Gente essas são perguntas que eu fiz pra avaliar minha necessidade no núcleo e do núcleo em relação a mim.
QUAL A IMPORTÂNCIA DO SEU TRABALHO DENTRO DO PROJETO?
Minha necessidade de correr risco. Sou interprete disponÍvel e curiosa nos trabalhos que me proponho a fazer, além de compartilhar dos mesmos interesses desse coletivo,ter liberdade de criar,ser um trabalho que tem um desdobramento social que me interessa,um contexto politíco/educativo de entender e fazer arte,de uma aproximação em posicionamentos que são comuns as pessoas.
VOCÊ DÁ O MELHOR DE VOCÊ(TRABALHO)MAIS FORA DO QUE DENTRO DO PROJETO? POR QUÊ?
Nao. Acho inclusive que minha obrigação, depois desse tempo de trabalho é deixar claro esse meu posicionamento, é a melhor maneira de possibilitar essa via de mão dupla entre projeto-eu.
O QUE VOCÊ PENSA SOBRE ESSA DIFERENCA ENTRE VOCES? EXEMPLO:UNS COM MAIS EXPERIÊNCIA,OUTROS NÃO FALAM TANTO NAS REUNIÕES,BAILARINOS,ATORES…
Acho que isso é forte,porque nos dá possibilidades maiores de trabalho,de questões, porque cada um tem liberdade de atuar em seus interesses. Mas é subaproveitado falta de clareza em definir seu trabalho(me coloco nisso também),em como usar o trabalho do outro pra arrochar meu trabalho e como posso me fazer peça indispensável no trabalho do outro.
O QUE PRENDE VOCÊ A ESTE PROJETO? É A RELAÇÃO AFETIVA?
Também, mas acima de tudo o foco político/educativo de visão de arte,porque é disso que é feito o meu corpo e é nesse contexto que eu vivo. O retorno que tenho pela troca de trabalho diário (não só entre os artistas) mas com outras pessoas de outros lugares. E ainda a possibilidade de estar viva como intérprete através das ligações entre questões minhas e interesses de outros.
O QUE E SAUDÁVEL, OU TEM CARÁTER DE DEPENDÊNCIA DENTRO DO TRABALHO?
SAUDAVEL:Quando, mesmo não propondo projetos/criações, posso fazer das questões dos outros criadores meus próprios interesses, minhas necessidades.
DEPENDÊNCIA: quando você só espera receber.
VOCÊ SE ANULA PRA ESTAR ALI?
Não,porque nunca fiz nada que não quisesse fazer ou não acreditasse. E também porque está claro pra mim o meu trabalho como artista do corpo.
ATÉ QUE PONTO VOCÊ ESTÁ DISPONÍVEL?
Porque sei o que é e porque estou ali, porque é claro, pra mim, os interesses que esse coletivo tem.
COMO VOCÊ SE POSICIONA DENTRO DESSE COLETIVO?INTERPRETE?CRIADOR?
Interprete com liberdade pra criar.
HÁ NECESSIDADE DE INTERPRETES DENTRO DESSE COLETIVO?
Sim.Tem pessoas que propõem compartilhar suas questões com outros artistas.
O QUE VOCÊ “DÁ” A ESSE COLETIVO, QUE POR ALGUM MOTIVO, SEM VOCÊ FARIA FALTA?
É POSSÍVEL FAZER OU EXECUTAR SUAS IDÉIAS DENTRO DESTE PROJETO?
Com total liberdade.
COMO VOCÊ PENSA EM SE COLOCAR DENTRO DESSE COLETIVO PRA “ALAVANCAR A COISA”?
Estando atenta onde posso me encaixar como interprete, fazendo análise crítica do trabalho dos outros, estando disponível pras necessidades do coletivo, blog(perdi o medo de escreverrrrrrrrrrrrr),etc.
QUANDO VOCÊ PENSA EM FUTURO,VOCÊ SE IMAGINA DENTRO?
Sim.Por que acredito que ainda existem muitas possibilidades de troca,de trabalho e desdobramento desse trabalho, não só pra mim como artista, mas pra sociedade também, principalmente pro dirceu.
O QUE VOCÊ PENSA SOBRE “COMO COMPARTILHAR SEU TRABALHO” COM OS DEMAIS ARTISTAS?
Propondo ensaios abertos,estudos dirigidos sobre o assunto a ser pesquisado,análise críticas das pessoas,indicações de materiais que façam link com meu trabalho. E também através do blog me fazer presente no trabalho dos outros.
ESTAR NUM COLETIVO É IMPORTANTE?POR QUÊ?
Sim, porque estar num coletivo sendo intérprete, que não tenho habilidade de criação, me dá suporte como artista e me possibilita uma força pra lutar pelos meus interesses como artista. Como espaço de sustentabilidade: conhecimento e financeiro.
Soraya
(em residência – Amsterdam)
17 de março de 2009 em 17:41
DE QUEM É O POST?? ASSINA!
17 de março de 2009 em 20:16
Enquanto ela não assina, respondo que é da Soraya.
20 de março de 2009 em 12:31
Eu nunca achei que a vida de Soraya seria paltado no “comum”… Ela é desfiadora, dona de uma energia “rara”…
“Vai bicho, desafinar o coro dos contentes”