



Pois bem…Essa semana na terça começamos a Terceira etapa do ColaboraTóRIO com o Coreógrafo e Bailarino Boyzie Cekwana e sua assistente Melanie Demers, ele da África do Sul e ela do Canadá, depois de uma conversa uma semana antes com Eduardo um dos responsáveis sobre ColaboraTóRIO a respeito das condições do Núcleo em hospedar esse projeto aqui, depois de uma ruma de situações que vão de não ter lugar próprio, assalto, etc… essa coisa que qualquer grupo, coletivo ou artista sozinho vive nesse país. Dinheiro em falta!
Conclusão, é que o que importa pra um Núcleo de Criação é estar trabalhando, e nada mais interessante do que dar continuidade a um de nossos objetivos que sempre foi a troca, e esse é o foco do ColaboraTóRIO.
Boyzie e Melanie chegaram, mas as malas se perderam pelo caminho e isso proporcionou um primeiro dia de conversa, que acontecia com um interesse da parte deles em saber o que tinha acontecido nas etapas anteriores com Cristian e Tamara, para clarear neles também esse projeto que caminha para um entendimento muito mais agora de uma pratica em fazer. Sobre nossas expectativas,e sobre o que gostaríamos de ter,das nossas necessidades e uma apresentação de nós todos. Foi impossível não falar da relação entre países abaixo da linha do Equador, “subdesenvolvidos”, do mesmo tipo de colonização a que fomos submetidos, assim como esse momento em que Países do sul tratam com países do Norte, com a Dança sendo o canal de comunicação, o que se compartilha,e o que se constroi com essa colaboração.Vimos que aqui como lá, a Arte Contemporânea ainda estranha,ainda não se saboreá com o mesmo entusiasmo, ainda que seja o prato do dia, ou melhor do momento, pois nele que estamos. Comparamos o que se anda fazendo aqui e lá para atrair publico, sobre mercado, se temos interesse de uma rede de discussão iniciada por nós que vivemos uma realidade de países do Sul, sem que essa iniciativa parta sempre de países europeus, e de como esse momento em que a palavra da vez é a TROCA, se dar essa negociação com a Europa, tendo uma preocupação de não cair num jeito deles de fazer.
Falei que nosso interesse sempre foi de nos conectar com quem quisesse compartilhar conhecimento, trocar experiência, pensando que a discussão de realidades tão diferentes ampliam e fortalecem Arte e Artista como esse elemento que risca o “um jeito de fazer” para discutir e reconhecer através de interesses particulares questões universais. É sobre ter um posicionamento claro do seu trabalho.
Lembrei que já existe iniciativas como a Rede Sulamericana de Dança em propor uma organização que crie essa liga,esse canal pra falar de coisas comuns,e isso é desafio que países de um mesmo continente vem tentando resolver com as alianças,ou blocos econômicos para criar assim uma área de livre comércio, circulação de pessoas, na verdade é criar um espaço comum ,como MERCOSUL (o Mercado Comum do Sul), Alca (Aliança de Livre Comércio das Américas),União Europeia (Comunidade Econômica Europeia)… etc e o mais interessante pra mim disso tudo, meus amigos, é as dificuldades, pois o que esbarra o bom desempenho é a tal democratização das decisões, a não hierarquia, o não líder, o diabo do conviver, tudo isso desdobrado numa desculpa de que o que não dá certo é a diversidade. Será?
Então, falamos de uma necessidade de um trabalho mais corporal com ele, já que as etapas passadas era uma coisa mais teórica, mais de pensar. E ele numa calma falou que o interesse dele era trabalhar através do corpo e com o que surge dessa parte que damos, que é nossa e com o que ele traz, dessa consequência, interim. Hoje na aula, quando fazíamos uma coisa de preencher espaços do corpo, e ao seu redor, que se valorizasse movimentos simples, que partíssemos sempre do simples para não nos perdermos na beleza da Dança.
É bom ter a sensação novamente de corpo no chão, suado, mais dono de si!!!
Soraya Portela
Fotos: Danielle Soares, Klayton Amorim e Regina Veloso
P.S. Se Alguém quiser botar mais alguma coisa…Arroxa!!!
5 de junho de 2009 em 23:13
os exercícios simples que fizemos ontem e hoje, eles sim me levam a uma simplicidade e complexidade ao mesmo tempo que pra mim é a própria beleza da dança.
Um tempo para trabalhar o essencial, o que de fato é importante para pensar num corpo que "dança".
15 de junho de 2009 em 1:35
saudade gente !!!!!
beijos do inverno frio de sp…….vruuuuuuuuuuuu!!!!
arroxa !!!!
cris