Nesta sexta, 19h, com entrada franca: Videodanças Rumos Itaú Cultural Dança 2009/2010
O que determina que brasileiro é sinônimo de cerveja, bunda e futebol? Esta obra aproxima videodança e publicidade com o objetivo de sublinhar eventos, apontar clichês e promover erros na matriz. Isso por acreditar que boa parcela da permanência desse paradigma enquanto “verdade socialmente estabelecida” se dá pela repetição de padrões que resultam em hábitos. CBF é o item de venda, a mercadoria. Compre e tente entender o quanto há dessas referências em nossos corpos.
Concepção, argumento e roteiro- Lucas Valentim e Márcio Nonato
Direção Gabriela Leite e Márcio Nonato
Assistência de direção Fernanda Beling
Intépretes-criadores Lucas Valentim, Jorge Oliveira, Eros Ferreira
Direção de fotografia- Mush Emmons Direção de arte- Luis Parras
Montagem Paulo Marcio e Gabriela Leite
Figurinos Solon Diego
Elenco Aldren Lincon, Bábara Tupiniquim, Bruno Guimarães, Bruno Pêgo, Camila Correia, Camilo Fróes, Catarina Veiga, Cláudia Barral, Dandara Baldez, Daniel Gallo, Daniel Moura, Deilton José, Fábio Ferreira, Felipe Barroco, Flávia Mara, Giltanei Amorim, Isabela Silveira, Ismael Marques, Jaqueline Elesbão, João Meirelles, Júlia Rizério, Leandro Oliveira, Léo Luz, Lia Lordelo, Lília Márcia, Marcelo Souza Brito, Mariana Golltchalk, Natália Mattos, Nilson Rocha, Olga Lamas, Paula Lice, Purnima, Ramon Naccio, Ratinho, Roberta Ribeiro, Saulo Moreira, Tarso Reis, Teba Rocha, Thiago Enoque, Thulio Guzman, Will Brandão, Victor Freitas, Victória Paquelet, Ianô Baldez, Ítalo Parras, Vic Freitas, Luigi Carvalho e Gabriela Costa
Música Kaverna
Design gráfico Caio Oliveira
Produção Gabriela Leite, Alan Lobo e Thais Mennsitieri
Produtoras associadas Zona de Produção e Jaguatirica Cine
Realização Núcleo VAGAPARA e Coletivo Cruéis Tentadores
Duração 6 min
A criação deste vídeo tem como foco dialogar com as similaridades e as diferenças entre as ferramentas utilizadas por um marionetista e videoanimador e as da dançarina quando produz uma dança. Nele, conceitos sobre a fragmentação, a sobreposição, o orgânico/sintético, o animado/inanimado, o macro/micro, a parte/todo são apresentados como forma de organizar a ideia de espaço, aqui chamado de espaços borrados.
Concepção Margô Assis, Guilherme PAM e Jeanne Kieffer
Imagens Guilherme PAM
Movimento Margô Assis
Trilha sonora Guilherme PAM
Produção Jeanne Kieffer
Agradecimentos Fabienne e Jean François Kieffer, Virginie Schell e Gabriel Hermand Priquet Duração 9 min
Ensaio coreográfico na forma de desenho de animação, em que uma personagem imaginária dança entre os universos da dança e do boxe. A dança é coreografada a partir de ações simples, com diferentes qualidades de movimentos, confluindo para a construção de uma movimentação fluida e delicada, encontrando a leveza de movimentos circulares e sem atrito. Em oposição ao desenho de dança, linhas formam um boxe idealizado, onde a violência direta de um corpo contra o outro se transfigura em poesia, hibridizando uma dança lírica e rápida. A representação gráfica das leis de ação e reação coordena uma estrutura narrativa em que a sutileza, a confiança e a fluidez desafiam a robustez e a violência entre corpos imaginários.
Concepção, roteiro, animação e edição Roberto Freitas
Coreografia Monica Siedler e Roberto Freitas
Duração 7min
A videodança desloca o eixo da dança de corpos especializados (bailarinos) para a busca de momentos coreográficos gerados por uma provocação/atuação da dançarina performer no universo dos varredores de rua da cidade. A partir da observação da rotina dos varredores e da sua lógica de movimentação, a performer provoca ondas de atrito no ambiente, e geram-se composições coreográficas e novas formas de organização gestual e de movimentos dentro desse contexto.
Concepção e direção Daniela Dini e Victor Lema Riqué
Fotografia Walter Carvalho
Edicão Thiago Prado
Captação e desenho de som Pipo Pegoraro
Varredores de rua protagonistas Maria das Graças Soares da Silva, Pedro Santos, Carlos Roberto dos Santos, Vitorino Souza dos Santos, Odisseia Silva Costa, Maria Aparecida, Cleber Eduardo de Souza, Sebastião Gomes da Silva, Kerubina Gomes de Jesus, Cícero de Oliveira Lima Agradecimentos Kepler Scolastico, Anderson, César, Alexandre Rodrigues, Josemarques Caiana e demais funcionários da empresa Construfert. Bossanova Films, Willy Biondani, Márcio Marques e Fernando Sciarra
Duração: 10 min
Corpos femininos e um touro mecânico. Metáfora de um jogo que relaciona o mecânico versus o orgânico. Carne e esqueleto que vibram. Desconstrução estética da boiadeira gostosa a fim de deflagrar o movimento de vida, para uma ação que nos leva para além do fetiche midiático. Por onde escoa a humanidade sutil e volátil desses corpos? Estetização da intimidade, subjetividade. Deslocamento da imagem, descontextualização do corpo, diluiu seus limites claros com o meio. Experimento vivo no corpo que se move e ocupa o espaço.
Concepção e performance Cândida Monte, Giorgia Conceição e Stéphany Mattanó
Colaboração Sheila Ribeiro (dona orpheline)
Direção, edição e finalização Stéphany Mattanó
Direção de fotografia Ata Hostin
Iluminação Wagner Corrêa
Trilha sonora André Abujamra
Figurinos e maquiagens Giorgia Conceição
Câmera Alexandre Cardinal, Ata Hostin e Ricardo Hess
Making of Angelo Luz
Still Leco de Souza
Elétrica Max Olsen
Audio Rodrigo Janiszewiski
Holding Verônica Rodrigues
Costureira Aline Lubel
Produção S.E.L.O
Gestão e produção cultural Cândida Monte e Wellington Guitti
Apoio FAP e CineTV
Agradecimento André Baliú, Arthur Leandro, Bernardo Stumpf, Caroline Stencel, Dayana Zdebsky e Patricia Smaniotto
Duração 5min
Ainda como parte da programação do Bafo de Agosto – e também através do Rumos Itaú Cultural – acontece neste sábado, após a apresentação de Gogóia Total, acontece a conversa aberta “Eu, tu, eles: gestão cultural de proximidade”. Um encontro entre Ana Tomé e Sônia Sobral, falando sobre questões de público e gestão cultural nas bordas da Metrópole. Sonia Sobral é gerente de artes cênicas do Instituto Itaú Cultural e membro da Red Sudamericana de Danza. Ana Tomé é Diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.
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O ‘Bafo’ é um festival de artes promovido até o dia 28 de agosto, no Galpão do Núcleo. A programação completa pode ser acompanhada aqui mesmo. Clica!!