Existem dois pensamentos que me ampliaram claramente como definir Fausto zero quanto produto artístico.Cito-os:
1- O criador deve fazer tudo com um pensamento de estar criando algo artisticamente. Por Helena Katz.
2- Tenho a sensacão de que esse teu fausto ta se transformando num trabalho/processo que vai muito alem da feitura de um espetaculo, que discute mais de forma mais desestabilizadora e abrangente.Por Marcelo Evelin.
Explico conceitualmente a proposta de formato que me vem a cabeça após esses dois pensamentos que permearam meu entendimento quanto criador.
Fausto Zero é a discussão da ação do arquétipo Fausto no homem contemporâneo,através de associações não lineares,não obvias e não explicativas na ação desse arquétipo.Através da garimpagem do texto de Goethe e de assossiações iniciais o que ficou na minha batéia foi o “progresso como fetiche ritualizado”,onde:
Progresso = Fetiche
Ritual = Propaganda
Homem contemporâneo = Agente e receptor da ação.
Progresso = Fetiche + Ritual
Dessa forma o que proponho ainda sem certezas mas já tocando levemente o que acredito ser o conceito desse trabalho seria a produção de “produtos derivados” do arquétipo fausto baseados na equação acima, onde esses produtos discutem a ação do arquétipo de uma forma critica, mas com um pensamento artístico não obvio(não obvio?).Através do comentário de Marcelo,cabe precisamente o que ele define como processo/trabalho.O que trás a mim uma idéia de formato,e esse formato seria a forma da disposição e apresentação desses produtos que seria a seguinte:
Uma Indústria que trabalha a ação do arquétipo,a 666ltda ,que trabalha constantemente a produção desses produtos no sentido de discutir a ação do arquétipo.Baseada na sapiência e no cuidado que Mefisto tem no texto de Goethe,de tentar fazer Fausto ser um homem mais consciente e cuidadoso,aconselhando-o o que é melhor pra ele,mas não interferindo na sua vontade,seja ela o bem ou o mal.Também outra relação interessante através da consultoria de Sérgio Matos,o pai-de-santo residente é que Exu também age dessa forma,sendo uma entidade Yorubá que tem seus aspectos negativos e positivos a exemplo de nós mesmos.O Exu não faz o mal ou o bem,ele faz o que pedes,nunca leva a culpa,essa é daquele que “contratou” o trabalho.Essa seria a ação similar da 666ltda através de seus produtos que listo a seguir:
Os ícones Fausticos:
Ícones históricos vistos através da ação do pensamento faustico progressista.
Ex: O post, promoção:ícones fausticos,100% desconto.
Os derivados fausticos:
Fenômenos produzidos através do pensamento faustico progressista
Ex: Ainda não tenho exemplos formulados.
As crônicas fausticas:
Textos relacionados a momentos históricos e/ou pensamentos desenvolvidos apartir do pensamento faustico progressista.
Ex: O post Fausto brinca:vivo,morto,vivo,morto,morto,morto.
Discussão faustica no corpo:
O que seria convencionalmente o que conhecemos por espetáculo.
Os ícones fausticos e seus derivados seriam tratados através de uma visão,ou formato publicitário.
No próximo relatório serei mais minucioso quanto a discussão de cada um dos produtos fausticos:Ícones,derivados e crônicas.
Fábio Crazy de la Brujeria.
15 de outubro de 2008 em 19:20
Fabio este post é muito clareou consideravelmente a idéia do fausto.
muito bacana as relações.
15 de outubro de 2008 em 22:49
legal que tenha sido claro weyla,tem sido um exercicio tentar…aproveitando,vou propor pra próxima semana uma mesa de discussão sobre o fausto zero,com todo o material que tenho.Posts,textos,fotos,”prototipo do conceito musical,caderno de trabalho.Pra gente discutir junto e tentar tornar esse processo mais claro de uma forma mais geral.
16 de outubro de 2008 em 9:50
Eu vou dizer que isto tá virando “novela das oito” neguim fica aguardando o próximo capítulo! hahahaha
Vou passar com mais calma pa falar de um derivado faustico?