Computadores fazem arte, artistas fazem computadores.

Por: às 24/09/2008 08:01:00

2003/4 – atira! pavor da carne e demais experiências sensoriais
2008 – Love & Destroy Flesh’s Pavor Edition

Quero colocar uma rápida pontuação aqui no blog sobre um trabalho que venho criando há 4 meses, começando por conectá-lo a um trabalho projetado há 5 anos. Love and Destroy, enquanto título central do que ponho aqui como sendo o trabalho que estou desenvolvendo, é uma espécie de bolha-universo que compreende uma série de variáveis agregadas a meu pensamento artístico (ou melhor, criativo) dos últimos meses.

Meu corpo é The Bubble (orgânico – registros de células poliformas – da água – captadas por microscópio > mitose – divisão e/é multiplicação celular); Corpo gráfico.
Meu corpo é Santa Sabotagem (orgânico, pulsante e politicamente geográfico- catolicismo da galinha e vela preta / nordeste) Cadê o bico? Galinha ou Sabão? Ainda na pesquisa de meio – provavelmente na performance. Corpo carne.

But they were made of plastic, when I was body fire.


And when it got fire, I was body water. Water cells (+ zoom na lente). Water Bubbles (- zoom da lente).

perícia do espaço no corpo. do corpo no corpo

degustação, hein, urubú?

Não pretendo postar muitas vezes os materiais dessa pesquisa. Também não pretendo discriminar a agenda de atividades com datas, atividades, horas de trabalho. Na verdade, nunca sei quando estou trabalhando. Organizando sim, mas trabalhando é geralmente de meio-dia (quando eu acordo mais ou menos, quando posso), às 8 da manhã (agora são 7h53).
Talvez seja interessante falar sobre uma descoberta recente do processo quanto à método. A imagem de um espaço onde os pontos de conectam e vai se enxergando ponto por ponto. Ponto é palavra que pode ser trocada por :personagem por personagem, corpo por corpo, objeto por objeto, sinapse por sinapse – whatever.
É só sobre ver essas coisas que vão se conectando, formando e destruindo umas às outras e que se encontram nesse universo da minha percepção sobre o mundo (mundo que significa ordem, a minha última – e talvez única ordem – na boderline da compreensão).
Tudo se encontra aqui dentro. Não existe incorporação de personagens (caracters que aqui se transforma em cognata também), não existe vivência de um algo que ainda vai se conhecer. É sobre o que se vê. É sobre se conectar aqui para enxergar ali para chegar lá para se perguntar o que tem mais adiante, lembrar do que tinha anteriormente e aceitar a vida em seu termo básico: movimento. Morte=estagnação. Vida=movimento.

ampulheta. teoria das lentes.

O tempo só se perde. O tempo é o presente e o presente para o corpo é a reunião de todos os tempos. Passado + presente + futuro = tempo.
E corpo no tempo não se pergunta se é arte, se é arty, se é cópia, se é contemporâneo, se é atrasado, se é apressado.
A arte já não importa quando existe a sensação.

Ciclos. Eterno Retorno. Caos. Zaratrusta. Dirceu. Livro que um amigo me emprestou.

Igor me emprestou há aproximadamente 2 anos um livro do Gabriel Garcia Marquez de título Como Contar um Conto. O Gabriel é comunista e eu não gosto de comunistas. Desses escritores ‘mamãe-quero-ser-cult’, prefiro bem mais o Saramago. Mas o Gabriel era diretor da escola onde eu ia estudar e bateu aquela culpa de ler o velhinho portuga e sempre fazer cara feia pro amigo do Fidel (la sangre latinaa!). Tinha lido os famosinhos do GG e decidi encarar o título mais quadrado que li na vida (valeu GG).

Shit. Muito chato…me senti no que seria minha projeção de um Curso de Redação Sala Professor Roberto Alencar. Mas lembro que lá ele dizia, ensinando pros aprendizes de roteirista da Escola de Cinema de Cuba, que todos os motes literários podiam resumir-se ou encaixar-se em três básicos: a vida, o amor e a morte. Pense aí…não tem outro não, meu rei…mas é só a lente escolhida. O negócio é saber a hora certa de conjugar as lentes. Aí são 3 lentes, no caso(lens theory, babe!). Então, retiro o que disse, tem outros motes sim…infinitos. Retirar depende de manter, não os torne-mos opostos ou inimigos. O movimento só é movimento porque existe o estático. E as lentes são todas conciliáveis.

Vida, morte, amor. Amor, morte, vida. Amor, vida, morte. Pure Math. Probabilidade matemática.
Love and Destroy and Reborn.

Olho pra esse aqui: Love and destroy and reborn. Aí, a morte está no meio. Entre o amor e a vida existe a morte. Aí, nesse aí.
My friend GGMarquez told me something about 3 basic themes…e ouvi uns caras um dia cantando: all you need is love. etc etc etc de grão em grão

Ambientes que conduzam a ambientes. Virtuais, orgânicos, políticos, sensoriais, azuis, suaves, macroscopados, estagnados, destruídos, generosos.

Não tem como saber quando é love, quando é destroy. Mas você escolhe saber qual é, quais são ou até mesmo se não precisam ser ou deixar de ser. Fronteira entre arte, vida, trabalho, sensação, dívida no banco ou personalidade sarcástica? Escapando da usual diplomacia, simplesmente não acredito que essa fronteira exista. Pra mim, fronteira geográfica, por exemplo, foi um risco que fizeram sem querer num pedaço de papel e pra não desperdiçar a matéria, tascaram na tal coisa o nome de mapa. Na minha lógica, parâmetro não existe e não existindo chega até a existir mas sempre muda – vírus da gripe é o correspondente orgânico de parâmetro na minha cabeça. Você não tem como saber, você só sabe. Não adianta querer ser a medida de todas as coisas.
Voltando à diplomacia da comunicação e da comunidade: Não sei qual é o parâmetro que determina as fronteiras, mas o que eu quero com a arte é simplesmente borrá-las, é só isso…as que eu for encontrando por aí. heart boom heart boom. E amor não é coração somente…amor é o corpo todo, é a sensação…é o olho, e é o olho do cú e por quê não o coração. eye boom eye boom asshole poft asshole poft heart pow explosao bomba bang bang shoot shoooooooooot

Ainda tem muita coisa e bagunça, mas deixemos que as coisas venham. É o movimento mais simples, o sim-aceito – wild at heart ou plana de open em porta de bar americano.

vídeo – internet – spore – bactéria – forma mais simples de vida, a que sobrevive na boderline da vida…o primeiro ser vivo foi bactéria e uma bactéria em quarentena (spore status) é o ser que suporta a vida na sua boderline mínima – limite. Agora vai ser o computador. SécXX – gene, nano, sentimento binário.

Escrevi anteriormente que não há incorporação de personagens. Retomando as camadas, seria um > {(my name is santa sabotagem my name is ozé da carne my name is l vascons my name is bubblekoob my name is maria my name is pele my name is anyone)

my name is love and destroy }

Eu, L.Vascons, Luana Maria Vasconcelos, Santa Sabotagem, Ozé DaCarne, Love and Destroy, Lulu, vascons, e o mais recente título, o Assunto Luana , termino esse post sobre um de meus projetos em desenvolvimento: Love and Destroy.

this entire body is love and destroy. INDEED

Luana Maria Vasconcelos

vivatosco.blogspot.com
cinemavascons@gmail.com
vivatosco@hotmail.com

imagens 1, 3, 4, 10, 11, 12 = integram o projeto, enquanto produto final ou registro de pesquisa
demais imagens = também utilizadas na pesquisa; fonte> web



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!
  • marcelo evelin: super eli! obrigado por juntar tudo aqui pra que se possa ir mapeando. foi bom vc ter trazido a mesa...

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