Estou aqui depois de uma semana de trabalho com o Cris no processo do corpo radiografado. Uma semana intensa e deliciosa, que passou voando. Cabeça borbulhando, um ar novo no processo. Em uma semana fizemos muita coisa: nadamos, identificamos questões presentes e caminhos para se seguir, inventamos e testamos alguns procedimentos físicos, pensamos em criar um planeta, listamos ações simples, fizemos café e macarrão.
Como um trabalho não é sobre algo, mas é algo em si.
Colocar o corpo em um lugar onde ele gera informação, sentido e leituras e não precisa de artifícios externos. Tira os objetos, as amarras, tudo. Pra mim é extremamente inspirador pensar nisso, ir por este caminho. Um novo jeito de acessar talvez as mesmas coisas, mas o COMO faz toda a diferença no material produzido.
:: berçário de super-heróis::
Nascer, criar um planeta. Instalar um lugar e não um mecanismo.
reconhecer as regars e lógicas que regem este “lugar”
executar ações concretas. Essas ações são um híbrido entre a disfunção e o super poder.
um olhar cientifico pro corpo, que executa ações concretas e simples. Luz fria!
o corpo totalmente engajado e comprometido com ações banais.
desenho do movimento e da ação. Lembra os princípios de Laban!
pedaços concretos de corpo.
Pensar em coreografia como as regras e a lógica de funcionamento de um comportamento – onde daí a coreografia “aparece” e não somente como uma ordem fixa das ações.
Alterar a percepção – pra gente e pra quem assiste – fazendo coisas ordinárias. Manipulando o tempo?
Dínamo – transformar energia mecânica em energia elétrica. Tranformar ações simples e concretas em “coisas especiais”.
Universo sintético – estamos criando novos materias, mas que são totalmente consequentes dos materias que já existiam anteriormente.
Montar um quebra cabeça onde cada peça se encaixe e traga uma informação diferente. Camadas diferentes, mas sem criar legendas.
Grama sintética, ventiladores, picadeiro de circo, luz fria, tapete de EVA.
Questões que surgem a partir da idéia de um corpo fracassado, looser, limitado, mas que tem super poder, que tem que conseguir. Ordinário.
E se eu fosse um souvenir? souvenir de quê?
27 de janeiro de 2010 em 2:02
Movimento concreto, entender ação como um trabalho que tem que ser feito.
A simplicidade desse fato e o COMO, tem me feito ver esse trabalho de uma outra forma, onde mesmo na ação direta e praticamente definida é esse COMO que transforma e traz um espaço que distorce a forma e possibilita ficarmos mais um pouco pra não morrer de tédio.
E amanhã tem natAÇÃO!