EL DEFENSOR!

Por: às 14/10/2008 12:25:00





A trama de um relacionamento ou qualquer tipo de relação me intriga hoje de entender como ela se estabelece, e traz algumas questões do tipo:

Que espaço damos para essas relações surgirem?

Como preparamos o território para recebe-la?

Quanto projetamos de dominação nessa relação?

Qual é o foco nessa relação, o que a torna importante ou não?

Nesse trabalho entre mim (Cipó) e o Fagão no Orbital Seguinte, a linha de tensão que se dá pela relação com Defensor possibilita quase que uma materialização dessa relação sendo o que acontece com ele o produto de nossas ambições, deslechos e entendimentos, e essa experimentação me faz questionar algo mais particular: Por que queremos ser tão mais importante do que as relações em si, se só existe um link por ela? Essa necessidade de atenção em demasiado para as pessoas tratando-a como o foco, torna cada vez mais dificil de entender que tipo de relações elas estão criando até para elas mesmo, e incapazes de transformar, renovar ou até para iniciar uma outra sem nomes, sem rotulos, sem prestação de conta com a sociedade, mas sim uma atenção plena à relação..

:: CIPÓ::



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8 Comentários

  1. elielson disse:
    15 de outubro de 2008 em 2:01

    el defensor me lembra a eliete. a boneca quase drag quase cantora quase nuvem passageira do meu solo sobre ossos e robos.
    el defensor é um personagem do amaral (artista visual que colaborou com vcs), é super-herói e gay ao mesmo tempo. isso tem algum tipo de relção dire ou indireta no orbital.

    gostaria de saber mais mais sobre esse personagem e da ponte que é feita com a dança instalatoria de vcs?


    Responder
  2. elielson disse:
    15 de outubro de 2008 em 2:02

    desculpa o mais e o ?

    bjo meninos!


    Responder
  3. Sérgio disse:
    15 de outubro de 2008 em 2:48

    Estamos aprendendo que as pessoas só existem NAS relações, não existem em si mesmas. Cada um se confirma na existência (no olhar) do outro, não é assim? Não precisa esse ressentimento. Os focos mais egoístas são os que mais dependem de relações. Acho essa questão um golpe de espada na água. (sei que essa não é a única questão do trabalho) O que o defensor defende? Ele é só uma imagem pop poética. Tem uma coisa gay nele mesmo. Fiquei curioso..


    Responder
  4. cipó disse:
    15 de outubro de 2008 em 10:26

    entendo a curiosidade sobre as personagens em particular, cipó,defensor e fagão.Como cada um está para a performace, mas mais uma vez nos voltamos para um ser em particular e continuamos não entendendo como se dão essas relações, na verdade não acho tão obvio assim que haja esse entendimento,pelo contrário vejo cada vez mais uma individualização nos tipos de convivência que só tem espaço para ser quebrada por uma fragilidade momentanea, que ai sim atenta para uma relação que se tem ou teve, e é justamente nesse ponto que me pergunto será que os estálos de frgilidade não são tão importantes quanto os extremos que nos levam a esse lapsos de entendimento?


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  5. fagão disse:
    15 de outubro de 2008 em 10:58

    elielson fico mesmo pensando nessa coisa do defensor e de como a concepção do amaral pode possuir algum tipo de particularidade que a englobe no discurso desse trabalho. não penso em um tipo de associação direta à discussão da sexualidade em si, mas talvez de como esse corpo homossexual se torna frágil em um conjunto de normas sociais que se organizam pra manipular a construção dessa imagem. pensando na imagem do defensor e de como ele se constrói nesse jogo de contradições entre ser super-herói másculo e homossexual torna-se então imperceptível essa particularidade da personagem, nesse espetáculo, esse não é nosso foco, mas isso não significa que isso seja algo irrelevante. de alguma forma estamos tentando discutir aqui nesse post do cipó o produto criado a partir dessas relações e em que caminhos essas relações podem nos levar.


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  6. crazy de la brujeria disse:
    15 de outubro de 2008 em 12:20

    entendo essas questões que vcs apresentam ai no post,mas,pra por mais lenha na fogueira…o orbital é sobre o quê? o que vcs discutem objetivamente com esse duo?enfim…é sobre o quê?


    Responder
  7. cipó disse:
    15 de outubro de 2008 em 12:54

    a forma de como tratamos o orbital sempre de uma maneira geral meio que começa a me incomodar textos criptografados sem muita atenção em particularidades do trabalho criou essa barreira do entendimento e pensando em dissolver isso a abordagem se tornou mais especifica,apesar da conciência de que o foco geral e a
    criação e preparação do espaço para um jogo, quase como uma brincadeira que discute a criação artística em todo o seu processo; escolha do assunto, maturação, apropriação de imagem e o resultado do experimento, talvez não tão objetivo, mas atento em quanto a subjetividade pode alavancar esse processo.


    Responder
  8. fagão disse:
    15 de outubro de 2008 em 14:02

    existem dois pontos a serem ressaltados aqui como parte desse processo: 2-do que trata esse espetáculo? (e o importante nesse momento)1-quais as questões específicas discutidas aqui como maneira de encontrar os caminhos que definirão esta criação?. entendo toda a ansiedade em se SABER o que é orbital seguinte e com tudo isso devemos levar em consideração que se passaram um ano e meio desde a primeira estréia do espetáculo e acima de tudo ressaltar que esse tempo todo o orbital sofreu defasagens e ganhos por conta desse tempo fragmentado. “manin” fábio, acredito sim que se deva ser objetivo, mas por exemplo em fausto foi necessário um mergulho na leitura e um aprofundamento na linguagem favorecidos por um tempo organizado para se pensar em fausto. e nisso se inclui todo o discursso sobre a problemática do NCD em relação a essa organização dos projetos do núcleo. o afastamento(repito enfatizando a diferença entre sair e se afastar)do instantãneo por exemplo foi uma estratégia encontrada para que pudéssemos nos voltar para esse trabalho e por fim queria deixar claro aqui que eu e o cipó resolvemos fazer desse processo, uma maneira de dichavar alguns pontos do espetáculo para tornar mais clara a relação de totalidade entre essas partes.

    muito boa a discussão sobre esses pontos, e estamos cientes e engajados por buscar os rumos que definirão Orbital Seguinte.


    Responder

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Comentários

  • ju: Muito bonito! Tem muito caldo nessa idéia de baiar e exceder a individualidade a partir de um ambiente gerado por...
  • Kayoo': Muito Bom Muito Lindo e Muito “Estigador “
  • Layane Holanda: pois é tem um tom meio “bacaninha” mas sabia que eu gosto da cara de pau, é meio...
  • L.H.: que lindasssssss……so peguei os vestigios, comentários e impressoes da tarde. Que lindo o...
  • Jell: o massa é que tem imagens que acho que por si só já me abrem outras imagens dentro delas(mesmo sem manipular no...

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