
QUESTÕES EXISTENCIAIS E OUTRAS COISAS
- Quem define o limite da minha liberdade?
- Como as minhas escolhas são aceitas por mim?
- Como lido com a situação de não conseguir me definir numa coisa só?
- Quem esta me avaliando agora?
- No que o sistema (social, político e afetivo) interfere nas minhas escolhas/decisões?
- Qual a potência que existe na minha sensação se ser impotente?
- Como lidar com as expectativas que os outros têm de mim (minha família, minhas filhas, meus amigos,…)?
- Como se anula a condição do sexo feminino-estigma?
- Como reconhecer a não separação na vida entre o que eu faço profissionalmente e o que faço no “cotidiano?
- Qual a minha condição de artista?
- Como viver de dança?
- Como criar um espaço onde eu possa exercer minhas n funções / atuações/ fazer em algum desses momentos eu me sinta menos artistas?
- *funções: mãe, professora, dona de casa, amante e filha
- Quem é o meu público?
- Pra quem eu quero comunicar?
- Como tomar uma mídia em dança que comunique independente de quem seja a platéia?Por exemplo: Os livros, todos tem algum mesmo com conteúdos bem diferentes?
- Onde começa e onde termina a minha liberdade?
- Liberdade é uma ilusão?
- Se a liberdade é um jogo de escolhas, e as alternativas que tenho não partem de mim como entendo esse lugar? Tem outro nome?
- Como motivar-me? O que é auto motivação?
- Como dividir algo que ainda está na esfera da indecisão sem que isso seja o próprio tema?
- Como dividir um processo artístico, durante o percurso, sem ficar só na esfera do EU?
LIBERDADE
Jogo de escolhas, condições e acordos, em atos e situações que refletem diretamente conseqüências, que podem ser tomadas como resultado do exercício da liberdade seja ela direta e de boa aceitação como também no contrário disso.
- Onde se encerra o meu papel como artista?
- De onde vem a necessidade?
- Qual a lógica das convenções de se construir um espetáculo?
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24 de agosto de 2010 em 4:03
eita mas tem coisa aí… dá pra fazer 10 solos!
mas acho que fazer uma escolha, acreditar e aprofundar seja o melhor jeito de entrar aí, sair dessa esfera de indecisão que vc fala. Vá mesmo sabendo que essa escolha pode não ser a melhor ou a mais interessante, mas é um começo, um ponto de partida. e com certeza muuuitas coisas vão mudar nesse percurso.
coragem, gata!
24 de agosto de 2010 em 16:01
Essa lista vem de um exercício numa manhã do colaboratório.
Foi muito bom passar por esse procedimento, que me colocou na situação de assumir tudo isso (inquietações q por vezes pareciam flutuantes) em busca dessa escolha.Foi um exercício de organização pessoal.
Pra mim o que ta pegando agora, depois de discutir o processo CARTAUMCANIBAL, é a noção de situar essas questões num contexto, fazer esse recorte que me motive como criadora.
As vezes me pego pensando numa coisa pronta e me obrigo a voltar pra estaca zero.
Como vc disse “dá 10 solos”, e já me vi em 11. Tive q parar e me desligar um pouco, no sentido de não usar o botão MONTAR UM ESPETÁCULO, já pensando em uma coisa pronta.
Nossa! é muito dificil!
Então essa ideia de contexto é um camino que me interessa, para q eu possa dai testar procedimentos coerentes com essa escolha.
Parece um pouco no ar, mas tenho agora pensado em máquina, q vem da noção capilatista democrática de ser alguém (artista ou não) que produz, que mostra-se eficiente, que está “preparado”. Isso tem a ver com meus exercícios de fazer essa dança surgir do estado de não tônus, sem resistência muscular, energia quase zero, falta de coragem.
Vou caminhando daqui, ainda sem muitas certezas.
Weyla
28 de agosto de 2010 em 15:21
>lembrei da frase da Pat B: pretexto não é contexto.
bjo.