Imersão para ver e sentir … e colaboratoriar!

Por: às 27/05/2010 19:21:15

por Joubert Arrais

A vibração do encontro-residência 01, em Luís Correia, litoral do Piauí, permanece forte.

Lá eu sempre me perguntava: “onde é que estou mesmo?”.  Isso foi bom, principalmente, porque me/nos colocou em uma situação outra onde tínhamos de refletir sobre como estar juntos, colaborativamente.

Imersão é isso, sinto. Um quase batismo. Corpos nas frestas e sombras de outros corpos. Mergulhos metafóricos e reais no mar outro de cada um. Para ver e sentir uns aos outros no cotidiano quase suspenso do mundo.

Das empatias, um primeiro esboço colaborativo que se iniciou com cinco pessoas e agora está com três: eu, Agnaldo Martins e Vitor D’Olive. Daí surgiu a vivência nomeada “Quarto 13” que tem mobilizado questões, sensibilizando-nos para estímulos do que pode vir a ser, de fato, uma proposta artística sobre afetos, remontagem performativa e instalação/desinstalação.

Das orientações, cumplicidades emergiram da casualidade do dia-a-dia. Christine Greiner buscou detectar eixos temáticos nas entrevistas para aproximar interesses individuais e, assim, esboçar alguns primeiros encontros. Jorge Alencar colocou-nos em situações de exercitar a ficção de nós mesmos, relacionando laboratórios práticos e discussão sobre Performatividade. Ambos passearam por referencias teóricas importantes, relacionado-as às demonstrações feitas por nós, ao vivo e em vídeo.  Já Marcelo Evelin encerrou o encontro com a proposta de situações de grupo, e ainda discorrendo sobre o que é se posicionar sobre o outro quando há afetos – ou seja, como exercitar a criticidade entendendo os afetos como intelectualidades, e não como pretextos para um isentar-se.

Agora, já na segunda residência, em Teresina, depois de uma semana de “férias”, uma outra ambiência investigativa se forma e se forja segundo um cotidiano mais urbano, mais quente, com menos vento, com moradas incertas e em processo, lidando com a ausência de alguns bons colegas (amigos recentes, como disse Vitor), transformando esta ausência em presenças criativas, revisitando questões individuais para outros novos encontros de colaboração etc.

E, para lembrar, também encontros de laboratório. Até porque nem só da idéia de colaboração vive (pode viver) o Colaboratório. Fiquemos atentos a isso.

Foto L.H.: galpão núcleo > etapa 2 coLABoatório  |   coLABoratório no movimiento.org



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Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Comentários

  • ju: Muito bonito! Tem muito caldo nessa idéia de baiar e exceder a individualidade a partir de um ambiente gerado por...
  • Kayoo': Muito Bom Muito Lindo e Muito “Estigador “
  • Layane Holanda: pois é tem um tom meio “bacaninha” mas sabia que eu gosto da cara de pau, é meio...
  • L.H.: que lindasssssss……so peguei os vestigios, comentários e impressoes da tarde. Que lindo o...
  • Jell: o massa é que tem imagens que acho que por si só já me abrem outras imagens dentro delas(mesmo sem manipular no...

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