perguntas que ficaram pra mim sobre o trabalho hoje no Colaboratório, após o Fábio mostrar um ensaio do seu Mefisto brasileiro:
qual a diferença entre performance e coreografia?
uma coreografia não vai ser sempre uma performance?
uma performance pode ser ou não coreografada, mas uma coreografia vai ser sempre “performada”.
quais as regras para separar uma performance e uma coreografia? será que essas regras não vão ser sempre em função de natureza de cada peça, de cada processo?
coreografia é somente uma execução de passos pré-determinados?
O que é uma coreografia hoje, em 2009? É apenas a sua tradução mais simples, a grafia, a escrita de uma dança?
a escrita pode ser de passos, de espaços, de intenções, de acasos, pode ser somente para os olhos de quem vê?
a platéia que assiste uma coreografia é diferente daquela que vê uma performance? comporta-se diferente? Quais os códigos em jogo?
esse vídeo é uma performance?
uma intervenção que usa a ferramenta coreografia?
as duas coisas? nenhuma delas?
(qual a importancia de saber disso para apreciar o video?)
Ainda não sei qual a necessidade de rotular cada coisa, mas é importante saber que existe diferença. Mais como informação do que como regra. Mais para abrir caminhos que para fechar.
segundo a Wikipedia:
A performance, art performance ou performance artistística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que – assim como o happening – pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado.
Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um “roteiro” previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros – através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos – para se tornar conhecida do público.
A performance foi introduzida nos anos 1960, pelo grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras de Joseph Beuys. Numa de suas performances, Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas.
coreografia
Uma coreografia (do grego χορογραφία; χορεία “dança” e -γραϕία “grafia”, “escrita”) é arte de compor trilhas ou roteiro de movimentos que compõem uma dança. Em toda forma de balé existe uma coreografia, no balé clássico ela é composta por um grupo de movimentos mais padronizados, na dança moderna os movimentos são mais livres e na dança contemporânea há quase uma quebra do conceito de coreografia já que, ao contrário das outras duas os movimentos são tão livres que nem sempre há uma representação gráfica.