[Escola de Circo Vivendo e Aprendendo, que participa pela primeira vez do Projeto Instantâneo]











A idéia veio do Fábio, eu acho, improvisar com a Escola de Circo Vivendo e Aprendendo. Jovens que na maioria moram em outra perifa grande de Teresina, o Parque Piauí, e sob a coordenação do Alfredo (olha o vacilo não sei o sobrenome dele) tem aulas de técnica circense. O noite começou com uma conversa sobre “o que era mesmo essa coisa de improvisação”. As seis da tarde os meninos já estavam se aquecendo no palco, com estrutura dos números montadas, materiais, tatames, cds engatilhados e músicas escolhidas, enfim… todo mundo esperando um ok pra ir colocar a roupa.
Acho que a principio a impressão que eles tiveram é que nós do núcleo iríamos “improvisar” no meio deles. Então já foi dificil explicar que não tinha uma estrutura, que alguém podia começar a fazer um número e um de nós podia “entrar no jogo” e que podia ser colocada outra música, e que não tinha ordem. Enfim que não existia certo e errado ou, que se saiu diferente do ensaio foi ruim…
Aí todo mundo ficou meio calado, diante da certeza de que não realmente não queríamos combinar nada. Que seria sobre o que vai acontecer na hora, sobre nos conhecermos e nos misturarmos. Eles toparam e acharam até divertido. Mas fugir da idéia de “apresentação de um número” ainda foi uma dificuldade, do meio pro fim, enfim essa mistura foi acontecendo e ver os meninos simplesmente “respondendo” a alguma coisa proposta pelo Cipó ou pelo Fagão foi bem bacana. Imagino como pode ter sido de dentro.
L.H.