Depois de muito quebrar a cabeça tentando formatar uma ideia para o Mil Casas, eu ia e vinha dando voltas no mesmo ponto. O meu lugar de partida era, indo até a casa das pessoas, saber qual o lugar da própria moradia que elas “mais gostavam” e qual o lugar que elas “menos gostavam”. Depois pensei em ir até as casas e só me focar nos animais de estimação. Depois pensei em fazer tipo um vídeo da perspectiva desses animais de estimação. Não consegui evoluir a partir daí. Ponto.
Indo ao que interessa. Agora, assumo de vez o que eu desejo nessa primeira etapa do mil casas: minha proposta para esse primeiro momento é não propor performances ou intervenções, mas simplesmente pedir licença para conhecer pessoas e suas histórias, entrar em suas casas, e tentar apreender o que essas pessoas revelam sobre si.
A ideia me veio de um programa que tinha na TV Futura (tinha ou tem, não sei). O programa mostrava pessoas que se desdobravam em mil pra conseguir sobreviver. Por exemplo: tinha uma senhora de uns 50 anos que era servisan numa empresa, vendia lanche por fora pros funcionários, fazia megahair nas vizinhas no final de semana, e estudava inglês à noite porque achava bonito vendo os chefes dela conversando. O programa acompanha ela por todos esses lugares, mostrando que a vida dela era mil coisas e atividades, porque só assim ela conseguia sobreviver. E eu me identifiquei demais com isso.
Minha estratégia é bem simples: bater às portas, me apresentar, falar sobre o projeto, conversar com a pessoa que me atender e convidá-la a participar do Mil Casas. A ideia é marcar com a pessoa uma segunda visita, de preferência um dia de semana, onde vou até a casa dela logo cedo, e passar o dia com ela. Nesse dia, eu vou acompanhar a pessoa pra tudo quanto é canto que ela for, conversando e participando das atividades. Minha idéia é registrar esse material em vídeo. O meu interesse é colecionar e registrar histórias e vidas, e ver como isso vai me movimentar num segundo momento. O vídeo em si pode vir a render um produto paralelo, ou não. É isso.
16 de fevereiro de 2011 em 13:34
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….
nao to lendo nada por enquanto, nao sei nem quem postou, mas a gargalhada vai pra foto do mural…
kkkkkkkkkkkkkkkkk