> ensaio na rua: matadouro

Por: às 21/10/2010 13:55:30

- O que acontece lá nesse paredão?

- Medo – rua- exposto. Uma gangue.

- Tô de costa, mas tô armado. Posso sair dessa condição de vulnerabilidade.

- Combate, linha de combate.

- Poder. Lugar intocável. Mas ao mesmo tempo uma sensação de poder ser apedrejado.

- Lugar de trânsito. Pessoas intrigadas, lugar de atração.

- Na rua tinha uma atmosfera de “abertura”, um caráter de ação. Será que o espetáculo acontece num teatro? E como encontrar essa abertura do fora, dentro da convenção palco?

- Espetacularização e resquícios de uma construção (luz, som, etc). Quais são as convenções em jogo aqui?

- No teatro essa experiência  diminui, é menor,  não há um estranhamento, a pessoa vai preparada para… tem uma expectativa, essa experiência acaba acontecendo dentro de uma convenção.

- Na rua, o que atraía as pessoas ? A imagem, a imobilidade, a música, o conjunto dessas coisas (espetacularização)

-  Uma mulher que assistia falou: é bonito né!

- Metáfora: o paredão é um prólogo? Como um filme que começa pelo tempo presente e depois a gente assiste lá atrás onde tudo começou?  E quais seriam as outras opções? Fixar uma imagem que depois  vem novamente na corrida?

- São na verdade dois espetáculos, dois lados de uma mesma moeda, a corrida e o paredão.

- Essa corrida tinha que sair da latência de um corpo morto, da consciência disso,  de uma espécie de vida inumana (vida nua).

………………………. [fotos de uma noite escura: Yang Dallas.]



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...
  • elielson: de comer e se comer sim. opa!

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