Quem ou o que produz o efêmero.
O pensamento como relâmpago, sugere muita coisa.
Ganha um ovo de dinossauro quem acertar. “Quem nasceu antes o ovo ou a galinha?”
Difícil responder, já que o homem e o fato modernos são urgentes.
Perdemos muitas coisas ao longo do dia e de maneira súbita nos perdemos.
Qualidade de vida é luxo só. Em tempos de sucessivas e grandes crises vamos perdendo a capacidade de identificar nuances no tempo e acabamos por viver uma vida monocórdica onde apenas uma nota soa na música que colore nossa ação diária. Passamos a acreditar que sonho e realidade possuem a mesma textura pelo fato de não sabermos qual o momento de dormir e acordar. Morremos mais rapidamente porque a história é velozmente esquecida. Somos aviltados ao longo do dia em supermercados, na programação das tvs que invadem nossos lares, nas festas que resultam em pancadaria e morte.
Novas e desconhecidas tecnologias compõem o enredo dessa trama. Levam de um lado para outro tudo aquilo que na falta delas teríamos que, com o corpo, resolver lentamente. As circunstâncias são várias.
E tudo parece não ter importância.
O silêncio me permite ouvir ruídos na noite calma, e alerta:
O tempo pode ser outro, melhor talvez.
Renascimento. Palavra que foi e continua sendo usada com o sentido de reaproximação do homem com ele mesmo e de quebra propicia o desenvolvimento da cultura.
Ajuda a expor os sentimentos e necessidades, melhor ainda, suprí-los.
No contratempo evite assaltar do outro aquilo que lho pertence. O capital, o livre arbítrio, a liberdade, o limite, a imaginação e a integridade do corpo.
A conclusão foi sucumbida pela efemeridade.
O sorvete não pode esperar senão derrete fugazmente com o calor dos “Tristes Tropiques”.
Assista uma dança que dura o tempo presente.
Perceba uma gota d’água cair da torneira ou as muitas gotas da chuva.
Leia atentamente o jornal, a revista, o romance, o outdoor ou coisa e tal.
Não coma Mc Donald’s.
Coisas como estas evidenciam a pregnante idéia de perceber a vida acontecer sem que ela salte nenhum degrau para cima ou para baixo, antes do tempo exato.
marber r.
12 de novembro de 2009 em 11:03
Algumas coisas que você escreveu aqui se aproximam muito do que venho estudando para meu solo.
O capital, o livre arbítrio, a integridade do corpo, a liberdade, a comunidade… as condições para esse momento presente, ou para a tal felicidade?
ser e estar, aqui e agora, sem mais nem menos. É relmente mais complexos do que parece.
estudando a liberdade condicional, o corpo condiconado…
Weyla Carvalho