A apresentação não tem um foco definido, baseada apenas no improviso, algo típico das noites das quartas-feiras, feito pelos integrantes do Núcleo de Criação do Dirceu.
O antropólogo Massimo Canevacci está em Teresina há vários dias e já ministrou palestras e oficinas tratando de cultura digital, processo de transformação tecnológica, novos códigos estéticos e novas visões de mundo que se fundem de maneira híbrida com a cultura de rua, além de publicidade na comunicação urbana. Ele é professor de Antropologia Cultural da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade “La Sapienza”, em Roma.
O antropólogo é o criador e diretor da revista Avatar e da revista eletrônica ZON/A, além de autor de livros como “Antropologia da Comunicação Visual”, “Culturas eXtremas” e “A cidade polifônica”, entre outros, lançados no Brasil e na Europa. Seus novos livros “Fetichismos visuais” e “Linha de pó” serão lançados ainda este ano no Brasil.
Já a coreógrafa Sheila Ribeiro, assim como Marcelo Evelin, coreógrafo e diretor-geral do Teatro Municipal João Paulo II, faz parte de um tipo de “diáspora” em que vivem e viveram ao mesmo tempo dentro e fora do Brasil.
Em Teresina, apresentou o projeto “Lugar para Ficar em Pé”, no qual relaciona a cidade e suas pessoas como “fora do mapa”, “fora do circuito” Os videoclipes serão exibidos no Teatro Municipal João Paulo II nos dias 03 e 04 de abril. O projeto coreográfico é o piloto de um projeto maior, o longa-metragem intitulado A Rua do Shopping. Depois de Teresina, o trabalho construído com o NCD e colaboradores será apresentado em Tóquio, onde Sheila Ribeiro estará também apresentando o seminário-performativo “Sandmann”, com o antropólogo italiano Massimo Canevacci.
FCMC: Luciana Cunha