O carnaval acabou e os dias nublados tem trazido – enfim – uma sensação de começo do ano. Apesar do batente no dia 3, apesar do ritmo, apesar de janeiro inteiro na ralação, parece que agora sim 2012 começou….porque depois do carnaval as coisas ”assentam”, pousam em seu lugar, entram na frequência.
No sábado de carnaval eu me despedi da Jú e do Léo. Dois artistas que já conheci assim no “diminutivo ” com a intimidade de quem está perto. Um perto que sempre oscilou, não sei porquê, nem como….só sei que sempre foi assim um perto oscilante. Jú e Léo se retiraram da segunda etapa do projeto 1000 casas, e consequentemente, se desvincularam do núcleo e não seguem conosco em 2012. Isso veio acontecendo, não foi uma decisão abrupta e repentina tomada nesse carnaval. Foi um processo que não pretendo descrever nesse post, pra não correr risco de fazer ”pronunciamento oficial” …porque de fato como tudo se deu é longo, processual, complicado e nao teria eu a pretensão de “narrar aqui”
De qualquer forma não tenho como simplesmente “não ligar” pra isso. Não tem como não registrar esse desmebramento, essa retirada de dois corpos desse organismo aqui. Na real todo desligamento, ausência, término…é meio triste (pelo menos no começo) e sempre nos faz repensar a gente. Quando o outro sai de foco, da frente, então o olhar se volta pra voce mesmo. É sempre assim.
Não existem culpados, pra falar a verdade a própria noção de erro não se aplica aqui. Existe apenas tentativa de todo mundo, da Ju, do Leo da gente. Acho que sempre vamos nos perguntar que lugar é esse, que contexto estamos criando, que condições surgem dessa mistura de pessoas. E sempre vai ser possível a alguns e a outros não. Sempre vai ser lugar de trânsito, poroso para se entrar e sair, mas quem disse que isso é fácil de colocar em prática? Não é tão simples. Estar aqui nunca foi uma escolha fácil.
Se misturar não é habilidade nata ou adquirida, é exercício, é igual respirar, não dá pra parar… eu vou continuar tentando. Os meninos também, desconfio eu que juntos. Então agora é se esbarrar aí pelo mundo.