Ter filhos e educá-los nos dias de hoje é uma batalha constante. Não, não tenho filhos. Mas tenho amigos que os têm, e é deles a reclamação constante de que faltam opções na cidade. Pelo menos opções de qualidade.
Além dos circos que passam rapidamente no estacionamento do Teresina Shopping, as áreas de brinquedos nos próprios shoppings e os clubes com piscina, o que mais se pode fazer com os pequenos? Quantos jogos de pinball se pode jogar?? E palhaços??
Tenho pensado muito sobre esta falta do que fazer, e o estopim tem sido os domingos no MúsicaLogo!
Apesar das crianças estarem na platéia, a maioria das pessoas que aparecem são adolescentes e adultos. Estes últimos, sem crianças. Porque um projeto que oferece cultura de qualidade, vídeos interessantes e informação de fácil digestão não atrai seu público alvo??
De nada adianta um concerto didático PARA CRIANÇAS se os pais não o legitimizam?
Onde estão as crianças no domingo pela manhã?
Bom, são só divagações… pensamentos de um domingo a noite após assistir mais um MúsicaLogo!
Biá
24 de agosto de 2008 em 23:07
quem é que nao tem filhos? nao colocou o nome.
bem…acho que o musicalogo ainda esta se estruturando e de fato nao tem uma logistica de divulgação… isso conta pra caramba.
24 de agosto de 2008 em 23:17
Lay, acho que com certeza a estruturação conta, mas geralmente tem um público bom… se essas pessoas sabem do MúsicaLogo, porque os pais com crianças nao sabem? ou sabem e não aparecem?
Biá ( o post é meu, só nao estou conseguindo editar e colocar meu nome/ bgda pela foto!)
26 de agosto de 2008 em 11:13
O teatro do dirceu fica localizado numa área onde a relação com a música ainda é a música de massa,essa que é disseminada pelo rádio e pela tv e lota os bons galeto e arcas do zé da vida…Se os pais não são educados pro intere4sse do música logo,então teremos que educar os pais pra que eduquem os filhos,trabalho em dobro…sugiro um caminho que acredito ser mais simples e eficiente,parcerias com as escolas públicas da comunidade que atendam crianças na faixa de 3 a 10 anos,uma conversa antes com o diretor da escola,um onibus que pegue essas crianças na escola e as tragam depois(por que a maioria dos pais não vai deixar de curtir o forro moral a 5 reais na curva são paulo pra trazer o pimpolho dele pra ver musica de boa qualidade no tjp2,por que na curva são paulo tem forro,tem cachaça,e a gente solta o menino na areia e na água e pode se embriagar a vontade).
26 de agosto de 2008 em 14:23
Isso Fábio..seco e crú mas é realmente isso, realmente levar os pimpolhos para a curva são paulo e deixá-los soltos é uma forma de diminuir a “correria”, para muitos pais e mães q passam a semana inteira , correndo, limpando, fazendo lanchinho e tal, coisas q os pais em geral constumam fazer..mas aí é onde entra o leque de opções q a Biá fala e a educação q vc menciona, e acho q vc dah uma sugestão q pode sim vir a dar certo..pois quando vc fala q esses pais preferem pagar 5 conto para ouvir forró em frente a um rio onde a vida de seus pimpolhinhos estão em risco, acredito q se existir uma educação, esses mesmos pais, poderam achar melhor não pagar nada para poder trazer seu filhos ao teatro..é tanto lata de leite, massa, fralda, sopinha, suquinho, frutinha q se tem q comprar durante a semana, q um programa de graça é sempre bem vindo p/um pai de família..
Sérgio..qualquer coisa estou aqui para ajudar..sei lá essa ida nas escolas..enfim precisar estou aqui..
26 de agosto de 2008 em 17:34
gente, também acho que é comodismo. afinal, porque acordar cedo pra ir pro teatro quando se pode pagar 5 contos e ir encher a cara na curva sao paulo? o pior é que, quando a gente tira todas as desculpas (o preço do ingresso, a distancia do local, etc) fica só o comodismo. e é isso que me preocupa. fábio, acho que a parceria é um caminho muito válido. se os pais não podem/querem/fazem questão de ir, a gente leva as crianças algumas vezes e elas vão começar a pedir aos pais para irem.
enfim…
27 de agosto de 2008 em 22:26
Obrigado pelas sugestões!
Dá pra ir pro ML de manhã e depois ir pra curva São Paulo, eu, como pai, adoraria a sequência. Imaginem, vindo do Musicalogo uma criança já poderia ter outra opinião sobre a música na curva são paulo, a idéia é dar mais pontos de referência, não substitui-los. O caminho é mesmo encher os ônibus de crianças e botar no teatro, não esperemos pelos pais.
Quero mesmo ajuda, vou lembrar de vcs…
27 de agosto de 2008 em 22:35
Também tô nessa. Só pra reforçar Sergio.
Preciso me organizar contigo pra por em prática, pois não é só mandar o ônibus, tem que ter participação da escola ,senão não vai ter um filho de deus na escola no domingo de manhã pra entar neste ônibus.
28 de agosto de 2008 em 19:47
bem..essa coisa toda aí é o que eu chamos de “logistica de divulgação”.
tamos aí sérgio.
vc tem que organizar um cronograma e ver onde podeentrar a colaboração das pessoas. E claro repensar todas as coisinhas que conversamos sobre formato..sobre está ainda meio quadrado…e tal.
Acho tambémque criança é bem segmentado. Tipo pensar numa apresentação pra meninos de tres e outros de 10 é complicado. Não é encontrar um meio termo idiotizante…. mas são maneiras de chegar um pouco diferentes. Apesar de achar que os videos com animação por exemplo “abarca” os de 3 e os de 10.
Eu gosto da ideia da weyla de vc ter a cada domingo pessoas que “nãosacam de musica” apresnetabndo com vc..inclusive uma criança mesmo. Porque ainda sinto que tem um monte de pergunta que podia ser feita sabe…. Tipo a história ládo dia em que tu falou de “maxixie” e “choro”….porque isso pra menino de 3, 5 ou 10 ainda não é associado a um tipo de música. Mas tem uma entrada boa..porque maxixe é comida e choro todo mundo sabe o que é choro…
enfim. è só pensar nessa coisa da linguagem..sinto que ele é um canal pra inclusive “entrar” nos pais. Sem precisar de um discurso de conscientização…se o menino gosta e o pai gosta, pronto! morreu maria preá!
bejim. tamos aí.