Da necessidade de divulgação

Por: às 21/10/2008 21:09:00

Gente, há muito estou pensando neste post. Trabalhando as necessidades de comunicação entre o artista e o assessor de imprensa. Depois das conversas que tivemos com a Helena Katz, as coisas ficaram na minha cabeça. E foram elas que eu ainda hoje estou processando.

Talvez por ter dado a impressão de que eram específicas para quem lida com a mídia, tenham passado desapercebido. Mas uma das coisas que ela falou e que me chamaram muita atenção foi: “não adianta ter o melhor produto do universo se ninguém souber que ele existe”. E isso é verdade.

muitas vezes a gente ouve falar de projetos legais, peças interessantes, artistas inovadores. já pararam para pensar em todos aquelas outras coisas que a gente perde? ou porque estamos num mar de informações ou porque simplesmente a informação nunca chegou até os meios de transmissão?

eu fico pensando em algumas pessoas que aparecem lá no jornal, somente com as idéias na cabeça e nada de divulgação programada. nós não precisamos disso. temos uma equipe de produção, um espaço para produzir. então meu pedido é: avisem! vamos divulgar o que está sendo feito.

não estou pedindo para que tudo seja noticia, mas um email/ligação/recado avisando de projetos que estão acontecendo, viagens para apresentações, resultados de processos. ou então retornar minhas ligações/retornar emails.

são essas pequenas coisas que vão entrando na mídia, ganhando espaço e fazendo com que o público conheça e respeite o que está acontecendo por aqui ainda mais.



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3 Comentários

  1. regina disse:
    22 de outubro de 2008 em 0:18

    Deduzo que o post seja de Biá. Assinatura, please ;)

    Com poucas ressalvas, concordo que os artistas do NCD que estão em fase de proposição, processo e não necessariamente estreando tenham que chegar mais junto, esperar menos, facilitar e provocar mais o contato com a imprensa. No nosso caso temos agora o privilégio de ter quem faça uma assessoria, mas essa relação está sem dúvida subutilizada e um tanto incoerente com nosso discurso.

    Falo em especial dos trabalhos em processo: divulgar ou não? queremos abrir até que ponto pra o público, se a preocupação e empenho dos criadores pra divulgar é tão diferente de quando é um momento intitulado “estréia”?
    Eu como produção/meio-de-campo também quero pensar junto nisso.

    E pro dia-a-dia, temos que nos responsabilizar por: segurar um endereço de email/número de telefone por mais tempo, informá-lo mais claramente, acessá-lo com constância, provocar mais bate-bola com a Biá (nesse tópico especifico), enfim… de fato utilizá-lo tais meios como ferramenta de comunicação, trabalho e cutucadas que cheguem na imprensa em geral.

    E também considero essencial que vc Biá consiga estar mais presente nas conversas e apresentações. (nem só uma nem só outra). Sei que há as incompatibilidade de horários, claras desde o início, entendo; mas é importante administrar isto e termos mais convívio.

    Obrigada por trazer essa questão do post à tona.


    Responder
  2. Marcelo disse:
    22 de outubro de 2008 em 20:08

    Acho muito bom que a Bia se coloque sobre essas questoes. Acredito que ainda existam muitas outras provenientes das conversas com a Katz, questoes que vao desde o divulgar um bom produto ate transformar em bom um produto ou fazer um bom produto ser consumido de qquer maneira.
    E e’ ai que ta! O trabalho que fazemos aqui e’ considerado dificil, fechado, estranho, inalcansavel e ate entendo que seja visto assim mesmo. Mas ai temos que nos perguntar porque. E eu arrisco a dizer: Porque e’ desconhecido, porque desestabiliza principios e visoes convencionais, pq discute antes de divertir, porque traduz a realidade de maneira direta, nao representacional, porque nao se parece com novelas ou show de parodias onde um entendimento raso (e porque nao dizer burro) esta a priori.
    Entao me pergunto se no nosso caso trata-se apenas de divulgar, de deixar saber que existem boas coisas. Por exemplo, nao adianta eu escrever no jornal que adoro lichia, aquela frutinha deliciosa e saudavel, huuuuummmm…que delicia! As pessoas nao conhecem lichia, e vao achar estranho de qquer jeito. Entao temos que achar uma maneira de dizer que aqui se produz lichia otimas, e que sao baratas, e que dao barato, e que sao chiques e combinam com os sofas da terrase. Ou dizer que lichia e’ a fruta preferida dos forrozeiros e fazer um forro que fale de “chupa que e’ lichia”. Qualquer coisa assim. Uma estrategia pra vender o pacote, o conceito Dirceu-Nucleo-Periferia-Arte Contemporanea.
    Eu fico lembrando os primeiros combinados de sushi de Teresina. O povo queria morrer, vomitar esbravejando que aquilo era peixe cru….e agora…o que mais se come aqui e’ peixe cru.
    Eu concordo que os artistas nao estao ainda totalmente preparados pra escrever releases ou falar claramente de seus trabalhos. Mas estamos nesse processo, e talvez uma ajuda da assessoria Bia, poderia comecar a mudar tudo isso.
    Entao te proponho pensar um conceito, destrinchar uma maneira de acessar com aquilo que temos, nao apenas “o que” temos, mas “como” temos.
    Pensem nisso, podem propor, inventar, sugerir…
    Mas precisamos de qquer maneira ESCREVER E MANDAR.


    Responder
  3. L.H. disse:
    25 de outubro de 2008 em 11:26

    Poxa Biá venho aqui com um puta atraso comentar teu post. Mas eu tenho tido dificuldade em “dar conta de comentar por aqui”.

    E já começo por aí… me parece que estamos num momento em que a informação tem circulado por esse espaço blog com mais fluidez… então uma imagem, um título, já podem te dar uma idéia de quem tá fazendo o quê… e aí fica mais fácil cutucar via email.Claro que “cutucar” não pode ser o tipo de relação predominante com a assessoria de imprensa, concordo com regina quando diz que temos que nos responsabilizar mais por esse bate-bola.

    Mas penso que desde sampa no corpo autonômo a gente vem falando em estrategia (isso que marcelo coloca da lichia), temos Biá que bater cabeça pra destrinchar isso daí…e acho que começa sei lá…. listando mesmo coisas absurdas.

    As vezes penso que a gente tem que cosneguir se infiltrar sabe…aos poucos e de alguma forma se fazer presente de maneira sutis…
    O programa do Laécio e programas como Ronda Policial sei lá é complicado entrar ali pra falar de arte…Mas ali é Dirceu Total!

    Por exemplo,eu fico com vontade de “dá uma de doida” e ligar e pedir um beijo pra num sei quem do teatro do dirceu…porque eles fazem isso muito com o motorista de ônibus, com a a tia do mercado ….talvez o laécio só falar o nome do teatro já funciona como uma pílula sabe….uma “dosesinha” de informação que a gente coloca numa comunidade gigantesca…. E a gente entra por um canal que é o deles, que eles acham interessem, por um código qu eles conhecem…È tipo estratégia terrorista, que vai lembrando as pessoas do ônibus, do mercado, da horta, que também tem um TEATRO.

    Eu lembrei disso quando helena falava da Lia Rodrigues tentando implantar a tal festa na favela… não é porque você acha interessante que as pessoas vão achar! E que tem sempre que ser um bate-bola.

    Pode parecer absurdo mas eu acho que a gente tem que começar a pensar em coisas assim, em outras maneiras de chegar, que não sejam tão “formais” tipo o release. No rádio, nas lan houses. Acho que os mecanismo oficias de imprensa tem que contiuar, mas temos que encarar essa ação como criação artística.
    Na verdade tenho outras idéias absurdas e engraçadas hahahhaa… vamo colcoar isso no papel e analisar seriamente. Sabe tenho pensado muito no que o marcelo tem nos falado sobre o instantâneo…tá muito “comportado” …arte pode ser brutal!
    tô pensando… vamo marcar um sushi e conversar! beijo.


    Responder

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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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