Manual para 1000 pessoas, 1000 lugares…

Por: às 15/05/2011 13:16:21

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Linda, simples e muito acertada a animação de Christian borstlap e Paul Postma sobre a forma de a gente aprender. Esse vídeo não é só a coisa mais fofa do fim de semana. Ele é ao mesmo tempo, um monte de coisa que gostaria de dizer  a um monte de gente (incluindo eu mesma). Ele é um bom começo de semana pro 1000 Casas. Ele é  também  mais um insigth  do último encontro da tal comissão núcleo* (*aquele grupo menor de pessoas que se propôs a lançar um olhar mais geral pro andamento dessa organização). Eu estou aprendendo como é estar nesse lugar dificil.

Ontem debatemos novas proposições  para ” instâncias coletivas”. Ui! Nome estranho para dizer, de que outras maneiras queremos estar juntos?  E não só entre nós, mas junto com outras pessoas do mundo  também (please). Sim, praticamente todos os espaços já são coletivos, é quase uma overdose. O blog,  alguns espetáculos, projetos como o Mil Casas,  as reuniões gerais  para discussão e tomadas de decisões e coisas práticas , as oficinas de pensamento, as mostras de processso, as residencias artísticas etc, etc, etc.  Tudo é pensado pra que a gente se cruze, porque essa é a natureza da coisa.  Ano passado, por exemplo, teve a iniciativa  do bafo, que era um pouco isso, um outro espaço, onde você podia propor uma ação, uma perfomance, um experimento, mais ao mesmo tempo era uma festa, um evento. Um acontecimento mais borrado. Bem aí é que tá….temos conversado sobre essas outras maneiras de se misturar, para além dos nossos lugares comuns. Quais seriam esses outros espaços?

Eu lembrei da vibe “DIY >> do-it-yourself”.  Eu não me detive nas implicações políticas disso ou de que lógica “prática-funcional” isso instaura. Eu só gosto da idéia DIY, acho meio Rancière onde você é sujeito ativo do seu conhecimento, do seu processo de conhecer. Aprender com o outro, com o google, com o tutorial, logo,  faça você mesmo é cada vez mais possível.  Pensei assim: num evento-encontro em que as pessoas inscrevem coisas que elas  querem aprender,  e alguém que “sabe” vai lá e divide como é.  Divide o jeito que ele aprendeu, descobriu,  a maneira como ele faz… coisas simples, especificas.  Não importa se é meio bobo, ou se você poderia descobrir sozinho. Pode ser salvar um audio de um video do youtube, um rolamento  ou um salto especifico, as fórmulas básicas do exel,  fazer um gif, sei lá o quê.  É tipo uma oficina mecânica de ferramenta, que tu dá uma passada e  vai lá pra instalar aplicativo,  colocar um item adicional que nao veio no modelo de fábrica, ou, em outras palavras tu vai lá trocar referencia com o outro. Sim isso já acontece espontaneamente, as pessoas já se conectam pra trocar uma informação. Mas olha que delicia, se ao invés de fazer isso sozinho eu e outro, eu puder fazer isso com cinco, quatro que tem a mesma curiosidade.

Por hora, a comisão tá jogando ideias na mesa e discutindo em número menor.  Ainda não encontramos uma maneira de ir compartilhando nosso funcionamento, mas eu ainda acredito, que este  é sempre o melhor espaço. Pelo menos o mais confortável pra mim.  E logo, logo, a gente propõe o nosso próximo encontro geral.



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3 Comentários

  1. Weyla disse:
    16 de maio de 2011 em 22:46

    Que delícia!

    Acho que esas trocas são cada vez mais proveitosas e estão presentes na vida a todo instante.
    Tudo é coletivo.
    vamos trocar!


    Responder
  2. Andrez disse:
    17 de maio de 2011 em 1:53

    Lay, vamos combinar uma oficina para o desenvolvimento de uma Plataforma Livre de Stream para o Núcleo! da pra fazer via net mesmo….
    da pra fazer coisas bem legais pensando nessa necessidade de troca desses 1000 lugares, casas, corpos, países, galpões, etc.. q achas?


    Responder
  3. elielson disse:
    17 de maio de 2011 em 2:57

    Ei Lay, tava lendo uma entrevista feita por André Giordan na disciplina de francês instrumental que to cursando na UFPI e relacionei com teu texto aqui.
    Lá diz assim:
    “Apprendre est un acte complexe et paradoxal. Il faut mêler – et non opposer – les notions d’effort et de plaisir…”
    Que significaria algo como:
    “A aprendizagem é um processo complexo e paradoxal. É necessário conjugar – e não opor – os conceitos de esforço e prazer…”

    Conjugar esforço e prazer…
    Não polarização.
    Consciência de que os dois existem.

    Bjs


    Responder

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