Coletivo, organização, interesses.

Por: às 31/10/2008 10:54:00


[Frank Chimero]
Nesses últimos dias a Layane e a Soraya me fizeram pensar em algumas questões, elas mostraram
o processo de criação delas pra algumas pessoas e disseram que não tinham interesse artístico de trocar especificamente com a Bebel, comigo e com a Wilena nesse trabalho.

O que seria se organizar em coletivo? Pra mim ainda é confuso. Venho de uma escola de teatro e
quando me coloco em um grupo de artista de varias áreas com o intuito de se organizar, de se ajudar e de se orientar me proponho a dividir um trabalho.

O que acontece quando eu digo que nesse momento não tenho interesse artístico de dividir com você, você e você, e só com os outros? Sei que num coletivo ninguém é obrigado a trabalhar com todo mundo, mas é sobre dividir. Senão não faz sentido se organizar em coletivo, eu fico na minha casa e chamo as pessoas que me interessam pra compartilhar o meu trabalho .
São só questões que me intrigaram essa semana e queria discutir, por ainda não entender.

Jacob



Compartilhe:





Você também pode gostar de:


17 Comentários

  1. Marcelo disse:
    31 de outubro de 2008 em 13:12

    Uaaauu….Fuerte!
    Eu gostaria muito de saber qual foi a circunstancia e como isso foi dito.
    Entendo que nao seja necessario colaborar com todos e que se possa escolher parceiros dependendo do trabalho. Mas acho muito estranho que isso passe a ser um ponto, que seja dito vc, vc e vc nao.
    Me parece que tem uma exclusao ai, e nao uma nao inclusao, que sao coisas totalmente distintas.
    Quero saber mais, pq ai temos realmente que nos perguntar seriamente sobre essa ideia de coletivo.


    Responder
  2. L.H. disse:
    31 de outubro de 2008 em 13:26

    opa! vamos lá então….
    Conversamos ontem sobre procedimentos, necessidades, maneiras de se organizar que diferem (ainda bem) em cada trabalho do núcleo.
    Vamos por partes:

    1-Quando você pergunta o que seria se organizar em coletivo, penso que é exatamente negociar constantemente essas diferenças e necessidades (artísticas e afetivas). Porque coletivo não significa necessariamente, que vamos estar TODOS JUNTOS compartilhando tudo, na verdade NÃO significa nem que precisamos concordar o tempo todo. (ainda bem!).

    Acredito que tem que ter uma disponibilidade. Estaaaavámos e estamos disponíveis pra dividir, responder, pra receber ajuda.. Por falar disponibilidade, é uma via de mão-de-dupla. Não é não???? Ontem WILENA participou do nosso processo de uma maneira caralho super! E assim chegou e boa meteu a colher! Mas veja disponibilidade não tem que ser como programa de governo, não vou conseguir “dividir meu processo” de maneia EFETIVA com todos e todas (rs)….. É só sobre um estado, uma possibilidade..que é compartilhada. E isso não é exclusão gente! Não entendo dessa forma!

    Agoraaaaa falando de necessidades e interesses na hora da criação…se não nos interessou chamar o jacob, a bebel wilena (e outras pessoas do ncd) para assistir nossos ensaios em estúdio tem três coisas aí:

    a)isso é pontual vem da necessidade de mostrar coisas especificas pra pessoas especificas (tipo os meninos do break). E assim foi com Luana, com Janaína, bla bla… Acho que é a mesma necessidade da Bebel em ter sua orientação, ou do fábio em chamar o fagão pra trilha, ou do marcelo convidar você e cipó pro mono….Oxe! Funciona assim né não?

    b) As mostras que fizemos as duas, estavam abertas a todos do núcleo, a ultima ao público inclusive. E aí pode ter uma deficiência de comunicação na que fizemos a noite no palco, porque por exemplo não chegou até ao Jacob, mas essa deficiência não tem que ser dividida não?

    c)Faz sentido sim se organizar em coletivo, se eu tiver LIBERDADE pra chamar quem NAQUELE MOMENTO me interessa. É uma escolha norteada por uma série de parâmetros puta subjetivos….não é apenas sobre os “que são mais amiguinhos”. Você sempre está fazendo o exercício da escolha, o tempo todo. São critérios que cada um define em cada trabalho. E aí a informação circula no coletivo, em alguns mais, outros menos….em alguns de uma maneira, em outros de outra maneira……e isso varia…é um organismo vivo! Eu por exemplo, me aproximei muito mais do trabalho do Magão no instantâneo. Isso é circunstancial gente, exatamente porque nos propomos um funcionamento de trânsito.

    Particularmente a vibe saltimbancos “todos juntos somos fortes” de grupo de teatro, pra mim não dá mais! Liberdade é um ponto importante, porque no TRÂNSITO existem regras, placas, sinais, mas eu vou pra onde eu QUERO e PRECISO ir. E se todo mundo precisa que eu espere no sinal vermelho…eu espero ! Por mais que eu não quisesse, que eu tenha argumentos, que eu esteja atrasado…. Eu espero porque é uma NECESSIDADE COLETIVA , diz respeito a todos, e aí pronto!

    Jacob:
    Quando você escreve: O que acontece quando eu digo que NESSE MOMENTO eu não tenho interesse artístico e dividir com você, você, você, só com os outros…

    Bem acontece que a gente respeita,fica curioso, instiga, pergunta,escreve post, como vc tá fazendo e como eu fiz e todo mundo tá fazendo com o biscoito da Bebel.
    Porque eu vou fazer o quê???

    Mas o ponto aqui é : Gente estamos falando em processos colaborativos. Existem infinitas maneiras de se colaborar. Se você não foi chamado pra ir pro estúdio, isso não significa necessariamente exclusão. Opa! Opa!

    Por exemplo, lembro que esse papo todo começou com a Bebel e o processo dela… e a circulação dessa criação dela…aí…..não dá pra ficar comparando entende? Não quero fazer isso…mas eu confrontar a Bebel e dizer: “gata eu não faço idéia do que tu fazendo” é uma maneira de colaborar. È colocar ela na parede, é fazer ela se perguntar….é até ajudar ela a entrar na coisa.

    Tem gente que trabalha com zona temporaria autonoma e a obra dura 30 segundos, tem gente que precisa de um ensaiador, tem gente que fica em casa e escreve….são sempre escolhas. E estar em coletivo em transitar “entre” essas diferenças.

    Pra mim é sempre especifico sim. Mas isso NÃO É E NÃO TEM QUE SER EXCLUDENTE…a gente queria o olhar do alê e a maneira dele direta, simples de dizer o que vê… outras pessoas podem fazer isso, mas a gente queria naquele momento o alê.. e por exemplo ontem a tarde ainda bem que foi a wilena, se fosse tu jacob não ia dá certo…. ela tava na hora certa dando uma força numa necessidade especifica….

    Sei lá..ontem discordamos muito. Vamos seguir aí…


    Responder
  3. fagão disse:
    31 de outubro de 2008 em 14:49

    É eu entendo essa coisa de escolher com que trabalhar ou por uma afinidade ou por uma necessidade técnica, estética, conceitual, de afetividade ou o que quer que seja. Mas o que acredito seja um ponto grave é se colocar em uma instãncia coletiva em que você deva ter uma abertura pra se receber, trocar e bla bla bla, mas no fundo no fundo não me interessa trabalhar com o jacob, com a bebel e nem com a wilena.(obs: entenda-se os três nomes referidos acima apenas como exemplo). Por que acredito que de fato não somos grupinho de teatro em momento saltimbancos, nessa tal vibe que a “L.H.” fala. mas acho sim que essa vibe pode ser compreendida de uma outra maneira que não seja essa que a “L.H.” viveu nos seu tempo de companhia de teatro. acredito sim possa haver uma consistencia maior no grupo, e acredito que esse papo de grupo hibrido, misturado, de pessoas que pensam diferente já tá bem esclarecido dentro dessa instância coletiva, e que existem necessidades distintas e variedades de processos totalmente diferentes, gente! acho um tanto retórico ficar tocando em pontos que agente já sabe. Acho muito arriscado essa coisa de liberdade de escolha, de poder garimpar dentro de um grupo aquelas com quem quero trabalhar, por que isso presupõe uma maturidade que vai além dessa coisa de afinidade. isso é um grupo, um coletivo e me interessa bastante saber o que todo mundo pensa sobre o que faço e sobre o que o outro está fazendo. Mas isso tudo me faz pensar muito nessa forma de funcionamento coletiva. Se ela funciona pra uns e não funciona pra outros, posso ainda sim chamá-la de coletiva?


    Responder
  4. janalobo disse:
    31 de outubro de 2008 em 15:29

    Lembrando um pouco daquela conversa com a Helena, lembro que ela falou de 2 tipos de coletivos, os que se juntam por afinidade artística ou por circustâncias (não lebro se era essa palavra, mas é o nosso caso). E gente não se juntou. Criamos – o marcelo, especificamente – uma situação de coletivo.

    Então acho natural e legítimo ter a possibilidade de escolha de quem eu quero trabalhar em cada projeto, senão é a mesma coisa de uma cia de dança, onde tem aquele bailarino que é podre, vc odeia, mas tem que dançar do lado dele.

    E, pelo menos pra mim, é resolvido isso de saber que eu tenho liberdade pra participar, me meter em qualquer projeto do NCD como também tenho que respeitar as escolhas de cada um, que qualquer pessoa pode chegar e dizer: olha, vc não pode ver meu ensaio hj e eu não me sentir excluída.

    e é sempre bom lembrar que pessoas também surpreendem, mas isso tá cada vez mais raro no NCD…


    Responder
  5. bebel disse:
    31 de outubro de 2008 em 20:28

    Ok Marcelo, eu tava no momento e posso tentar responder a sua pergunta. Tudo começou com a discussão sobre o meu trabalho (reunião de planilha). A questão era saber se eu deveria receber ou não pelo meu trabalho e o argumento contra era que eu não tinha dividido que eu não tinha feito meu trabalho circular. Em um dos momentos do discurso da Lay ela falou que nem ela e nem a Soraia tinha feito posts no blog, mas que elas tinham divido chamando pessoas para ver o ensaio exceto eu, Jacob e wilena. O Jacob perguntou o porquê e ela falou que não interessava a elas dividir conosco.

    O que eu, Jacob e Wilena dissemos foi que dessa maneira o trabalho não chegou em nós três, portanto não foi totalmente dividido. O que a Lay disse foi que concordava, mas que o trabalho havia chegado numa grande quantidade de pessoas.

    O que tá sendo questionado aqui (acredito eu) não é as pessoas que eu escolho pra ver o meu ensaio em um determinado mês, mas de que forma eu posso compartilhar com o coletivo como um todo. Quando foi falado, por exemplo, do blog como meio de dividir não foi só uma campanha pra fazer o blog funcionar, mas era sim a melhor maneira de chegar em todos, sem exclusão.

    Porque a idéia de compartilhar no coletivo e fazer com que meu trabalho seja um trabalho do núcleo como um todo não é abrir exceção e compartilhar com 70%, é com todos.
    E compartilhar não é só chamar pra ver um ensaio.

    Também não é sobre decidir que eu prefiro o Fábio e o Elielson vendo meus ensaios, mas é sobre só se interessar em dividir com o Fábio e com o Elielson. e com o restante do coletivo eu não divido?


    Responder
  6. weyla disse:
    1 de novembro de 2008 em 1:08

    Parece que o assunto se transformou em dois, pois como estou percebendo, tem duas maneiras nesse dividir:
    I. o dividir que foi discutido na reunião da planilha é fazer circular o seu trabalho como informação (serviço),
    II.o outro é dividir o seu processo de acordo com seu interesse artístico e/ou afetivo.

    Concordo com a Jana sobre situação coletivo que nos da a possibilidade de escolher quem, o quê,como ,quando, onde…eu quero no meu trabalho, mas também como coletivo, inclusive depois de discussões sobre como funcionar criando critérios, é responsabilidade de todos fazer com que as pessoas saibam o que vc esta fazendo ( dividir).


    Responder
  7. L.H. disse:
    1 de novembro de 2008 em 12:21

    Pois é Weyla as conversas tão se misturando mesmo. E tem que reconhecer que ela foi desencadeada numa discussão de planilha que é muito especifica, porque o confronto artístico tem que virar grana, e ísso é muito dificil! é foda!! quem tá lá sabe….

    Bebel, eu acho assim gata, quando uma criação que está sendo financiada a dois meses surje como discussão na hora da planilha (como a sua) é porque talvez tenha que se repensar seu funcionamento,a consistência dessa circulação… Porque quando tá muito claro tipo o processo do Fausto, pronto! A gente vai pro próximo ponto.

    Esses confrontos “artísticos” são ótimos.Maaaass…na planilha Bebel é TAMBÉM sobre dinheiro, não tem como fugir! E aí o valor é o mesmo pro Fábio e pra você. E cara isso é muito delicado! Não é sobre a tua obra entende, é sobre teu funcionamento… a discussão lá era essa. E veja bem…EU FUI A PESSOA QUE SUGERI: fica claro que você ganha e toma a discussão toda como uma orientação, uma colaboração. Eu falei isso, lembra??

    Não vamos misturar farinha com arroz, porque senão fica dificil…

    Você coloca a coisa de uma forma muito direta, e a escrita não vai dá conta de todas as sutilezas da conversa. NÃO foi bem assim não Bebel “que eu e soraya não temos interesse em compartilhar com vocês”. NÃO tem esse cárater excludente.

    Agora se vocês se colocam nessa posição de 30% vamos desmembrar essa coisa…porque aí eu quero rebater. Quantas vezes eu fui chamada por você ou jacob pra contribuir de forma mais direta nas criações de vocês?? E gata, eu não me sinto excluída…

    Bebel não existe isso de 70%, de exclusão, de “fazer meu processo” chegar só em que me interessa… NA REUNIÃO de planilha a discussão nem era essa gata! E acho que na real a variavel dinheiro detona muita coisa.

    E cara, de boa, eu não sei como o Jacob que fez a luz dos intantaneos comigo e Soraya, que participou da conversa no dia da nossa mostra,pode dizer que o processo “não chegou nele”…. E se chegou menos esse mês NORMAL! Se ele fosse mulher por exemplo entederia melhor essa coisa de alteração hormonal…cada dia, cada semana é de um jeito diferente mesmo.

    É responsabilidade de todos, com a Weyla coloca. Uhuuuu!!!! Eu não esperei Bebel a sua necessiade de compartilhar, eu fui lá tirei foto e perguntei, porque me interessa, porque não é SEU TRABALHO… é do núcleo! Se não tá chegando em vocês façam a mesma coisa….


    Responder
  8. bebel disse:
    1 de novembro de 2008 em 19:25

    Pera aí Layane, a conversa aqui não é sobre a discussão do meu funcionamento ou da forma como circulei o meu trabalho. A questão é sobre o seu trabalho e as pessoas com quem você divide. Se eu tive que falar como o assunto surgiu foi pra que as pessoas entendessem. Eu acho que quando eu me interesso por um trabalho eu vou atrás realmente. Mas acredito que ir atrás de ver e dialogar ativamente com o trabalho parte do mesmo interesse de chamar uma pessoa pra ver o meu trabalho e eu concordo que nem todo mundo interessa a todo mundo nesse sentido.

    A questão é que o meu trabalho precisa chegar em todo mundo de alguma forma. Por exemplo, meu trabalho te incomodou a ponto de tu fazer um post sobre.

    Mas de tudo isso a parte que eu realmente gostaria de entender é “não nus interessava dividir com vocês três”. Acho que a conversa tá sendo levada pra um lugar que não foi a questão levantada pelo Jacob nesse post.


    Responder
  9. L.H. disse:
    2 de novembro de 2008 em 0:15

    > Mas de tudo isso a parte que eu realmente gostaria de entender é "não nus interessava dividir com vocês três".<

    Ah gata, relê aí o que eu escrevi!


    Responder
  10. bebel disse:
    2 de novembro de 2008 em 19:24

    disculpa lay, acabei de reler e continuo não entendendo. sei lá, eu sou lenta mesmo, um pouco atrasada, não leva a mal…

    “Você coloca a coisa de uma forma muito direta, e a escrita não vai dá conta de todas as sutilezas da conversa. NÃO foi bem assim não Bebel “que eu e soraya não temos interesse em compartilhar com vocês”. NÃO tem esse cárater excludente.”

    essa pra mim é a única parte que vc toca um pouco no assunto e acho q é bem na defenciva, porque eu senti exclusão.

    mas isso é bem subjetivo, sei lá..


    Responder
  11. wilena weronez disse:
    3 de novembro de 2008 em 13:32

    Gente olha só..
    honestamente não me interessa esse assunto de se sentir excluso, não me querem em determinado trabalho.
    Não estou mais nem um pouco preocupada com esse assunto como eu era antes, realmente não quero e nem vou mais sofrer com isso.
    claro, qnd ouvi a Lay dzr q não as interessavam nos ter no processo delas fiquei pensativa, e vou confessar q até um pouco triste por saber q não interessava o q eu pensava, mas enfim, para mim isso não é o fim do mundo, realmente não me senti exclusa, compreendo q existem necessidades específicas, mas sei q as coisas tbm podem ser mais abrangentes..mas pelo amor de Deus..acho q isso tudo é fzr tempestade em um copo d’agua..
    Jacob, me preocupa essa sua abordagem, claro q vc tem q expor suas inquietações..mas falo isso por de vez em qnd conversamos sobre as relações entre as pessoas no NCD, sabemos q não somos os “queridinhos”, mas cara não dah para ficar martelando nisso, eu realmente não tô afim, é gasto desnecessário de energia, para mim, pessoalmente para mim, interfere no artístico.
    Olha só..cada vez mais acredito que as pessoas tem poder de mudar as coisas e se eu não estou feliz com algo tenho q batalhar para mudar, e é assim na vida, é no artístico, é no amoroso é em tudo..
    e honestamente acho q a lei da espera é bem forte no NCD, o processo das meninas realmente não chegou 100% em mim, mas eu poderia ter me colocado e questionado sobre..sem esperar q elas me convidassem para ver um ensaio, eu poderia ter feito como a Layane fez com o biscoito da Bebel, elas poderiam até continuar achando q eu não era interessante no processo delas, mas enfim, fui atráz.
    enfim é isso aí..e beijos para todos.


    Responder
  12. jacob disse:
    3 de novembro de 2008 em 20:03

    Pra mim é muito confuso essa conversa, ainda tenho varias questões sobre como dividir da melhor forma possível num coletivo, acredito que as coisas não são “vamos dar as mãos e seguirmos juntos nessa estrada lindos e felizes como irmão” penso que maturidade, autonomia é muito importante e que cada um deva fazer seu trabalho e mandar ver ,descobrindo a melhor forma de se organizar a seu modo, desde que isso funcione.

    Eu não sei se eu to pirando ou exagerando, mas, CONVIDAMOS TODO MUNDO DO NUCLEO PARA VER NOSSO TRABALHO,SO NÃO CONVIDAMOS VOCÊS 3, POR QUE, NÓS NÃO NOS INTERESSAMOS EM DIVIDIR COM VOCÊS.
    Eu posso ta errado, me desculpa todo mundo, mas é que eu não consigo entender isso como, EU VOU CHAMAR FULANO , SICRANO E BELTRANO PRA DIVIDIR MEU PROCESSO AGORA POR QUE ELES PODEM ME AJUDAR MAIS,NESSE MOMENTO.( peço desculpas mais uma vez se essas frases dizem a mesma coisa, eu não entendo assim)

    Quando eu ouvi o que a Layane falou eu só queria saber o motivo dela não querer dividir artisticamente comigo. Mas eu entendo que num trabalho algumas pessoas artisticamente podem ajudar mais do que eu, Exemplo: sei muito pouco de figurino, acho que a Layane pode ajudar qualquer pessoas melhor do que eu nisso, e se alguem falasse eu vou chamar a lay pra me orientar ou ver meu ensaio por ela poder me ajudar por coisas especificas que ela tem, tudo bem,

    mas se eu chegar e falar que tenho interesse em dividir com todo mundo menos você, você e você eu não to falando de um trabalho especifico, eu to falando de não dividir artisticamente .Me preocupei muito com isso, e pra mim é interessante saber, o que não é interessante para as pessoas, Tipo quem tem interesse de dividir com o instantâneo? quen não tem? com o que mais tu não tem interesse artístico de dividir ? vai ver a gente descobre que ninguém tem interesse de dividir com um pessoa especifica , acho que saber disso é importante.

    E se eu me confundi em interpretar o que eu ouvi, me desculpa Layane e todo mundo .Eu to vacilando .

    Eu entendo essa coisa de uma pessoa poder me ajudar num momento mais do que a outra, só acho que não foi isso que você falou lay.


    Responder
  13. l.h. disse:
    6 de novembro de 2008 em 3:02

    passando por aqui beem depois só pra DEIXAR CLARO: delirio essa negocio aí de todo mundo menos vocês três…
    ai ai ai….


    Responder
  14. SORAYA PORTELA disse:
    6 de novembro de 2008 em 9:57

    Eu resisti um pouco antes de comentar aqui por ver que a discussão está ficando sobre perseguir e acho isso uma pena!E fiquei pensando como falar sem entrar nessa onda que parece as vezes ser o motor que alavanca posts mais comentados.

    Pelo jeito ainda existe muitas duvidas sobre como conviver,e isso não é por que estamos nos organizando em coletivo,é pq falta ainda se desfazer desse ego maldito que cega as vezes.

    Estou num trabalho que é muito claro pra mim,e como devo dividr esse trabalho com as pessoas está em parte sendo tambem um meio de descobrir,adaptar as necessidades que vamos tendo,por ser uma primeira criação minha,assim como conviver nesse coletivo que eu vejo que está assombrando as pessoas,em duvidas.Porque é só o que se fala…como é dividir?è coletivo mesmo?gostam de mim menos ou mais?…etc etc etc…

    As coisas não se esclarem de um dia pra outro…vamos sair da crise minha gente!ficar nela e se vitimar não resolve!!!

    Para quem se sentiu excluido,sinta não!!!Faz aí mais um apanhado…não sei o que é um processo chegar 100%,e até seria uma surpresa pra mim,porque o trabalho nem está terminado…e gente o nosso ensaio foi aberto com data para o nucleo,no domingo,dia 26 de Outubro,conversamos todos,e lemro bem de Vc Jacob,Bebel e Wilena,que me faz uma relevação em seu post que acho que temos que conversar depois sobre vcs três não serem bem aqui dentro.

    E não gosto muito de falar sobre esse comentario seu Jacob e Bebel sobre serem excluidos porque realmente foi sobre aquele momento escolhemos algumas pessoas especificas para o trabalho.

    Mas nos cruzamos muito todos os dias,trabalhamos juntos,estamos em varios projetos e trocar é sempre e será nossa maior possibilidade e o que nos interessa.


    Responder
  15. SORAYA disse:
    6 de novembro de 2008 em 10:01

    Errata de uma frase no quinto paragrafo:

    “depois sobre vcs três não serem bem aqui dentro.”

    CORETO É:

    “DEPOIS SOBRE VOCÊS TRÊS NÃO SE SENTIREM BEM AQUI DENTRO.”


    Responder
  16. bebel disse:
    6 de novembro de 2008 em 13:47

    só não entendi muito bem a parte do ego..


    Responder
  17. wilena weronez disse:
    7 de novembro de 2008 em 12:39

    gente olha só excluir meu último comentário..acho q tem coisa q serão melhores resolvidas em um conversa fora do blog..beijos e estou tranquila..


    Responder

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


1 + 5 =

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Categorias

Comentários

  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!
  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

arquivo