- Acho utópica a idéia de todo mundo. Na avaliação de 2010 vimos que todo mundo é termo abrangente demais. Nós somos um conjunto de exceções, tem que ter um recorte, a partir de uma proposição artística. E isso significa dor de cabeça, na coisa da grana, porque originalmente um projeto de manutenção é pra “manter todo mundo né não”?
- Somos nós e também eventuais colaboradores. Sem cadeira cativa, sem o selo “sou do núcleo”.
- Gosto do formato indivíduos ou aglomerações, propondo pequenos projetos. Mais do que um grupão coordenado por uma direção artística. Mas pra isso funcionar tem que ter sim, alguns critérios e regras claras. Até mesmo na física/natureza existem condições, pressupostos. Mas tem mais riscos aí, isso tem!
-Pra mim compartilhar o que você tá fazendo, é um critério e ao mesmo tempo uma regra. Se você tem dificuldade nisso, sorry, então se junte a alguém que não tenha e resolva. Ou, pense numa estratégia pra que seu protejo atenda esse critério. Se você acha uma grande invenção a máxima “blog é coisa fácil”, eu lamento em dizer , por mais que blog não se aplique a todo mundo, internet é ainda assim a melhor ferramenta, É A MELHOR. REPITO: É A MELHOR. Você não precisa ser aficcionado, você não precisa gostar de escrever, mas no meu entendimento pra participar do projeto tem sim que FAZER ISSO. E mais tem que saber subir vídeo, postar foto, etc etc. Não como uma prestação de contas, mas como uma ferramenta do processo artístico, que você precisa em algum nível dominar, manipular , enfim, incorporar. (podia até rolar um workshop de atualização rápida né, das últimas trends e aplicativos).
- Ui! morro de medo dessa coisa do povo solto no meio das casas fazendo as coisas, tem risco de cair num lugar de experimentação aleatória, colaboração de bla bla…. pode ser um pouco rígido, mas eu fico interessada numa espécie de equipe, uma espécie de curadoria, que estivesse vendo a coisa toda de cima. (pra não ficar concentrado em um, o Marcelo no caso). Sabe quando você tem um projeto de mestrado e tem a banca de orientadores que questiona, aponta novas referências, disseca seu embasamento teórico…bla bla bla. (claro, sem essa lógica classificatória-acadêmica). Será que não podia inclusive ser um lugar de formação,de aprendizado, a Bebel mesmo disse que tem interesse em dramaturgia, etc.
- Seja lá o que você fazer no 1000 Casas, acho que tem que ser a partir de uma necessidade, claro, mas principalmente, veja bem, principalmente a partir dos pontos, dificuldades e especificidades levantados na avaliação em 2010 sobre cada um. Em outras palavras discurso e ação, forma e conteúdo juntos. Se eu sou intérprete, é a partir daí… né não!
Acho que tenho outros pontos, mas prefiro colocar ao vivo. E eu ainda não sei ao certo o que exatamente propor, mas não me vejo sozinha fazendo. É isso. Câmbio, desligo. Pantera Lay diz fallow me baby!
16 de janeiro de 2011 em 12:45
Relendo esse post, fico pensando se esses sao pontos realmente importantes, ou se eles, ainda estão na beira, nas bordas, apontando apenas um formato ou maneira de funcionar. Quase como uma organização retórica. Será que nao tem um antes aí? Mais simples até. Ontem me peguei refletindo, Layane, quais suas reais motivações para este projeto?