Na matemática,mediatriz é o conjunto de pontos que estão a mesma distância de ambas as extremidades de uma reta.
Na dança,mediatriz é um recorte falso de uma realidade convencional,que ainda assim não foge de algumas convenções de como processar um espetáculo de dança.Os frames que recortam os corpos no palco aguçam a sensibilidade,tocam o sensorial e sugerem novas visões,embora dentro de um espaço delimitado pelo conceito,pelos recortes e pela música do espetáculo,que é precisa no seu conceito e nas atmosferas que propõe,daí vem cinema noir(samuel fuller),seriados de tv da decada de 70 até dramas sujos,intensos e sexuais com uma luz que me leva a David Lynch.Datado? nâo acredito,acho que tem uma sonoridade muito especifica e precisa no conceito musical,além de bem humorada.Os truques que acontecem atrás da cortina,com mãos que surgem e somem,e apoiam e se conectam com pés,coxas,cabelos,pés que deslizam são quase circenses e o truque funciona pois meus sensores estão no laranja,essa relações,ou algumas delas são dentro de uma construção matemática,baricentro pra ser mais especifico,e não mediatriz como fiquei sabendo depois(embora mediatriz ainda faça sentido no conceito da peça).
Pra finalizar,nada mais justo e honesto do que mostrar a fábrida dos “truques” abrindo a cortina e deixando a vista sem frames, músico,performers,contra-regra…Um refresco a minha imaginação e também a minha inteligência que apesar de absorvida há muito já sabia que havia um “truque” acontecendo por detrás da cortina.
Mediatriz embora não seja politico ou tenha sido processado em cima de uma questão realmente relevante é um resultado inteligente,um produto finalizado,corajoso e longe da sombra protetora de ser uma célula,pesquisa,processo,blá,blá,blá.
Fábio Crazy da Silva.
26 de agosto de 2008 em 15:27
oi Fábio…
sem a intenção de criar uma polêmica, mas fiquei pensando muito depois que li seu texto, sobre o que é ou não uma questão relevante para se fazer uma obra.
se vc pudesse falar mis sobre isso…. relevante pro públuco? pro intérprete? pros tempos modernos??
fiquei curiosa.
27 de agosto de 2008 em 22:56
Pois é Fabio tem muita coisa ainda pra fazer no Mediatriz.
Eu tô incucada com a idéia de recorte falso, por que não entendo que seja,a partir do momento que ele é necessário pra discutir o que a gente quer como a gente escolheu. Quando li falso me pareceu invensão, desdobro. E se for realmente pra quem assiste eu fico bastante instigada pra discutir isso nos ensaios.
Sobre o assunto questões relevantes pra sociedade, eu realmente acredito que no espetáculo existem várias.Talvez não sejam diretas e verbais.
Dar pra o espectador possibilidade pra gerar imagens,relações e assuntos, trazendo referências pessoais na hora de ver uma obra,não é sim relevante?
Talvez seja sobre liberdade???
Bom! também acredito que muita coisa ainda vai acontecer no trabalho, o espetáculo acabou de nascer e tem coisas que a gente só vai entender depois de fazer “m” vezes.
Só pra terminar: mediatriz é o conjunto de pontos que estão a mesma distância de ambas as extremidades de um SEGMENTO DE RETA, não de uma reta.
brigado pelo post
27 de agosto de 2008 em 23:15
Weyla.. reta, segmento de reta…(?)
As meninas estão defendendo bem o espetáculo! calma .. Acho que o fábio quis dizer “recorte falso” no sentido de que é cênico. Como sendo o contrário de real, não de verdadeiro. Tá claro.
Acho que realmente não é um espetáculo político, militante (Acaba sendo político porque arte é política), mas tem um tom de experimento estético, aí parece um luxo fazer espetáculo sobre recortes da percepção em um contexto tão cheio de questões sociais. Passa a idéia de que não é relevante, urgente… mas existe relevância em várias estâncias, não é?
28 de agosto de 2008 em 12:00
Pois é, Eu entendo como o Sérgio o que o fábio coloca. Lembrei de uma conversa em que Sérgio falou que o mediatriz tinha a cara “dos anos 90″. Eu fiquei com aquilo na cabeça! Relaciono com as coisas que chamávamos de “caminho da malícia” da música, a roupa, e de alguns encontros de vocês que “dão uma mordida no cafona”, vão de encontro a alguns clichês da dança e tal…
Não sei o que é algo realmente “relevante”, porque experimentos estéticos, são relevantes. Tem rigor e precisão,tem a estrutura de uma coreografia (bem marcadinha), de um ensaiador que que enxuga, amarra, “limpa”, enfim…tem um monte de procedimentos que estão presentes em “sistemas de dança bem fechados”. É beeeeeem dança…são as escolhas de vocês, mas aí é onde vocês chegam com isso saca? É como vocês manipulam isso.
E acho que chegam num resultado inteligente, num obra aberta, que todo mundo, conhecendo ou não David Lynch, sai com a cara de “puta… que bom! que massa!”.
28 de agosto de 2008 em 12:27
entendo esse recorte falso como o Sérgio colocou, porque é cênico, é uma situação criada por nós para a partir disso dizer alguma coisa.
E também penso que nem outro dia coloquei no blog é dança pra falar de dança, num tempo em que a dança (contemporânea ou não)está cada vez mais questionada, no seu pensar e no seu fazer..
28 de agosto de 2008 em 12:40
OPS!!! foi mal, não era pra ficar chato quando coloquei a correção do significado de mediatriz.Acho que cada um traz seu conhecimento e a gente troca, se ninguém quer saber ,tudo bem! Só quero que o meus anos de universidade não sirva só pra fazer divisão de contas em restaurantes.
Então! O assunto mesmo que pegou agora e não sai da minha cabeça é o tal do assunto relevante. Acho bom como tu coloca Sergio, apontando para as questões sociais,e me faz entender que a minha questão é tão social quanto as outras, pois eu também estou neste contexto.
Como podemos saber o grau de importância de um assunto pessoal para os outros?
28 de agosto de 2008 em 17:00
…apenas revendo o que disse… falei que o tema do espetáculo “passa a idéia de que não é relevante”, não que não é relevante, aliás, acho que podem existir espetáculos relevantes sobre temas irrelevantes e vice-versa. Acho que o que releva mesmo é o rigor com que se trabalha qualquer ponto de partida. Vi alguém dizer: “tudo que é feito com amor cresce”, se desenvolve e se desdobra, e penso que é realmente relevante, SOCIALMENTE, trabalhar profissionalmente em um setor da sociedade ainda marginalizado pela informalidade.
Agora, se rever os códigos de se olhar a dança é relevante ou não cada um é que diz.
29 de agosto de 2008 em 0:49
“rever os códigos de se olhar a dança é relevante ou não cada um é que diz”
será que essa discussão todinha só está acontecendo porque tem alguma coisa por trás do Mediatriz que não é só estética?? Estética por estética, belo por belo não seguram um trabalho. Não da forma como nós pensamos e trabalhamos.
Massa o que o Sérgio colocou!!
30 de agosto de 2008 em 2:47
Em nossa atual crise global, é fácil demais seduzir-se pela idéia de que a arte, para ser relevante, precisa tratar da situação global; precisa ser didática, edificante e moralmente apelativa. Mas talvez a arte seja mais “relevante” quando sua relevância é mais facilmente questionada? “É extremamente importante”, escreveu Robert Rauschenberg, “que a arte permaneça absolutamente injustificável”.
É claro que grandes obras de arte surgirão respondendo diretamente aos eventos determinantes de nossa era repleta de angústia. Um compositor digno de nota, o americano John Adams, já escreveu uma peça de música respondendo ao 11 de setembro. A música, além de funcionar como uma espécie de memorial sonoro dedicado aos que morreram, é uma tentativa de trazer de volta um senso de realidade àquele evento terrível. Ela usa sons eletrônicos e a gravação de uma conversa por telefone celular entre um dos passageiros seqüestrados e um ente querido. “Vejo água e prédios” são as palavras que Adams escolheu, e há algo ao mesmo tempo concreto e transcendente nessa afirmação simples, quase banal.
Não é retórica. E não é política. A arte que tenta processar a tragédia ou a perda – seja em escala pessoal, nacional ou mesmo global – apenas faz o que a arte sempre fez, e com um grande propósito. Mas talvez seja a evocação poética daquela perda, a “superação”, que a torne arte (valendo a pena por isso) – e não o fato de que ela poderia tratar do terrorismo ou da luta pela soberania da Cisjordânia.
“A arte”, escreveu Jean Dubuffet, “não se deita nas camas que são preparadas para ela.” Os políticos, por sua vez, estão sempre tentando preparar a cama para que as pessoas se deitem. Onde a arte é uma transação que aprofunda, propiciando riqueza – e, como disse Kentridge, complicações –, a política reduz, achata e esvazia, para melhor controlar.
Evidentemente, a arte não existe e não pode existir isolada. Mas ela tampouco deve ser reduzida ao papel de um meio para um fim – a armadilha na qual a maior parte da arte política acaba caindo. Se uma “conversa sobre árvores” em tempos de grande incerteza política é “quase um crime”, como diria Brecht, talvez seja possível concordar com isso, mas respondendo, no mesmo instante, com a frase de Edgar Degas: “Comete-se uma obra de arte da mesma maneira que se comete um crime.” Se falar sobre árvores é criminoso, então a arte, qualquer que seja a situação, precisa continuar a violar a lei.
31 de agosto de 2008 em 10:44
Olá anônomo, seja quem for eu quero te agradecer pelo comentário.
Essa conversa sobra conteúdo relevante, político, social, importante me fez parar, pensar e repensar em tudo que fiz e em coisas que ainda vou fazer, ou pelo menos quero muito, e fiquei me perguntando a cada momento se eu precisava me preocupar com tudo isso no momento em que estava fazendo um trabalho, criando, ensaiando. Lógico que as relações não são descartadas, mas eu ficar pensando nisso pra poder legitimar meu trabalho, é que me incomoda.
Eu realmente quero dançar,pular, griatar, me sacudir e pode ser sobre o nada.
2 de novembro de 2008 em 10:39
mediatriz
O espetaculo de hoje tem muito que se fazer leitura dos pés da weylae jana .coisas ue não tinha no espetaculo anterior que agora tem ,ha muito leitura para se fazer desse espetaculo em relação ao anterior.
passos de balé do elielson que foram inseridos no mediatriz de hoje.
Osbraços e pernas do intreprétes criadores jana lobo,weyla,elielson estavam relacionados com a musica enahora da mutiplicação de braços e pernas palco que transmita a sensação de varias mãos e varios pês em movimento.
Em melodia o musico segio teve a criatividade inserir a musica em cada passos
8:32 AM