- O que acontece lá nesse paredão?
- Medo – rua- exposto. Uma gangue.
- Tô de costa, mas tô armado. Posso sair dessa condição de vulnerabilidade.
- Combate, linha de combate.
- Poder. Lugar intocável. Mas ao mesmo tempo uma sensação de poder ser apedrejado.
- Lugar de trânsito. Pessoas intrigadas, lugar de atração.
- Na rua tinha uma atmosfera de “abertura”, um caráter de ação. Será que o espetáculo acontece num teatro? E como encontrar essa abertura do fora, dentro da convenção palco?
- Espetacularização e resquícios de uma construção (luz, som, etc). Quais são as convenções em jogo aqui?
- No teatro essa experiência diminui, é menor, não há um estranhamento, a pessoa vai preparada para… tem uma expectativa, essa experiência acaba acontecendo dentro de uma convenção.
- Na rua, o que atraía as pessoas ? A imagem, a imobilidade, a música, o conjunto dessas coisas (espetacularização)
- Uma mulher que assistia falou: é bonito né!
- Metáfora: o paredão é um prólogo? Como um filme que começa pelo tempo presente e depois a gente assiste lá atrás onde tudo começou? E quais seriam as outras opções? Fixar uma imagem que depois vem novamente na corrida?
- São na verdade dois espetáculos, dois lados de uma mesma moeda, a corrida e o paredão.
- Essa corrida tinha que sair da latência de um corpo morto, da consciência disso, de uma espécie de vida inumana (vida nua).
………………………. [fotos de uma noite escura: Yang Dallas.]