Chupa que é de uva!

Por: às 05/04/2008 17:31:00

[google sobre chupa que é de uva]

O fenômeno midiático “chupa que é de uva” pode até ser interpretado sob uma perspectiva antropólogica, sociológica, semiótica, sei lá. Quem quiser se arrisque! Muito breve ele vai se juntar ao arquivo morto de uma série de outros modismos/explosões de massa a exemplo da famigerada “lacraia” e “é o than” e “thuthucas”. Em termos de alcance ainda não é um “tropa de elite”. Mas se relaciona com o nordeste como o filme do Wagner Moura com as favelas do rio. “Meu fi, não tem quem escape, ou fique imune!”
Enfim o troço é complexo e “fenômeno midiático” já da uma idéia do que significa na real o tal “chupa que é de uva”, porque a PALAVRA UVA no youtube, nao mostra nada de uva, já mostra de cara o vídeo da tal música. O que me espantou foi a reação a colocação do proverbiozim debochado,dúbio e sexual no blog. “Chupa que é de uva” é “putaria” demais pra ficar aqui. Como assim? Vamos institucionalizar o conteúdo?

Na verdade foi um negócio tão estranho que até hoje eu não entendi. Talvez tenha sido até em tom de brincadeira e ironia os recadinhos. Mas mesmo assim eu me pergunto porque a “putaria” não pode ser um signo que tenha relação inclusive com o trabalho e com as coisas interessantes que estamos fazendo aqui? Porque meu trabalho, minha visão de mundo e referencias cabem nessa quase cidade dirceu e “chupa que é de uva” não cabe nesse blog? Fico pensando se não é um dialógo meio de via única com esse espaço.

Temos um problema dialetico (help eduardo prazeres)? Porque “chupa que é de uva” é a putaria que se ouve no instantaneo, no paisagens do corpo, na frente do teatro. É a reação das pessoas, é o estado mental… é a música que toca no ônibus… é TAMBÉM o dirceu minha gente! É o pano de fundo da nossa coreografia no bom galeto. E porque não dizer que pode ser matéria pra publicidade, cultura de rua, discurso, padrão de comportamento de determinado grupo…sei lá.

Será que não pode ser pelo menos um ponto que incomoda, um troço bem no meio na sua cara que fica se mechendo e que causa estranhamento, e que faz com que o aluno, o expectador, sei lá, o povo daqui se reconheça AQUI DENTRO de alguma forma? Quase como:” quer ? pois lê aí pra tu ver…”

Por exemplo: no organizador de carne tem escrito assim:
o Edgar Morin é um filosofo francês bem aqui no meu cú!

E somadas as implicações ultra conceituais que isso pode ter, escrever isso no meio do release, funciona sim como estratégia de atração, publicidade, sei lá… instala um deslocamento em algum nível. E porque escrever “chupa que é de uva” no blog não?

Artista contemporâneo também ter perfil no orkut, e nessa “rede social” chamada orkut as minhas motivações podem ser sim politicas, estéticas e artísticas. Ou podem ser mesmo sobre: ” ei gato véi, aparece la em casa no sábado, vai rolar cachaça!”

Acho que a questão é o que faço com isso, entende, com essa informação, que sentido dou a ela. E como ela pode se resignificar.


E tem putaria mais inteliegente que é essa? Parece comercial pra criança, mas é de camisinha. Ai ai, fiquei toda doida com esse negócio aí de putaria…

L.H.
[agora senta, senta que é de menta!]



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1 Comentário

  1. Dani-se disse:
    6 de abril de 2008 em 13:16

    Eu escutei pela primeira vez essa música ontem, no aniversário de uma prima. Agora estou me achando estranhamente analfabeta ou fora do alcance midiático ou que talvez seja furdunço demais para poucas uvas e chupadas.


    Responder

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Comentários

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