Guto, a proposta.

Por: às 23/04/2011 19:23:51

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Entre Você e Augusto

Fê 2011 10 de abril às 05:32 Denunciar

Augusto, eu preciso compartilhar com você coisas que tenho pensado. Tenho repensado sua proposta de ontem: morar junto.


Estas coisas, que tenho pensado, estão me ajudando a tornar mais claro esse nosso momento. Sim, a gente tá num outro “momento”. Eu sei que precisamos decidir isso juntos. Eu também cansei de DRs e nem acho que nós estamos em mais uma clichê-discussão-acordo de namoro.Pô, Guto eu acho que é um outro passo mesmo na relação, faz sentido, eu também quero, a gente sempre falou disso e tal…. mesmo assim quero repensar.


Relação é isso, é complicado, é emparelhamento condicional. No mundo real e na vida pessoal nossas relações são definidas assim, emparelhamentos que nós criamos ou admitimos satisfazendo a certas restrições, certos cuidados, certas normas. Falei dificil… eu sei, mas é só pra dizer que, pra mim Guto, “não basta querer”. Não basta “só querer” tá junto. Assim, fácil.


Por exemplo, eu acho que você precisa se colocar claramente pra todos: o que envolve comunicar-se e negociar, com cada um, previamente as suas instâncias individuais. Morar com muita gente é complicado. Não dá pra morar junto ai….né. Você tem que sair da casa dos seus pais, por mais que ela seja enormeeee. E se isso for um acordo, Guto, você precisa cumprir acordo. Se você ainda vê sentindo em seguir com isso, da gente junto, eu e você, e da coisa toda, de uma vez por todas, se você quer isso, então, Augusto vê se cresce! Porque não dá, Guto, não dá pra ser assim de qualquer jeito.

Outra coisa, você e seu trabalho. Desde que a gente voltou do carnaval lá em Jeri, isso já faz um tempo, eu te digo, Guto eu acho que você tem que estar vinculado a no mínimo um projeto artístico em atividade. Isso te dá um centro, te deixa melhor, na freqüência. Você fica com a cabeça no lugar quando você consegue ir compartilhando com todo mundo sobre seu planejamento, estratégias e ações durante todo o processo ( seja reuniões, emails e ou postagens), e aí você acaba disponibilizando-o para contribuições e questionamentos, aí a coisa rola, é aprovada…acontece….e a gente fica com mais tempo pra nós dois. A gente consegue se planejar melhor junto.


Eu acho que se queremos dar esse passo, Augusto, se a gente for morar junto eu acho que seu trabalho, é sim um ponto que precisamos entender nessa relação. Porque oscila muito.Preciso te dizer que você não decide sua área de atuação na empresa, acaba sempre sendo muito solicitado. E nem vem com desculpa, seu pai já me explicou, lá no seu trabalho você pode estar vinculado através de uma dessas maneiras: como colaborador ( em projetos específicos) ou como “ativista” (além de proj. específicos está comprometido com as tais instâncias coletivas artísticas e práticas). Mas você, não só, não se posiciona sobre isso, como ainda vive cobrindo o Edú que é de uma espécie de “comissão deliberativa” e acaba assumindo mais responsabilidades sobre o geral. Guto, eu acho que você precisa alinhar isso., tornar claro. E dessa forma a gente vai ter mais tempo pra nós, cruzar nossas agendas, vai poder programar melhor um orçamento conjunto…enfim vai poder funcionar de outro jeito. Morar junto passa por aí né.



E se essa proposta é mesmo sério, você não acha que já poderia ter mudado seu “status” no face? Você não acha que tá na hora de mudar esse “status”? Porque de boa, já me encheu esse negócio de “augusto está num relacionamento enrrolado”. Coisa mais infantil Guto. Aliás, se realmente é seria essa coisa aí de morar junto, porque você não coloca aberta e publicamente tudo no seu site?

Enfim, tô pensando mil coisas sobre sua proposta… passo aí amanhã. Vou voltar ao trabalho. Bjo. Te amo. Fê.

ps. em anexo os arquivos da Hillow e da , que você tinha me pedido e uma foto da Lúcia e do Mário que a Diane fez, lembra a Diane Arbus, aquela loira que nos apresentaram? Eles tão bem, né.

sto, eu preciso compartilhar com você coisas que tenho pensado. Tenho repensado sua proposta de ontem: morar junto.

Estas coisas, que tenho pensado, estão me ajudando a tornar mais claro esse nosso momento. Sim, a gente tá num outro “momento”. Eu sei que precisamos decidir isso juntos. Eu também cansei de DRs e nem acho que nós estamos em mais uma clichê-discussão-acordo de namoro.Pô, Guto eu acho que é um outro passo mesmo na relação, faz sentido, eu também quero, Guto eu também te amo…. mesmo assim quero repensar.

Relação é isso, é complicado, é emparelhamento condicional. No mundo real e na vida pessoal nossas relações são definidas assim, emparelhamentos que nós criamos ou admitimos satisfazendo a certas restrições, certos cuidados, certas normas. Falei dificil… eu sei, mas é só pra dizer que, pra mim Guto, “não basta querer”. Não basta “só querer” tá junto. Assim, fácil.

Por exemplo, eu acho que você precisa se colocar claramente pra todos: o que envolve comunicar-se e negociar, com cada um, previamente as suas instâncias individuais. Morar com muita gente é complicado. Não dá pra morar junto ai….né. Você tem que sair da casa dos seus pais, por mais que ela seja enormeeee. E se isso for um acordo, Guto, você precisa cumprir acordo. Se você ainda vê sentindo em seguir com isso, da gente junto, eu e você, e da coisa toda, de uma vez por todas, se você quer isso, então, Augusto vê se cresce! Porque não dá, Guto, não dá pra ser assim de qualquer jeito.

Outra coisa, você e seu trabalho. Desde que a gente voltou do carnaval lá em Jeri, isso já faz um tempo, eu te digo, Guto eu acho que você tem que estar vinculado a no mínimo um projeto artístico em atividade. Isso te dá um centro, te deixa melhor, na freqüência. Você fica com a cabeça no lugar quando você consegue ir compartilhando com todo mundo sobre seu planejamento, estratégias e ações durante todo o processo ( seja reuniões, emails e ou postagens), e aí você acaba disponibilizando-o para contribuições e questionamentos, aí a coisa rola, é aprovada…acontece….e a gente fica com mais tempo pra nós dois. A gente consegue se planejar melhor junto.

Eu acho que se queremos dar esse passo, Augusto, se a gente for morar junto eu acho que seu trabalho, é sim um ponto que precisamos entender nessa relação. Porque oscila muito.

Preciso te dizer que você não decide sua área de atuação na empresa, acaba sempre sendo muito solicitado. Seu pai já me explicou, lá no seu trabalho você pode estar vinculado através de uma dessas maneiras: como colaborador ( em projetos específicos) ou como “ativista” (além de proj. específicos está comprometido com as tais instâncias coletivas artísticas e práticas). Mas você não só não se posiciona sobre isso, como ainda vive cobrindo o Edú que é de uma espécie de “comissão deliberativa” e acaba assumindo mais responsabilidades sobre o geral.

Guto, eu acho que você precisa alinhar is

Augusto,  eu preciso compartilhar com você coisas que tenho pensado.  Tenho repensado sua proposta de ontem: morar  junto.

Estas coisas, que tenho pensado,  estão me ajudando a tornar mais claro esse nosso momento.  Sim, a gente tá num outro “momento”. Eu sei que precisamos decidir isso juntos.  Eu também cansei de DRs e nem  acho que nós estamos em  mais uma clichê-discussão-acordo de namoro.Pô,  Guto eu acho que é um outro passo mesmo na relação, faz sentido, eu também quero, Guto eu também te amo…. mesmo assim quero repensar.

Relação é isso, é complicado, é emparelhamento condicional. No mundo real e na vida pessoal nossas relações são definidas assim, emparelhamentos que nós criamos ou admitimos satisfazendo a certas restrições, certos cuidados, certas normas. Falei dificil… eu sei, mas é só pra dizer que, pra mim Guto, “não basta querer”.  Não basta “só querer” tá junto. Assim, fácil.

Por exemplo, eu acho que você precisa se colocar claramente  pra todos: o que envolve comunicar-se e negociar, com cada um, previamente as suas instâncias individuais.  Morar com muita gente é complicado. Não dá pra morar junto ai….né.  Você tem que sair da casa dos seus pais, por mais que ela  seja enormeeee. E se isso for um acordo, Guto,  você  precisa cumprir acordo.   Se você ainda vê sentindo em seguir com isso, da gente junto, eu e você, e da coisa toda, de uma vez por todas, se você quer isso, então, Augusto vê se cresce! Porque não dá, Guto, não dá pra ser assim de qualquer jeito.

Outra coisa, você e seu trabalho. Desde que a gente voltou do carnaval lá em Jeri, isso já faz um tempo, eu te digo, Guto  eu acho que você  tem que estar vinculado a no mínimo um projeto artístico em atividade. Isso te dá um centro, te deixa melhor, na freqüência. Você fica com a cabeça no lugar quando você consegue ir compartilhando com todo mundo  sobre seu planejamento, estratégias e ações durante todo o processo ( seja reuniões, emails e ou postagens), e aí você acaba  disponibilizando-o para contribuições e questionamentos, aí  a coisa rola, é aprovada…acontece….e a gente fica com mais tempo pra nós dois.  A gente consegue se planejar melhor junto.

Eu acho que se queremos dar esse passo, Augusto, se a gente for morar junto eu acho que seu trabalho, é sim um ponto que precisamos entender nessa relação. Porque oscila muito.

Preciso te dizer que você não decide sua área de atuação na empresa,  acaba sempre sendo muito solicitado. Seu pai já me explicou, lá no seu trabalho você  pode estar vinculado através de uma dessas maneiras: como colaborador ( em projetos específicos) ou como “ativista” (além de proj. específicos está comprometido com as tais instâncias coletivas artísticas e práticas).  Mas você não só não se posiciona sobre isso, como ainda vive cobrindo o Edú  que é de uma espécie de  “comissão deliberativa”  e acaba  assumindo mais responsabilidades sobre o geral.

Guto, eu acho que você precisa alinhar isso. E dessa forma a gente vai ter mais tempo pra nós, cruzar nossas agendas,  vai poder programar melhor um orçamento conjunto…enfim vai poder funcionar  de outro jeito.  Morar junto passa por aí né.

E se essa proposta é mesmo sério, você não acha que já poderia ter mudado seu “status” no face?  Você não acha que tá na hora de mudar esse “status”?  Porque de boa, já me encheu esse negócio de “augusto está num relacionamento enrrolado”. Coisa mais infantil.

Aliás, se realmente é seria essa coisa ai de morar junto, porque você não coloca aberta e publicamente  tudo no seu site?

Eu passo aí amanhã, amor. A gente tem que conversar. Vou voltar ao trabalho.

Bia.

so. E dessa forma a gente vai ter mais tempo pra nós, cruzar nossas agendas, vai poder programar melhor um orçamento conjunto…enfim vai poder funcionar de outro jeito. Morar junto passa por aí né.

E se essa proposta é mesmo sério, você não acha que já poderia ter mudado seu “status” no face? Você não acha que tá na hora de mudar esse “status”? Porque de boa, já me encheu esse negócio de “augusto está num relacionamento enrrolado”. Coisa mais infantil.

Aliás, se realmente é seria essa coisa ai de morar junto, porque você não coloca aberta e publicamente tudo no seu site?

Eu passo aí amanhã, amor. A gente tem que conversar. Vou voltar ao trabalho.

Bia.



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5 Comentários

  1. L.H. disse:
    26 de abril de 2011 em 12:15

    Marcelo trouxe ontem um olhar de expectador, de alguém de fora que simplesmente entra e acompanha o blog. Fui fazer esse exercicio também. Olhar com certo distanciamento. Foi engraçado.

    O que é isso afinal? O que você dizer com esse texto/post? O que diabos é isso?

    Fiquei pensando em um post como ação, como coisa que comunica e diz por si, independente de uma legenda, ou release-folder-contexto. Como uma obra. Acho que precisamos entrar aí nessa questão, porque ela está relacionada ao eixo de documentabilidade do MIl Casas. Fiqui pensando, até que ponto usamos essa interface com essa perspectiva? Ao manipular as informações aqui, estamos num processo de produção de conhecimento. Mas qual o nível de consciência que temos disso?

    Os conteúdos do blog do núcleo, na minha percepção, transitam por vezes entre:

    > posts institucionais de registro, de informe, de noticia, de transmissão de um acontecimento;
    > reflexões, divagações que funcionam como elaborações de coisas que estou criando, investigando, descobrindo, então nao obedecem necessariamente uma lógica de discurso informativo, por isso são mais próximas de um caderno de ensaio;
    > e outros posts que por vezes são quase “internos”, isto é, posicionamentos pessoais sobre o cotidiano daqui, sobre questões do coletivo. Maneiras que cada um encontra pra externar como se sente, como tá processando circunstâncias que as vezes ao outro (quem está de fora, o expectador) parecem mesmo fora de contexto. Ficam um pouco deslocadas;
    > por fim, outros posts são compartilhamento de referências (que eu adoro). E que são mais próximos de uma natureza de rede social. Eles cruzam o espaço, como conteúdo que tá ali, ou relacionada a um obra, ou a quem quiser;

    Acho coerente que esse espaço virtual nucleo, ao se propor como blog, possua essas nuances. Isso faz ele mais dinâmico, menos instiucional, duro, formal. Mas ao mesmo tempo mais confuso.

    Tô curiosa, pra entender como isso pode funcionar na documentabilidade do Mil Casas. Porque acho que lá, essa dinâmica blog, não vai ser possível. Mas isso é muito sutil.

    Esse meu post por exemplo, é a manipulação dos acordos que temos chegado aqui. Peguei todos os criterios que elegemos como condições para continuar trabalhando no núcleo e ficcionei. Como um exercício de simulação, mas como uma maneira de trocar isso por uma outra via. E tô repensando diante das questões trazidas ontem…


    Responder
  2. jana disse:
    26 de abril de 2011 em 19:28

    teu texto é claro, lay.
    não precisava “se explicar” depois. Porque parece uma tentativa de legitimar ou explicar coisas que não serão entendidas com explicação. Lembrei do texto: arte como uma forma de conhecimento diferente do discurso.
    acho sim que esse lugar pode existir dentro do blog, taí teu texto sobre.

    bj


    Responder
  3. Layane Holanda disse:
    26 de abril de 2011 em 19:49

    Massa Jana. Essa minha “explicação” é mais pra puxar uma reflexão de que no caso da documentabilidade do 1000Casas, por exemplo,a dinâmica vai ser diferente dessa daqui do blog…

    E sim pra nós, meu texto é claro. Clarissimo.
    bjo.


    Responder
  4. cleyde silva disse:
    26 de abril de 2011 em 20:11

    Gostei da ficção da forma como vc tras essa nova organização de funcionamento do Núcleo, esse novo Núcleo e pra mim o que é mais claro é que não tem separação, realmanete sinto q estou saindo de casa pra morar com o núcleo a um tempo ele me pedia em casamento e eu sempre queria casar com ele mas não sabia da total responsabilidade que era estar casada e agora sim eu sei porque pra mim o núcleo tá mais claro esse espaço núcleo tá mais coerente com a maneira que eu quero trabalhar. Tô feliz por essa mudança de casa tô feliz por esse novo Núcleo e obrigada pela proposta de casamento.


    Responder
  5. Ju disse:
    30 de abril de 2011 em 19:28

    Lay, obrigada pela ficção! Gosto de deslocar as coisas de contexto e às vezes reflito na nossa dificuldade como artista de deslocar nossas crises profissionais de uma perspectiva prática para uma perspectiva simbólica.
    Acho todas essas nuances que vc listou ai em cima bem importantes e especiais porque são raramente exercitadas de um modo tão fresco como nesse blog. Blog como lugar de exercício, reflexão, compartilhamento, tudo junto. Tenho pensado na junção dessas coisas no meu trabalho de artista.
    Mas é bom pensar que quando fechamos o conteúdo para um grupo pequeno de pessoas, a potência do compartilhamento é bastante diminuida, e isso é uma pena….
    No mais, nada errado com a nossa verdade inventada de cada dia!


    Responder

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  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
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