Oi Bebel!
Por aqui tá tudo bem, muito corrido, muita informação em pouco tempo, e tenho pensado e sentido falta de todos vcs. Mas é uma saudade boa. Salvador tem um clima diferente em julho, o mar é diferente, a cidade é mais fria e tenho ficado mais recolhida fazendo trabalhos e quebrando cabeça com a monografia, que estou beeem confusa pra começar. Quero escrever e refletir sobre o lugar da técnica hoje, mas tá dificil ainda o argumento que não seja uma crítica ou um achismo.
Na semana passada, o assunto foi sobre Pluralidades culturais e esta semana é a boa e velha dança contemporânea: modos de produzir, ensinar, criar. Aula teóricoprática, e são tantas questões e tantos assuntos que o tempo nunca dá tempo. Foi uma suspresa reencontra aqui, assitindo aula com a gente, a Sheila Arêas, que dançava com o Cristian Duarte no Medley. Falei pra ela que não ia esquecer nunca na vida a imagem dela correndo em cena, com aqueles braços e pernas longilíneos.
A tarde passa voando, saio da aula com vontade de mais, mas depois que chego em casa é muito cansaço. Em julho a disposição já é bem diferente do começo do ano, e dividindo a atenção quando cheguei com a finalização das minhas casas e com a mudança da Superfreak.
Na semana passada assisti 2 dias do Painel performático, que é um evento que tem todo final de semestre aqui na UFBA, onde todos os alunos que quiserem apresentam alguma coisa. Uma pesquisa que surgiu de alguma aula, uma questão própria, o que quiser. Como eu não conhecia ninguém e nem o contexto direito, fiz um exercício de olhar e tentar descobrir quias eram as questões que estavam sendo trazidas. Não sabia qual era o primeiro trabalho de alguém, se já era uma questão mais antiga, se era uma aluno novato ou já terminando, mas o que mais me deixou inquieta e pensando sobre isso até agora foi uma pouca articulação de idéias que estavam presente em maior ou menor medida em todos os trabalhos. Fiquei pensando em dramaturgia, em como se ensina essas coisas, pois fico achando que só se aprende a fazer fazendo, como só se aprende a dançar dançando. Fiquei pensando muitos dias sobre os trabalhos e só agora tô conseguindo escrever sobre isso. E além disso o público, que era composto praticamente só de alunos, se comportava ali como num festival, numa celebração. isso era estranho.
Não se preocupe que tenho outros textos aqui para a gente compartilhar quando eu voltar, alguns eu faço até dedicatoria para alguém do Núcleo. Pena que todos eles são xerox, então não dá pra mandar logo daqui, como arquivo.
Tenho pensado muito em como nós ainda nos estamos numa lógica de pensamento avançado sobre corpo e dança, mas ainda nos relacionamos e nos enxergamos e trabalhamos aí numa lógica de corpo como máquina, que é uma metáfora que não dá mais conta que “explicar” como a gente funciona, que é de uma forma muito complexa. Sempre que penso nisso lembro da Lay.
Agora vou dar uma olhada na lua, que tá linda e cheia e depois vou terminar de preparar uma pequena apresentação para amanhã, como uma das atividades de finalização da matérias. Exercício de articulação entre texto e vida, teoria e prática.
Como a prof. falou na semana passada: é um semestre em uma semana!
beijos soteropolitanos pra ti e todos os nucleanos,
Jana
26 de julho de 2011 em 19:16
Só consegui ver seu post hj, o blog não tava rolando no meu pc. Muito bom saber como andam as coisas por aí. De alguma maneira me dá um cardápio de possibilidades de te aproveitar quando vc voltar. Aproveita esses últimos dias, bjo.