  e o entendimento particular da necessidade e da fruição  de arte no cotidiano dessas pessoas. O material recolhido na pesquisa vem da própria realidade dessas famílias em suas privacidades, de suas maneiras de estar e se relacionar, seus movimentos cotidianos, suas escolhas aleatórias e interesses compartilhados com o ambiente onde vivem.  Trata-se, portanto, de recolher traços estéticos e biopolíticos, estratégias de sobrevivência pessoais, que sirvam de material coreográfico para uma montagem a ser realizada no ano de 2011/2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se pretende criar um espetáculo &#8220;inspirado&#8221; nessas realidades, algo que seja uma &#8220;estilização&#8221; dessas privacidades ou que possa parecer uma representação literal desses habitantes e/ou ambientes. A idéia é utilizar o que for gerado nessas visitas para se criar um espetáculo que proponha uma reflexão sobre a relação privado X publico, singular X plural e individual X coletivo dentro do contexto do Brasil de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Serão visitadas entre 500 e 1000 casas no período de dois anos. Os artistas do Núcleo do Dirceu se dividirão em pequenos grupos de atuação, para otimizar o tempo de pesquisa e &#8220;pessoalizar&#8221; a relação entre artistas e habitantes.  A partir desse levantamento da situação demográfica e social do bairro, iniciaremos uma investigação propositiva entre os artistas para estabelecer diferentes possibilidades e estratégias para o desenvolvimento do projeto, avaliando como se poderia entrar nessas casas de maneira não invasiva e não &#8220;colonialista&#8221;. O propósito é buscar estabelecer uma troca direta e afetiva em um diálogo aberto e próximo com os habitantes destas 1000 casas através de procedimentos que atravessem, ocupem ou ressignifiquem estes espaços.   Podemos neste momento mencionar como ações iniciais pensadas para essas visitas:<a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/MENINO-MIL-CASAS.png"><img class="size-full wp-image-9281 alignright" title="MENINO MIL CASAS" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/12/MENINO-MIL-CASAS.png" alt="" width="174" height="208" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">§  Levar até as casas um pequeno &#8220;espetáculo&#8221; a ser apresentado na sala de estar ou no quintal;</p>
<p style="text-align: justify;">§  Propor a retirada dos habitantes da casa por um dia inteiro e mudar o ambiente desta casa, relocando móveis, reorganizando os elementos já existentes e trazendo alguns outros que passem a modificar esse ambiente;</p>
<p style="text-align: justify;">§  Criar uma pequena ação performática com a participação dos habitantes da casa, para ser apresentado em uma outra casa, que por sua vez criará sua própria ação para apresentar em uma terceira casa e assim por diante;</p>
<p style="text-align: justify;">§  Relacionar uma casa com a outra através de uma extensão criada com materiais como fios, cordas e linha de varal e/ou objetos pessoais como sapatos e livros, propondo uma relação entre as casas;</p>
<p style="text-align: justify;">§  Visitar especificamente a cozinha de uma casa, trazendo um tipo de alimento a ser cozinhado e juntando esse alimento com os já existentes na casa, criar uma receita para ser cozinhada e servida para todos;</p>
<p style="text-align: justify;">Outras estratégias serão desenvolvidas a partir das visitas e da avaliação desses tipos de ocupação, de maneira que o projeto vá se ajustando à realidade do lugar e a situação privada de cada grupo de habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente a essas intervenções nas casas, os artistas do Núcleo do Dirceu estarão dando inicio ao um processo de criação de um espetáculo, através da investigação de uma linguagem cênica que tome forma a partir desses encontros, das relações estabelecidas entre artistas e habitantes e das particularidades desses habitantes, seus modos de organização e de configuração desses espaços &#8211; físicos e conceitualmente &#8211; privados. Essa etapa de montagem não está desvinculada da pesquisa, logo, ela acontece  em 2011 e se estendendo até o primeiro semestre de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo o processo – pesquisa e montagem &#8211; será compartilhado por meio de  fotos, textos e pequenos vídeos através do site do Núcleo do Dirceu (www.nucleododirceu.com), numa articulação conjunta e colaborativa  entre artistas e  habitantes. No último ano, como desdobramentos do projeto, serão realizados, ainda, uma publicação com tiragem de 10 mil unidades e um vídeo documentário com imagens das casas visitadas e os arredores do bairro, entrevistas com moradores, e registro de parte dos procedimentos realizados durantes as visitas, produtos que funcionarão como documentação do projeto, exposição e difusão do desenvolvimento das ações propostas.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Sobre imprensa e equívocos.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 18:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Layane Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://www.valezki.com/ Me parece apropriado fazer uso de uma metafora cafona:  essa semana escrevemos mais um capítulo da saga &#8220;imprensa no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.valezki.com/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-8852 aligncenter" title="valezki_com2" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/valezki_com2.jpg" alt="" width="619" height="643" />http://www.valezki.com/</a></p>
<p style="text-align: justify;">Me parece apropriado fazer uso de uma metafora cafona:  essa semana escrevemos mais um capítulo da saga &#8220;imprensa no piauí&#8221;, épico antigo e com trechos bem estranhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Institucionalmente falando o Núcleo do Dirceu desde  2009 tem tido uma relação dificil com parte da imprensa/jornalistas de Teresina. E claro, não se pode cair em reducionismos ou generalizações, não dá pra colocar todo mundo num saco de gato, para tudo há exceções.  Essa relação dificil foi se desenhando lá  atrás  -período em que saímos do teatro -  e vem seguindo até então com a constatação de que, em geral,  falta produção de conhecimento,  um olhar mais crítico e principalmente uma autonomia  &#8211; de ponto de vista, opiniçao, etc  -  dos jornalistas de THE. Isso porque eles estão invarialmente amarrados a  instituições/empresas/mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Dái, confesso, que  foi batendo na gente um cansaço de insistir  e exigir um certo rigor, seja numa entrevista básica pra TV ou num texto de capa.  E foi batendo uma certa &#8220;frustação&#8221; porque tentamos por mais de uma vez investir numa acessoria de imprensa local  que  conseguisse entrar nesse <em>circutito-local-jornalismo-em-teresina</em> de uma maneira mais demolidora.   O que acabou não acontecendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já me disseram que é muito mais comum do que eu imagino, em quase todo lugar, entrevistas que acabam distorcendo um pouco o que você disse, colocando declarações que não são totalmente suas, ou mesmo,  misturando toda a conversa e publicando dados errados.   Bem, eu  fui aprendendo a NÃO me conformar muito com a máxima <em>&#8220;é assim mesmo e pronto a coisa com a imprensa, ainda mais em teresina sabe&#8230; </em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">E fui sacando, também,  que é preciso passar longe de: 1 &#8211; encontrar culpados e apontá-los de maneira arrogante e chata (até porque a gente nunca tem a dimensão exata do contexto em que esses vacilos acontecem); 2-   ficar reclamando e se vitimizando tipo <em>&#8220;ó, porque aqui é assim, é de propósito?&#8221;</em>; 3- querer mostrar como você faria porque você é competente e o outro nem tanto; Enfim&#8230; eu fui sacando que o mais importante, na verdade,  é:  ir pro campo da ação, se posicionar e refletir sobre a coisa toda. Compartilhar isso e torcer (bastanteeeeee)  pra que com o  tempo esse processo acabe construindo um outro entendimento e um outro tipo de diálogo com os tais jornalistas.  E tentar se nortear o tempo todo  por uma certa ética, uma certa clareza. Enfim, não abrir mão da docilidade, da diplomacia,  tentar ser bacana, mas não se conformar com a merda e abrir concessão pra mediocrdade, né.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho tentando incorporar esse meu discurso aí  em coisas simples. Por exemplo, eu pergunto antes, qual a pauta? qual o foco que você quer dar, como você quer fazer?   Eu digo NÃO quando eles chegam vinte minutos antes do espetáculo e pedem pra <em>&#8221; gente fazer algo, um trecho, umas cenas, colocar umas rupas&#8221; </em>pra eles pegarem umas imagens, eu marco horário e se eles atrasam muitoooooo eu vou embora, eu aviso quando algo saiu escrito errado, eu me certifico ao dizer uma coisa institucional-crédito se  ficou claro mesmo ou se exite alguma dúvida, eu não reforço a preguiça de alguns repetindo o que previamente eles já deviam saber, eu apenas digo &#8220;olha isso tem no site&#8221;&#8230; etc, etc, etc.   e por aí segue&#8230;.<a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte.jpg"><img class="size-full wp-image-8842 aligncenter" title="meio norte" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte.jpg" alt="" width="418" height="222" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mas eu nem quero fazer uma refexão aprofundada sobre  essa relação eu- núcleo-imprensa, porque não vou ter esse  tempo (nem saco) agora. Eu quero apenas descrever o capítulo recente dessa saga:</p>
<p style="text-align: justify;">Semana passada recebemos uma matéria,<a href="http://www.jornalmn.com.br/edicoes/pdf/edicao.php?caminho=/edicoes/pdf/20101026/art&amp;paginas=4&amp;mod=pdf&amp;dia=2010-10-26=&amp;subcanal=1&amp;canal=28&amp;jpg=/edicoes/jpg/20101026/art1.jpg&amp;pdf=/edicoes/pdf/20101026/art1.pdf" target="_blank"> Jornal Meio Norte,</a> sobre o coLABoratório projeto que o Núcleo desenvolve em parceria com o <a href="http://panoramafestival.com/" target="_blank">Festival Panorama</a>, em Teresina e no Rio de Janeiro.  E a sucessão de equívocos  do texto me deixa curiosa sobre o que de fato acontece: talvez  uma certa  manipulação da informação  e do discurso? uma recorrente pressa e desimportância que se dá a esse tipo de matéria &#8220;cultural&#8221; , daí as informações desencontradas?  uma certa ingenuidade e em função disso um não reconhecimento do sentido que uma chamada de capa pode ter?  a pressão diária da redação,  que acaba indo contra o profissional impedindo dele exercer sua comprovada competência? uma mistura disso tudo?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos por parte. Essa matéria originalmente era sobre o <a href="http://ongpontodeequilibrio.blogspot.com/" target="_blank">Valdemar Santos</a> falando sobre sua agenda atual e dentre outras coisas &#8211; incluindo seus projetos pessoais como artista na cidade -  ele citou  o coLABoratório, projeto que ele participa esse ano.  Isso ele mesmo me disse.   E aí começa o desencontro, porque o foco do texto é na verdade o Panorama, a  participação de piauienses nesse evento, e como gancho uma  foto do Marcelo +  estréia do Matadouro. O detalhe é:  nenhuma informação veio da gente, realizadores dos respectivos projetos em Teresina (coLABoratório e Matadouro) . Portanto precisamos fazer algumas correções.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8839" title="meio norte2" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte2.jpg" alt="" width="566" height="409" /></a>O Matadouro não é uma remontagem. Simples. E em outro trecho da matéria o espetáculo é antecipadamente descrito como polêmico.  An??? Como assim?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Incluídos no Panorama&#8221;, me parece uma chamada que só  reforça a tal baixa auto-estima recorrente na maneira como nos referimos a nós mesmos por aqui. Porque no Piauí é assim  é a política da inclusão, porque pobreza já é um valor em si.  Então a gente é sempre incluído por um reconhecimento posterior.  Saca o sentido a chamada?  Dá a entender que<em> &#8221; olha só que legal, nós conseguimos ser INCLUÍDOS  nesse evento nacional de fora, internacional e melhor que a gente&#8221;</em> . Dá a entender que isso aconteceu até pela primeira vez , para quem não conhece esse circuito. INCLUIDO é diferente de convidado  e nos coloca numa posição generalizante  inferior abrindo margem para uma leitura <em>&#8220;um evento nacional, feito por cariocas que decidiram incluir os piauienses&#8221;</em>.  Isso é sutil  &#8211; e não sei se tem um pouco de exagero meu -  mas por favor eu tô doida (?) ou dizer &#8220;FOMOS INCLUÍDOS ESTE ANO&#8221; é bem diferente de dizer  &#8220;ESTAMOS PARTICIPANDO ESTE ANO&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8841" title="meio norte3" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/11/meio-norte3.jpg" alt="" width="193" height="215" /></a>O crédito é simples.  O coLABoratório aconteceu em Teresina, em 2009 e 2010 através do Núcleo do Dirceu e nossos respectivos apoiadores permanentes. O projeto foi aberto  pra cidade numa política de dialógo  pensando em dividir esse investimento &#8211; de informação &#8211; com os artistas daqui.  Institucionalmente falando não existiram outros apoios locais.  É preciso reforçar, apenas pra deixar claro, que seguramos essa parceria sozinhos, trazendo profissionais, cumprindo da maneira possível as contrapartidas previstas numa situação de extrema fragilidade sem sede, sem salário, sem qualquer financiamento individual, etc. E claro isso foi uma escolha consciente e uma aposta acertada.  Mas -  sem querer  alegar,  vitimizar ou ganhar tom de mágoa com a coisa toda -  realizamos o projeto como se costuma dizer &#8220;na raça&#8221; diante de uma  classe artística local calada e  indiferente a uma situação política bem específica. Em outras palavras NENHUMA  organização artística em Teresina  nos apoiou em NENHUMA instância para a realização do coLABoratório.  E não se pode compreender esse trecho da matéria como um  trivial erro de crédito.  Porque se eu encaro isso como trivial, não vou estar sendo rigorosa com meu trabalho-posicionamento político-trajetória,  e vou  legitimar a idéia  de &#8220;<em>imprensa no Piauí é assim mesmo, tem sempre um errinho</em>&#8220;. Então é bom deixar claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230;  acho que quase ninguém vai achar esse assunto tão importante, principalmente numa semana em que tanta coisa tá  acontecendo, a gente em turnê com estréia nacional, o Dilmão na presidência(apesar do discurso incipiente que qualquer candidato poderia ter feito) a tijuca nubladinha, bla bla bla&#8230; E sim eu tô ficando mais chata, levando tudo mais a sério,  e cada vez mais tendo dificuldade com a dicotomia amizade e trabalho. Porque eu até levo algumas coisas &#8220;na esportiva&#8221;, mas o tempo todo não dá, de boa!</p>
<p style="text-align: justify;">Tô sem paciência pra um final e eu queria descobrir como escrever sem um tom de desabafo . Volto a falar de imprensa em outro post ,  porque essa semana, só pra contrapror , eu tive uma ótima experiência com um jovem jornalista da cidade, o que me dá esperanças.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah! E a matéria completa tá  <a href="http://www.jornalmn.com.br/edicoes/pdf/edicao.php?caminho=/edicoes/pdf/20101026/art&amp;paginas=4&amp;mod=pdf&amp;dia=2010-10-26=&amp;subcanal=1&amp;canal=28&amp;jpg=/edicoes/jpg/20101026/art1.jpg&amp;pdf=/edicoes/pdf/20101026/art1.pdf" target="_blank">aqui.</a></p>
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		<title>CONVOCATÓRIA: dois novos corpos</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 16:23:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Layane Holanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comecemos pelo  quase começo:  existem dois novos corpos nessa organização de pessoas que convencionamos chamar núcleo do dirceu. Temos uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/10/9gag_tetryrtr.jpg">
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<a href='http://www.nucleododirceu.com.br/convocatoria-dois-novos-corpos/9gag_tetryrtr/' title='9gag_tetryrtr'><img width="150" height="150" src="http://www.nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/10/9gag_tetryrtr-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="9gag_tetryrtr" title="9gag_tetryrtr" /></a>
<br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos pelo  quase começo:  existem dois novos corpos nessa organização de pessoas que convencionamos chamar núcleo do dirceu. Temos uma convocatória, precisamos de dois nomes.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos, ainda, por antes do começo. O galpão, nosso espaço de trabalho,  tem uma vizinhança legal: na frente  o Café um cara que conserta ventiladores, nos empresta a furadeira e uma panela bem grande que ele tem. O café tá sempre por ali. Na nossa direita, tem uma loja estranha,  sempre meio fechada,  um outro galpão pequeno, algumas casas e a  moça tatuada. A moça tatuada sempre nos visita, desde os primeiros dias ela sempre vai nos assistir, e desde que chegamos  é por ela que sabemos o que acontece “por ali nas redondezas”. A moça tatuada já levou até um presente durante um ensaio ( um cd da Claudia Leite).  Daí que à direita e ao fundo existem as crianças.  É possível afirmar que as  crianças da nossa vizinhança se concentram ao fundo e à direita do galpão, porque é quase sempre dessa direção de onde partem as pedras. Sim, é comum  as vezes  &#8211; se elas não podem entrar,  ou se,  algo com muito barulho acontece no espaço -  ouvirmos pedras jogadas no teto, é dessa forma que elas  nos “dizem”  que estão ali.  Falta portanto, à esquerda, e aí, talvez comece o antes do começo.</p>
<p style="text-align: justify;">É que desse lado do Galpão existe um  outro coletivo de artistas. Um coletivo de mouses. O coletivo de mouses é uma organização ultra complexa, antiga &#8211; já estavam lá quando chegamos &#8211;  e numerosa.  Compartilham  conosco alguns  princípios-conceito como autonomia, resistência e sustentabilidade. E não possuem  uma representação incipiente,  mesmo com as baixas freqüentes. É preciso confessar e assumir,  nossos vizinhos da esquerda , veja bem, da esquerda, não DE esquerda, não são nada legais. E às vezes eles nos visitam pelo quintal.   Isso tudo é pra contextualizar. Não sei se foi aí que começou o antes do começo, mas  lembro que alguém falou que, por causa do coletivo de mouse,  seria bom  mesmo um velho e bom  gato. E por convenções  místicas e estéticas seria bom mesmo um preto. Minto, porque antes alguém já tinha falado também sobre um cachorro.  O fato,  é que não se  sabe ao certo , mas isso, ter um animal, se tornou assunto  e desejo para alguns de nós artistas do coletivo núcleo ( não do coletivo mouse).</p>
<p style="text-align: justify;">E esse é o COMEÇO mesmo: um dia, da nossa vizinhança  surgiram dois gatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém precisou trazer,  comprar ou conseguir.  Durante um ensaio, há três dias atrás, eles se fizeram ouvir, como quem bate à porta,  nós abrimos e eles entraram.  E pronto. Simples assim. Como propaganda de celular.  A verdade é que isso pode até ter sido trivial, mas é preciso esclarecer pra quem está um pouco  longe, que  foi mesmo lindo. Por uma série de  razões.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles chegaram assim: juntos. E pelo tamanho  e intimidade dos dois,  de cara, se percebia que ali existia algum acordo -  no mínimo uma parceria &#8211;  talvez  irmãos,  um casal romântico&#8230; muito claramente  uma relação que não tinha surgido naquela noite. Mas isso não importa tanto, porque no mundo dos bichos não é preciso  nomear  com exatidão ou teorizar a exaustão, é tudo mais simples, honesto e direto,  coisa que nós pessoas devíamos  observar, aprender e aplicar de vez em quando.  Eles  só estavam juntos e isso era uma escolha, fosse por instinto de sobrevivência, para se divertir, por uma circunstância de igualdade ou por uma coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles chegaram na reta final do Matadouro,  em noites onde falamos de luta, condição e amor. E naturalmente estavam um pouco assustados, hesitantes, receosos. Mas aos poucos os dois pequenos corpos foram ficando ali&#8230;investigando,  experimentando uns chinelos ,  se enfiando em umas máscaras, se dando conta da arquibancada, se apropriando do espaço e olhando os outros corpos maiores. E então foram propondo  propondo&#8230;.miando miando.  Assistiram o ensaio, se alongaram no chão com a moçada e já era.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu confesso que sempre preferi os cães, porque eles entendem amor de uma maneira  que me preenche. Mas os gatos me parecem metaforicamente bichos perfeitos pra refletir sobre afetividade, amor e trabalho.  Porque cães, salvo as diferenças de raça e temperamento, possuem mais similaridades. Mas veja bem, gatos são muito diferentes entre si, alguns nascem ultra carentes, outros mais preguiçosos, outros um pouco arrogantes, e outros meio malandros, “safos”.  Possuem mesmo  em comum  é a tal da autonomia.  Vamo combinar, todo gato é um pouco na sua e se resolve.  Eles preservam sempre certa individualidade, que ok, há quem não goste. Mas mesmo aí, nesse lugar  sozinho de tranqüilidade e silêncio, eles  te surpreendem  de maneira sutil.  Gato propõe, ele vai lá e faz, ele guarda sua sujeira, ele sai a noite e volta,  gato nem faz tanto barulho, gato escuta, reflete e de maneira precisa decide.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí, por isso, penso que é mais difícil estabelecer uma relação de dependência com gato, o que não significa que não se possa estabelecer uma relação de amor. Porque gatos amam, cada um, ao seu modo.  Quando você menos esperar, ele vai se esfregar, se esticar, e deixar claro, que tá ali com você SIM, junto.</p>
<p style="text-align: justify;">Como esse post tá muito grande,  e não tenho em mente um final apropriado, devo dizer que os dois novos corpos  &#8211; um amarelo e um cinza &#8211;  ainda não possuem nome, e essas são as sugestões para ele e ela até o momento:</p>
<p style="text-align: justify;">NOT   E YET  <em> ( o not e a yet , porque essa é a resposta mais usada para aquela pergunta e a</em><em>í a grana saiu?)</em></p>
<p style="text-align: justify;">ÔNIBUS E MERENDA <em>(não sei o que dizer sobre essa sugestão)</em></p>
<p style="text-align: justify;">LOGAN E JEAM  <em>(saca x-man? uiii&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: justify;">MEETING E DEADLINE</p>
<p style="text-align: justify;">MENINO E MENINA</p>
<p style="text-align: justify;">SARTRE E SIMONE</p>
<p style="text-align: justify;">ALENCAR E GREINER</p>
<p style="text-align: justify;">A convocatória está aberta, dê sua sugestão. E contribua com a ração.  Porque bom mesmo é amar!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/10/9gag_tetryrtr.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8823" title="9gag_tetryrtr" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/10/9gag_tetryrtr.jpg" alt="" width="361" height="500" /></a><a href="http://9gag.com/" target="_blank">9gag.com</a></p>
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		<title>Ano eleitoral.</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 17:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Layane Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não achava que seria possível relinkar um post do Treta aqui (sim eu acesso o treta, confessei). Pois bem,  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.treta.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/vote.jpg" alt="" width="580" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não achava que seria possível relinkar um post do <a href="http://www.treta.com.br/" target="_blank">Treta</a> aqui <em>(sim eu acesso o treta, confessei)</em>. Pois bem,  foi lá que eu li com certo atraso  a capa de julho da Época: o  VOTE NA WEB.   E agora em pleno &#8220;ano eleitoral&#8221;  quando somos obrigados a escolher  representantes  e nos deparamos com fenômenos  como o Tiririca pra deputado federal,  esse site é algo que precisa ser divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia é ótima e está no ar desde novembro do ano passado.  Funciona assim: O  <a href="http://votenaweb.com.br/" target="_blank"><em>site</em></a> reúne “todos os projetos de lei que entram em votação na Câmara ou no  Senado” e permite ao internauta colocar-se virtualmente como um  político, ao opinar <strong>“SIM”</strong> ou <strong>“NÃO”</strong> a cada projeto de lei que entra em votação.  A votação digital é realizada enquanto o projeto estiver tramitando no  Congresso. Depois que ele é aprovado ou reprovado, o site compara a  escolha do público com aquela que foi feita pelos políticos.  OK!  Nós ainda não decidimos de fato&#8230;.mas já participamos mais ativamente do processo legislativo. Fora a praticidade de acompanhar a coisa toda  igual uma rede social, em que você procura por perfil.</p>
<p style="text-align: justify;">E o melhor o <a href="http://votenaweb.com.br/" target="_blank"><em>Vote na Web</em></a> exibe quais parlamentares votaram, se foram contra ou a favor do projeto e de que região eles são. Todos os deputados e senadores ainda têm uma página exclusiva, além  de uma ficha técnica com suas origens, histórico na vida política e  decisões tomadas em votações anteriores. Isto significa que de alguma forma podemos sim fazer algo, mesmo que seja detonar no youtube e no twitter,  aquele parlamentar. A gente só precisa torcer pra ele não ser um Sarney ou um Arruda, porque  nesses casos nem mesmo sair em rede nacional significa necessariamente alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">A página  é um projeto da <a href="http://www.webcitizen.com.br/">Webcitizen </a>(<em>espia  pq vale a pena</em>). Essa empresa, que tem um perfil inovador  no contexto Brasil, possui como objetivo visionário  &#8220;aproximar cidadãos&#8221;. Como? Através da análise das atuais e futuras arenas virtuais,   auxiliando  instituições governamentais e não-governamentais a conhecer as reais necessidades das pessoas.  Bem como artista me identifico muito  com isso, porque reconhecer necessidades é o caminho para tal autonomia, mesmo em coletivo (sociedade).  Eles acreditam num mundo melhor e   tem como foco  o emprego de tecnologias digitais para a criação de  canais de participação.   Eu acho que quero trabalhar lá  ou pelo menos  trazer pra uma residência (rs)  no nucleo o mineiro trintão Helder Araújo, co-fundador e diretor da WebCitizen.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bem sem querer cair numa de colunisse panfletária,  fica a dica dos dois sites. Até porque o cenário político que se desenha para o Piauí  tá me dando um pouco de medo&#8230;e não tem como não relacionar esse momento ao nosso histórico, ao nosso posicionamento e ao trabalho que desenvolvemos nessa cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/09/postar-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8081" title="postar 2" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/09/postar-2.jpg" alt="" width="637" height="318" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/09/postar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8080" title="postar" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/09/postar.jpg" alt="" width="630" height="316" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Pontos, Encontros e Tambores Digitais</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 14:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danielle Soares</dc:creator>
				<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pegue um bocado de sotaques, propostas, gente xenófoba (não tem só em Teresina), gente com boa vontade, gestores, rastas, índios, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4453" title="1" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pegue um bocado de sotaques, propostas, gente xenófoba (não tem só em Teresina), gente com boa vontade, gestores, rastas, índios, carecas, bichos grilo, nerds, descolados, gente feia e gente deslumbrante (muitas, Thank Godness). Misture a uma superestrutura , sacuda, jogue pra cima e veja como se arruma depois de flutuar no ar alguns segundos. Oi, isso é o <a href="http://culturadigital.br/teia2010/" target="_blank">Teia 2010 &#8211; Tambores Digitais!</a></p>
<p><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4454" title="2" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/2.jpg" alt="" width="501" height="374" /></a></p>
<p><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4459" title="3" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/3.jpg" alt="" width="498" height="373" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quase 4 mil pessoas, representando os pontos de todo o Brasil. A idéia: através de encontros, plenárias, propostas e votações, criar estratégias para injetar ânimo e potencalizar as ações de todos os pontos de Cultura que fazem parte do processo. Como? Dando encaminhamentos em nível político, reivindicando junto às políticas públicas e  apresentando as demandas da sociendade civil organizada que vieram à tona através da experiência prática dos milhares de lugares ali representados.</p>
<p><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4456" title="5" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/5.jpg" alt="" width="500" height="373" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os debates às vezes lembravam as eleições pra representante de turma que todo mundo faz quando está na  4ª série B do Colégio Menino Jesus não sei das quantas, com direito a baderna, gente se xingando e gente puxando os cabelos de raiva. Mas também tinham as horas em que você se sentia quase emocionado vendo que SIM, aquilo ali era um momento histórico, uma semente plantada pra melhorar a fluidez da cultura lá no Dirceu Arcoverde e no Jalapão.</p>
<p style="text-align: justify;">O Piauí se elegeu para colegiado, participou, votou, e também fez barulho. Um bom  preço pros dois biquinis e a canga não terem nem saído do fundo da mala. A plenária final para a homologação e votação final de toas as propostas acontece agora, no auditório do SEBRAE em Fortaleza. Torcendo pra levar boas notícias hoje à noite ao Piauí.</p>
<p><a href="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4458" title="6" src="http://nucleododirceu.com.br/wp-content/uploads/2010/03/6.jpg" alt="" width="502" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.eudanielle.wordpress.com">fotos&gt; Dani S.</a></p>
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		<title>A valsa sob a tempestade.</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo do Dirceu</dc:creator>
				<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[contemporaneidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Desafiar-se na produção da dança contemporânea no Piauí é andar a pequenos passos em uma corda bamba. À mão, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left;"></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><em><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Desafiar-se na produção da dança contemporânea no Piauí é andar a pequenos passos em uma corda bamba. À mão, a parcela de incentivo financeiro, estatal ou privado &#8211; representado por um guarda-chuva. Sob sapatos entupidas de dois pés, um cordão velho a ponto de se romper &#8211; que ilustra falta de mercado e uma infinidade de razões que incitam o artista a abandonar a atividade. Pelos lados, as mais diferentes rajadas de vento, em forma da ausência de crítica especializada, turbilhão da cultura de massa e o regionalismo assombrado pela reprodutibilidade técnica do velho Walter, que ainda assusta.</span></em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Deslizar palavras pra entender o contexto em que se insere o Núcleo do Dirceu, que em 2006 cravou o estandarte da dança contemporânea na personalidade de Teresina e do Piauí, é lembrar-se de frase de João Pereira Coutinho. Em 2008, em São Paulo, ouvi o jornalista português falar sobre a quase impossibilidade de produzir cultura em ambientes e sociedades de crise total. Salvando as aspas e realocando o discurso, provar que a dança pode ser um interlocutor do pensamento e do espírito humano é, na capital piauiense, “patinar sobre o gelo fino”.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O primeiro ponto que expõe a fragilidade da camada que suporta as intenções do Núcleo do Dirceu vem do fator não-comercial. O coletivo de artistas que utiliza várias plataformas midiáticas para chegar ao corpo veículo final, tenta exorcizar da dança, a maldição de Walter Benjamin.  Eles tentam pregar contra a cópia – não de uma obra, mas de características – do que resumem um estereotipo de cultura piauiense. Eleva-se a qualidade, caí o potencial de venda.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Mas por quê?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Porque cultura no Piauí é atraída por uma draga institucional e coberta pela crosta da “tradição”. O tal dragão de sete cabeças da reprodutibilidade técnica engole o cavaleiro quando a exposição de um modo de pensar através da arte deixa de ser, essencialmente, do indivíduo, para se tornar tradicional. Se na veia da cultura corre o sangue do sentimento, e a cultura do Piauí é sua tradição, todos os piauienses podem encontrar suas emoções engarrafas com cajuína e moldadas com imagens santeiras em uma Central de Artesanato?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #0000ee; -webkit-text-decorations-in-effect: underline;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #0000ee; -webkit-text-decorations-in-effect: underline;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446996511218483538" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S5eed6_4QVI/AAAAAAAABOo/ejVzkaeToIM/s400/once+upon+a+time.jpg" border="0" alt="" /></span></div>
<div style="text-align: center;">
<p><em><span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Once upon a time we needed a fix&#8230;</span></span></em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Minha impressão é que a sociedade piauiense diz não. Ao menos a urbana, de Teresina.  A exemplo, fora do mundo da dança, aparece o tropical Torquato Neto. Ícone de subversão na Tropicália, e artista multifacetado que se consagrou justamente por ter um traço absurdamente pessoal em suas obras, foi vítima a necrofilia da arte. Que o transformou em nome de batismo para centros universitários, salas de apresentação de teatro e série de outros institucionais. Mas o resultado de um trabalho de pesquisa que eu realizei em 2008, “Torquato Neto: Sob Mitos e Hipóteses” me indicou que sua obra ainda é totalmente desconhecida pela população da cidade. A presença com pensamento vivo é essencialmente alegórica, restrita a acadêmicos e pesquisadores.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Para a institucionalização do resultado produção cultural, o Núcleo do Dirceu diz não. Não por recusar signos que existem antes dele e da vida de seus integrantes. Mas por escancarar o processo de criação do trabalho a influências de todos os meios e direções. Acompanhando o destilar do pensador francês Lipovetsky, que denota os zilhões de referenciais de cada ser humano como necessários de reconhecimento. Não por serem bons, ou por serem maus, mas simplesmente por serem intrínsecos.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Caminhando paralelamente, a nossa realidade possui o Youtube, e a possibilidade de todos serem jornalistas. Também mash-ups, e a possibilidades de todos serem músicos. E entre inúmeros outros exemplos, os blogs, e a possibilidade de todos serem escritores, poetas, cronistas. Eles nos mostram que os antigos formadores de opiniões, hall em que artistas estão inclusos, devem possuir hoje um papel que tem mais contornos de mediadores e não de detentores do conhecimento – se almejarem um valor de contemporaneidade.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O Núcleo do Dirceu, que há quatro anos nasceu em se instala no bairro periférico homônimo que é casa de 250 mil teresinenses, trabalha com a dança – também o produto artístico com menos apelo de produto, uma vez que é muitas vezes reconhecido por ser instintivo – e com o corpo interlocutor. A força e a labuta são para mostrar que o corpo pode oferecer não apenas movimentos. Mas levar uma mensagem filosófica, uma mensagem musical, uma mensagem cinematográfica, uma mensagem plástica, uma mensagem política. Um convite ao raciocínio.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Por eles, a valsa sob a tempestade já foi dançada sob as pancadas de falta de reconhecimento. Não ao artístico, uma vez que o trabalho recolhe bons comentários e aceitação nas apresentações por todo o Brasil e mundo – mais de 15, só em 2009. Mas ausência do olhar público e empresarial, que já coloriu de vermelho as contas do coletivo algumas ocasiões desde que ele se emancipou e adquiriu casa própria.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Hoje, em março de 2010, o Núcleo do Dirceu pode finalmente dizer que respira ares mais leves. O Núcleo soma a si, o fomento de três esferas. Governo do Estado do Piauí, Ministério da Cultura e Petrobrás, investem uma base inédita. A possibilidade de um coletivo de artistas sustentar-se exclusivamente por pela realização do seu trabalho toma contornos mais fortes. Mantendo a escolha por um modelo de organização não hierárquico, e um posicionamento político que permuta trabalho na comunidade do bairro Dirceu com desenvolvimento aberto de seus artistas integrantes.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Arte contemporânea não entrega uma resposta ao público em sua resolução. Fita-o pelo colarinho e o agarra pela mão, oferecendo um processo de pensar no existir. Cada homem-personagem tem suas dúvidas e agonias e felicidades individuais. Se conhecer a si mesmo é um pontapé necessário para conhecer ao próximo, contribuindo assim, melhor com a sociedade, esse é um dos valores do Núcleo do Dirceu.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #0000ee; -webkit-text-decorations-in-effect: underline;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446997490279386018" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S5efW6SMC6I/AAAAAAAABOw/Y9OOh_nJIIU/s400/but+now+we+are+doing+fine.jpg" border="0" alt="" /></span></div>
<div style="text-align: center;">
<p><span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"><em><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">&#8230;but now we are doin&#8217; fine.</span></em></span></span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Que é o suficiente para vida em um espaço que supera dificuldades, e que hoje tem como maior empecilho em abrir suas portas, uma falta de graxa desgraçada no portão do galpão que fica no número 3228 da rua Jaime Fortes. A tempestade abranda no início do mês de chuvas. Em Teresina, Piauí, Brasil.</p>
</div>
<div style="text-align: right;">Fotos: Valério Araújo</div>
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		<title>Pontos + Internet &#8211; Pra que a nossa soma são dê em reticências</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 10:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Núcleo do Dirceu</dc:creator>
				<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas das falas do Teia Piauí 2010, que aconteceu nos últimos dias 4, 5 e 6 deste mês de março, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S5aGvP6ffHI/AAAAAAAABOg/QBE6Sz4_CuE/s1600-h/DSC01707+%5B50%25%5D.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446688945635032178" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S5aGvP6ffHI/AAAAAAAABOg/QBE6Sz4_CuE/s400/DSC01707+%5B50%25%5D.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Algumas das falas do <a href="http://culturadigital.br/teiapiaui2010/">Teia Piauí 2010</a>, que aconteceu nos últimos dias 4, 5 e 6 deste mês de março, me ajudou a arrancar dos editais e releases, uma perspectiva diferente pro desenvolvimento do trabalho como Ponto e Pontão de Cultura que vai ser realizado nos anos que seguem.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Acho que o primeiro ponto positivo foi entender detalhes de como pode ser construída a relação entre o Ponto e o Pontão. Ou melhor e &#8211; paralelo ao que o Pontão já prevê -, como o Núcleo do Dirceu pode estar aberto para trocas de experiências e orientações para os aproximadamente 112 Pontos destrinchados por todo o Piauí.  Nada de surpreendente se fincarmos que a natureza da relação do trabalho é essencialmente colaborativa. Mas então onde está o &#8216;novo&#8217;?</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Fácil apontar que na mesa de apresentação de propostas do Pontões, as palavras sobre as adversidades &#8216;bônus&#8217; que o Washington Gabriel &#8216;WG&#8217; reservou, mataram a pau a questão que fecha o último parágrafo. As aspas de WG, representante de <a href="http://www.hiphoparte.com.br/">Preto Goez Vive</a>, apontam que maiores desafios e tropeços de todos os Pontos estão na parte prática da execução dos trabalhos.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Improvisação e criatividade são então bons curativos pra pequenas falhas e contigências e aparecem em um processo bem costurado e pensado. O prático nunca é igual o teórico. O real é sempre além do planejamento.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Tendo em vista isso, cabe lembrar das palavras da Tarciana Portela, da Regional Nordeste do Ministério da Cultura, que bateu &#8216;Novas Mídias&#8217; um campo frutífero e vastissimo que pode ser aproveitado pelos pontos. Discurso que acabou antecedendo as falas do Marcelo Evelin que tanto puxaram os presentes para um convite aberto para consumir o blog e o novo site do Núcleo do Dirceu (que logo sai oficialmente).</p>
</div>
<div><span class="Apple-style-span" style="color: #0000ee;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446576753645126098" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S5Ygs0LrAdI/AAAAAAAABOY/LZAR0Nwo3y0/s320/401016-42+%281%29.jpg" border="0" alt="" /></span></div>
<div><span class="Apple-style-span" style="color: #0000ee;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Investir em internet é essencial. Os caminhos que a mescla de audio, imagem, texto e interatividade podem levar uma produção artística e pedagógica são infinitos. Mas ok, é indiscutível dizer que a verba do Ponto não é suficiente pra colocar grana  na criação de um site para os 112. Mas existem possibilidades baratas, quando não, gratuitas. As básicas, mesmo. Emails, mensageiros instantâneos (msn, yahoo messenger) e criação de blog nas plataformas gratuitas (blogspot e wordpress). É tudo muito intuitivo, fácil de usar. E válido.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Mesmo pra quem não trabalha com uma proposta que tenha um conceito criado PARA internet, ela funcionando na comunicação entre os Pontos é um dos caminhos mais rápidos e práticos para que os pequenos grandes obstáculos diários sejam resolvidos. Em outra ponta,  ela também é crucial para servir de histórico do trabalho que está sendo realizado. Uma janela para sociedade, e um grande portifólio para angariar novas formas de manter o trabalho.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Acho que esse post se resume a uma pequena (grande) mensagem de apoio a todo mundo que vai se dedicar esse ano, com suas particularidades e missões específicas, a fazer um trabalho artístico e social no estado. De ponto em ponto, de Ponto para Ponto. Estou e estamos aí, a disposição.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>ps: É trivial, mas espero que tenha servido a você, leitor e membro de algum Ponto.</p>
</div>
<div>
<p>ps2: + sobre a TEIA 2010 <a href="http://culturadigital.br/teia2010/">aqui</a> ,  <a href="http://www.fundac.pi.gov.br/index.php">aqui</a> e <a href="http://culturadigital.br/teiapiaui2010/">aqui</a> também.</p>
</div>
<div style="text-align: right;">Qualquer coisa, sempre, email-me: igorprado1@hotmail.com</div>
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		<title>Horta-Cultura</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 04:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Evelin</dc:creator>
				<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[contemporaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagem de Murilo Cardoso retirada do blog Cultura e Pensamento. Pra engrossar o caldo, reforcar o feijao da panela. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S4iducPGYsI/AAAAAAAABJI/gy0cpxp89PU/s1600-h/MuriloCardoso.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442773570856313538" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 207px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S4iducPGYsI/AAAAAAAABJI/gy0cpxp89PU/s400/MuriloCardoso.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Imagem de Murilo Cardoso retirada do blog Cultura e Pensamento. Pra engrossar o caldo, reforcar o feijao da panela.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>A discussao sobre o topico da ultima reuniao geral &#8211; ensinar o que nao sabemos &#8211; poderia continuar a nortear o nosso modo de pensar, para ampliar o entendimento do que seria isso metaforica e praticamente.  Sinto que estamos &#8220;arrodeando&#8221; um lugar, cavando um buraco para entrar, esgaçando a beira, precipitando o colapso de uma limitacao movel e flexivel, possivel de alargamento. Estamos falando todos um pouco a mesma coisa, isso quero dizer, nao importa que seja o Leonardo Brant ou o Cesar Costa, o Jacques Ranciere ou a Layane Holanda. Cada um pode trazer um aporte, uma maneira particular de acionar um outro entendimento disso, de contextualizar e adaptar essa nocao aa nossa realidade. Uma realidade que pode ser construída no tríptico  <span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;">ação-pensamento-multiplicação,</span> assim nessa ordem.</p>
</div>
<div></div>
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		<title>Da ordem do inensinável</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 11:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Layane Holanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario de Andrade numa aula inaugural, em 1938, surpreende o auditório confessando não saber o que seja nem o Belo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S36FMEhocBI/AAAAAAAABIo/CqCX6Jr-Gv8/s1600-h/h27_21755447.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439931842329866258" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 275px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S36FMEhocBI/AAAAAAAABIo/CqCX6Jr-Gv8/s400/h27_21755447.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">Mario de Andrade numa aula inaugural, em 1938, surpreende o auditório<span> </span>confessando não saber o que seja nem o Belo, nem a Arte. Afirma que todo artista deve ser artesão, fala da imprevisibilidade, da desnecessidade do virtuosismo e na solução pessoal dada pelo artista ao fazer a obra – atitude imprescindível e inensinável. Arte para ele é uma forma de aprofundamento da consciência.<em> </em></div>
<p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"><em>Como eu me tornei o que sou? </em></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">De cara me parece meio ingênua a pergunta acima.<span> </span>E tentando respondê-la meu racicionio poderia ir a pelo menos duas direções:<span> </span>primeiramente discutir uma noção equivocada e estanque de “ser”. Afinal o que é “ser”? Que implicações existem aí? Como eu posso ser o que sou na minha casa? No meu trabalho? Na minha cidade?</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">Numa segunda direção, tentando responder a pergunta acima, eu poderia elaborar um punhado de argumentos/indícios que mapeariam minha história. Uma espécie de autobiografia passando pela estrutura familiar, pela classe social, pelo sistema político global e nacional ao qual estou submetida, pelo tipo de comida que como, por onde estudei, pelos lugares que já visitei, enfim por todas as variantes que cruzam um ser social. Teria assim um panorama de “<em>Como eu me tornei o que sou?” </em>e poderia analisar mais cuidadosamente o conjunto de coisas que operando em conjunto atravessaram meu corpo<span> </span>e&#8230;pááá&#8230;. me configuraram como pessoa. (eita!)</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S35_Xzs4HVI/AAAAAAAABIQ/Q-1Gh7QiNPc/s1600-h/a18_17324529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439925446902291794" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S35_Xzs4HVI/AAAAAAAABIQ/Q-1Gh7QiNPc/s400/a18_17324529.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">Acontece que eu não estou querendo responder esta pergunta lançada. Interessa-me um antes. Quando digo<span> </span>“como eu me tornei o que sou?” além de uma curiosidade, existe uma<span> </span>articulação de pensamento que me faz ter a necessidade de lançar um <em>olhar crítico</em> sobre minha vida e minha condição. Olhar crítico no sentido de analisar, refletir, e a partir disso <span> </span>construir um outro posicionamento, um novo argumento, uma possível resposta para essa questão.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">Pois bem esse tal “<em>olhar crítico</em>” é o tal antes que me interessa falar.<span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Pela ótica das teorias educacionais ele precisa ser construído, não como uma habilidade, mas como uma espécie de acionamento. Como um estado de consciência que nos torna capazes de relativizar<span> </span>o que aprendemos. Assim revemos o que supúnhamos saber. Conhecer é dinâmico, e só quando consigo lançar um olhar critico sobre minhas próprias visões de mundo, posso relativizá-las e<span> </span>re-significar minha própria existência. <span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">Pois bem, um cem números de teorias afirmam que, não somente, mas de maneira especifica, na arte e no campo do sensível experienciamos melhor isso.<span> </span>É exatamente na natureza ambígua e imprecisa da subjetividade, onde não existe certo e errado, que vou construir essa tal<span> </span><em>visão critica de mundo</em>.<span> </span>Segundo Elliot Eisner(*), um cara que lançou um livro chave lá em 2002,<span> </span>refinar os sentidos e alargar a<span> </span>imaginação é o trabalho que a arte faz para potencializar a cognição. Cognição é o processo pelo qual o organismo torna-se consciente de seu meio ambiente.<span> </span>E é nessa abordagem cognitiva, que se afirma a eficiência da Arte para desenvolver formas sutis de pensar, diferenciar, comparar, generalizar, interpretar, conceber possibilidades, construir, formular hipóteses e decifrar metáforas. Bem&#8230;. esta, <span> </span>é apenas uma pontinha do icerberg histórico <span> </span>de argumentos que defendem <span> </span>a necessidade do ensino de arte no processo de educação.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: trebuchet ms;">Ok, não somos educadores, somos um coletivo de artistas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S35_YS1Z-OI/AAAAAAAABIg/dtLBGe0QJE4/s1600-h/iran1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439925455259564258" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S35_YS1Z-OI/AAAAAAAABIg/dtLBGe0QJE4/s400/iran1.jpg" border="0" alt="" /></a><span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">A necessidade de falar sobre isso, me veio do confronto da manhã na reunião sobre as ações do ponto de cultura.<span> </span><span> </span>Tentei encostar nessa idéia de ENSINAR O QUE VOCÊ NÃO SABE, trazida pelo Marcelo<span> </span>e também por Helena em outra oportunidade, tomando como base o Mestre Ignorante de Rancière. E confesso que ainda ta difícil de pegar na mão o que é isso.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">O Ponto de Cultura, uma das ações do núcleo do dirceu, tem como eixo oficinas pra comunidade e a reunião de hoje trouxe as indagações da minha tarde. Afinal o que queremos<span> </span>com essas oficinas? Sabemos que os modelos prontos tipo “enlatado projeto social em periferia” não é o tipo de comida que nos interessa. <span> </span>Afinal o que estamos chamando de oficina? Qual o conceito de aula que estamos falando?<span> </span>O que é ensinar? ( <span> </span>Sim, concordamos, não se ensina ninguém “a ser” um artista).<span> </span>A idéia de professor não é um pouco arrogante, será que já não tá vencida?<span> </span>E o que são essas novas nomenclaturas, mediador, facilitador, questionador?</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">E ainda, se forma e conteúdo nunca estão separados<span> </span>que formato iremos adotar ? Porque da mesma forma que cadeiras dispostas em fila com alguém que fica na frente em plano alto,<span> </span>contém em si, um tipo de visão de mundo cartesiana,<span> </span>hierárquica, categorizante, etc. Nesse mesmo sentido,<span> </span>o formato turma fechada com o mesmo professor e uma grade fechada de conteúdo em teatro físico, contém em si uma visão de mundo, uma maneira especifica de dividir informação. <span> </span>Aqui essa visão de mundo, além de ser um recorte em uma área especifica é também da ordem do “ensinar a outros algo que se sabe”. <span> </span>Mesmo guardando-se as proporções e sutilezas, pois aula de teatro físico opera num campo mais subjetivo que a de aula de costura,<span> </span>há em alguém nível um repasse de técnicas e habilidades para aquele fazer especifico. Há alguém que está à frente na condução e SABE, o professor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">E meu confronto vem exatamente<span> </span>daí. Primeiro porque eu ainda não sei<span> </span>ao certo o que é ensinar o que eu não sei.<span> </span>E&#8230;se estamos falando de um ensinar que é também um aprender, descobrindo junto com o outro algo, numa experiência colaborativa e aberta. Bem aí não estamos inventando a roda, e seria bacana descobrir que outras pessoas pensaram nessa mesmíssima direção.<span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Apesar de arte/educação ser um termo<span> </span>que causa arrepios entre artistas, porque está impregnado de <span> </span>reducionismos e significados-clichês, saí hoje da reunião querendo cruzar nossos <span> </span>questionamentos da manhã com outras correntes de pensamento. Que vão inclusive de encontro ao que dissemos, que apontam para a necessidade de sim, se ENSINAR arte,<span> </span>por exemplo. <span> </span>Porque, apesar de na prática isso ser<span> </span>apenas um discurso utópico (arte formando cidadãos), politicamente <span> </span>o ensino de arte SER OBRIGATÓRIO <span> </span>já é uma conquista, e de alguma maneira é também um posicionamento meu que <span> </span>pessoalmente acredito e defendo a necessidade<span> </span>de se estudar arte. <span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Mesmo não atuando como educadores, estamos nos lançando no desafio de questionar e delimitar conceitualmente<span> </span>o que estamos chamamos de aula ou grupo de estudo. E se estamos <span> </span>falando o tempo todo que o conceito de artista precisa ser ampliado, do artista contemporâneo =cidadão, da atuação política, <span> </span>da etitude, etc. Então arte/educação , ou os mais recentes entendimentos do que seja isso, tem que entrar nessa conversa. Ou não? E talvez eu tenha que trazer isso, né.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Tenho vasculhado alguns artigos que falam sobre abordagem multicultural, e estou convencida de que precisamos mesmo aprofundar esse papo, antes de cair em soluções práticas e eficientes de como gastar o dinheiro público. Porque vamos combinar isso é o menos importante. <span> </span>Todas as formalidades e burocracias, e até mesmo todos os rótulos e selos institucionais, não podem nos impedir de arriscar, de experimentar e de nos lançarmos na descoberta de alguma coisa que não sabemos direito como vai ser, nem onde vai dar.<span> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"><span style="font-size: 85%;">(*) Essa parte do Elliot Eisner eu li em: </span><span style="font-size: 85%;"> </span><span style="font-size: 85%;">Arte/educação contemporânea: consonâncias internacionais / Ana Mae Barbosa (org.) – São Paulo: Cortez, 2005.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"><span style="font-size: 85%;">As fotos do francês Olivier Laban-Mattei possuem o cárater do fotojornalismo,  ramo da fotografia onde a informação é clara, objetiva  e antes de qualquer coisa documenta uma circunstancia. Pra mim possuem uma certa eroticidade espetacularizada, um movimento que me lembra dança, e discutem uma coisa de genero muito sutilmente. E nao estou certa de como elas se relacionam com o que escrevi. (rs).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;">
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		<title>O Povo Vai Aonde o Carnaval Está!</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 03:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Evelin</dc:creator>
				<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[pontão de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto de carnaval. Sempre gostei. Minhas primeiras lembrancas sao do tempo dos bailes infantis do jockey Club, quando me encontrava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5perDqmI/AAAAAAAABII/D4aVt77g8_A/s1600-h/Erwin_Olaf_-_BERNARD-540x716.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439426572216150626" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5perDqmI/AAAAAAAABII/D4aVt77g8_A/s400/Erwin_Olaf_-_BERNARD-540x716.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de carnaval. Sempre gostei.</p>
<p style="text-align: justify;">Minhas primeiras lembrancas sao do tempo dos bailes infantis do jockey Club, quando me encontrava rodeado de pequenas baianas, piratas, aladins, caubois, colombinas, fadas, bruxas e muitos palhacos espalhados no salao enfeitado, confetes e serpentinas ao som das bandas de sopro tocando marchinhas. Eu me lembro de estar em pe numa mesa em volta do salao vestido de indio. A memoria me traz com exatidao para esse momento, como se nada tivesse existido antes e nem depois. Olhava maravilhado para o salao ao som da musica, e acho que acessei ai a primeira nocao do que seria o imaginario na vida das pessoas, a fantasia como um conceito geral aplicado aa nossas vidas. Fantasia como forma de sublimar (mesmo que por alguns instantes) a propria existencia, ou deslocar para um outro plano, &#8211; de maneira consciente e voluntaria -, o real delimitado do nosso espaco no mundo. Foi talvez a minha primeira experiencia estetica, uma maneira de passar a entender certas coisas pelos valores subjetivos contidos nelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a noite de domingo de carnaval passei sozinho de carro pela avenida frei serafim &#8211; coluna vertebral da cidade- a 1 hora da manha. Estava totalmente deserta, com um ar de abandono e solidao, que se intensificou quando me ocorreu a ocasiao: Era domingo de carnaval.</p>
<p style="text-align: justify;">Tive que lembrar da minha avo me levando pela mao para ver o desfile acontecendo ali no final dos anos 60. Desfilavam a “Piratinga do Ritmo” – a escola do politico Touranga &#8211; e a “Escravos do Samba”. Naquele tempo nao tinha camarote, nem banheiro quimico, nem cerveja em lata e nem cameras digitais. O povo das escolas vinham dos bairros a pe, tocando e cantando, com um monte de gente pulando atras. Todo mundo bebendo cachaca, embriagados como num transe, em um outro estado de consciencia, que seria o que se chama “catarse coletiva”. Era o momento que se juntavam os ricos e os pobres, os que moravam na avenida e botavam as cadeiras de spaguetti chiques na epoca (nao existia a florense de hoje), com os que vinham das ruas paralelas se afastando para a vermelha ou o marques como eu, com mais a gente dos bairros, do Poti ao Parque Piaui, que tomavam juntos a avenida. Essa juncao espontanea em torno do carnaval funcionava como posicionamento pessoal, mas sobretudo social e politico. Mesmo ainda mantendo tracos determinantes da relacao hierarquica de uma corte tupiniquim, aquele momento apontava para a construcao de uma identidade subjetiva outra, e direcionava o presente processo de adaptacao e organizacao de nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo se acotovelava nas ruas, os ricos olhavam de suas janelas e varandas, e os pobres ja eram escravos de um samba social que crescia com o capitalismo. Ja existia rico, pobre, doutor, politico, viado, doido, jornalista, os mal-falados, os de orgulho e os descriminados, tal qual hoje em dia, apenas em quantidade muito menor. Mas naquela epoca a avenida principal da cidade era ocupada de forma quase ingenua, mas determinante, como posicionamento politico-cultural poderoso, gerado como bem imaterial comum a todos os cidados da cidade, sem distincao de classe social. Essa forma vem a ser exatamente oposta e contraditoria aa maneira que se pensa e organiza hoje o carnaval de Teresina.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5pOowbwI/AAAAAAAABIA/exmWy459Z_M/s1600-h/Erwin_Olaf_-_DIANA-540x716.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439426567911534338" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5pOowbwI/AAAAAAAABIA/exmWy459Z_M/s400/Erwin_Olaf_-_DIANA-540x716.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com o slogan barato e desgastado “o carnaval vai aonde o povo esta” a prefeitura de teresina distribui outdoors coloridos pela cidade. A ideia de mandar as escolas de samba separadamente aos bairros perifericos da cidade, tem algo de sao-pobres-mas-limpinhos-e-tambem-merecem-diversao de um cinismo infame. Conseguem transformar socialmente esses lugares em terrenos de coitadinhos, excluidos e subestimados, aqueles que nao podem participar da cidade como um cidadao pleno de direitos como qualquer outro vivendo nela.  Seria preciso que a informacao chegue aos bairros em doses comedidas, pra nao machucar ainda mais a pobreza, ou para aplacar a violencia contida e nao desejada por nos do centro ou da zona leste?</p>
<p style="text-align: justify;">A miseria ganha o seu pedaco de pao, e determinam assim uma politica cultural para a cidade que vai muito alem do carnaval. Gestao cultural como ato de bondade religiosa travestido de politica publica populista, esbanjando regionalismos folcloricos identitarios, e impondo democraticamente cultura acessivel para gente pobre e burra. Esse pensamento alem de perverso, e’ de uma hipocrisia terrivel, muito comum e facil de ser reconhecido em mecanismos politicos habilidosos, sustentados por uma intelectualidade formal e obsoleta, mas agil na manutencao desses dispositivos de poder. Nao se pode nao considerar o que esta por tras disso, porque e’ obvio e insolente quando se considera o que se passa no mundo em termos de manipulacao e desvalorizacao da chave da existencia subjetiva de um povo: A cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">O slogan e’ descriminatorio quando propoem um segregamento, colocando o povo em um lugar “de fora” (aonde o carnaval deve ir ate ele) e numa condicao geral de nao-pertencente. Diz ironicamente que como compensacao vamos ate o seu lugarzinho, para evitar que voce venha se deparar aqui no centro, com aqueles que lhe preferem nesse lugar de contorno, de quase de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim os gestores cumprem suas funcoes como agenciadores de nossa cultura, como administradores do pensamento social de nossa cidade, como protetores do nosso senso coletivo de comum. Com isso cumprem tambem com a seguranca da cidade, evitando brigas e violencias, nao interrompendo o descanso da classe media e diminuindo os acidentes de transito, alem de economizar um pouquinho o dinheiros dos cofres publicos, sem nos deixar saber se esse dinheiro economizado vai ser empregado na seguranca do povo ou nas bases de atendimento medico espalhadas pela cidade. O melhor seria pensar que as economias fossem empregadas ao menos no fomento de outras formas de preservar o nosso comum-cultural, patrimonio da maior importancia para nossa sobrevivencia, e que nos capacitaria para um desenvolvimento humano, social, cultural e politico sem fronteiras.</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5olAtZFI/AAAAAAAABH4/Dk1MQe-bprw/s1600-h/71adf7c44144e2d1e8c683e01bb5960e.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439426556737709138" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5olAtZFI/AAAAAAAABH4/Dk1MQe-bprw/s400/71adf7c44144e2d1e8c683e01bb5960e.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mas o carnaval de Teresina vai aonde o povo esta, e nao ao povo, mas vai aonde esta a nocao que essa administracao tem dele, e que insiste em manter assim por uma ignorancia arrogante e autoritaria. Os blocos de sujo estao hoje sujos de uma pseudo limpeza moral e etica, de um pensamento reacionario disfarcado de democrata, que acredita no bem de todos e no cumprimento do dever. Esse pensamento e’ o que tira do cidadao o direito de ser ou nao-ser o que quizer, de transgredir uma ordem biologica e sensorial mesmo que por alguns dias, de se fantasiar de gente como todo mundo, de se encharcar de possivel, de se perder na multidao e trocar as mascaras, de nao comer, nao dormir, de sucumbir aos desejos da carne, de tomar banho de chuva e se misturar no suor, no talco e na sujeira do mundo, de reverter a ordem e instalar o caos, mesmo que momentaneamente, como forma de transcendencia arcaica da condicao de ser humano socializado.</p>
<p style="text-align: justify;">Perdemos assim o poder de sermos o que nao gostariamos de ser por imposicao de regras e normas que abastecem os regimes. O poder de agir como profanadores dos sistemas hierarquicos e monopolizadores, e o direito de exercer uma ironia intuitiva e inteligente, que nos garante a condicao de seres humanos livres e imbuidos de uma subjetividade que se constroi, se adapta e evolui para preservar a nossa sobrevivencia.</p>
<p style="text-align: justify;">O carnaval esta no povo dos bairros e as criancas dormem enfadadas por essa anestesia bondosa, por essa dose cavalar de entorpecimento injetado nas suas perspectivas de futuro amplo e no dominio de suas fantasias pessoais. O bloco dos sujos espalha a sujeira controlada, reciclada nos toneis da hipocrisia, la mesmo onde vai parar a sujeira do miolo. E o povo engole calado, a espera de alguem que grite do meio dessa folia morna: “o rei ta nu!” , para quem sabe dissipar o terror desse real que tentam nos fazer engulir guela abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de carnaval. E  vou continuar gostando.</p>
<p>Photos &gt; Erwin Olaf</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5odomTpI/AAAAAAAABHw/9QDmjtpjOw0/s1600-h/erwin_olaf_-_jan.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439426554757533330" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LyRpwswN7cY/S3y5odomTpI/AAAAAAAABHw/9QDmjtpjOw0/s400/erwin_olaf_-_jan.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
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