dois…dois mil e doze.

Por: às 23/02/2012 13:42:58

O carnaval acabou e os dias nublados  tem trazido – enfim – uma sensação de  começo do ano. Apesar do batente no dia 3, apesar do ritmo, apesar de janeiro inteiro na ralação, parece que agora sim 2012 começou….porque depois do carnaval as coisas  ”assentam”, pousam em seu lugar, entram na frequência.

No sábado de carnaval eu me despedi da Jú e do Léo. Dois artistas que já conheci assim no “diminutivo ” com a intimidade de quem está perto. Um perto que sempre oscilou, não sei porquê, nem como….só sei que sempre foi assim um perto oscilante.  Jú e Léo se retiraram da segunda etapa do projeto 1000 casas, e consequentemente, se desvincularam do núcleo e não seguem conosco em 2012.  Isso veio acontecendo, não foi uma decisão abrupta e repentina tomada nesse carnaval.  Foi um processo que não pretendo descrever nesse post, pra  não correr risco de fazer  ”pronunciamento oficial” …porque de fato como tudo se deu é longo, processual, complicado e nao teria eu a pretensão de “narrar aqui”

De qualquer forma não tenho como simplesmente “não ligar” pra isso. Não tem como não registrar esse desmebramento, essa retirada de dois corpos desse organismo aqui.  Na real todo desligamento, ausência, término…é meio triste (pelo menos no começo) e sempre nos faz repensar a gente. Quando o outro sai de foco,  da frente, então o olhar se volta pra voce mesmo. É sempre assim.

Não existem culpados, pra falar a verdade a própria noção de erro não se aplica aqui. Existe apenas tentativa de todo mundo, da Ju, do Leo da gente. Acho que sempre vamos nos perguntar que lugar é esse, que contexto estamos criando, que condições surgem dessa mistura de pessoas. E  sempre vai ser possível a alguns e a outros não. Sempre vai ser lugar de trânsito, poroso para se entrar e sair, mas quem disse que isso é fácil de colocar em prática?   Não é tão simples.  Estar aqui nunca foi uma escolha fácil.

Se misturar  não é habilidade nata ou adquirida, é exercício, é igual respirar, não dá pra parar… eu vou continuar tentando. Os meninos também, desconfio eu que juntos. Então agora é se esbarrar aí  pelo mundo.

 



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!

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