Há mais de um mês atrás o artista e amigo Adler Murad convidou Sayara para uma entrevista em seu blog. O Nononotion.blogspot.com foi criado a pouco tempo, essa é a terceira entrevista. Já o Adler ta concluindo o curso de comunicação social no CEUT, e é um artista que tem características aparentemente imiscíveis: uma timidez e uma acidez que juntas pintam camisetas, quadros, que catam material pras obras na rua, que recorta revista e mistura com pintura de caneta bic, que é dj e também um tipo de debochado que pensa que é capaz de fugir de si mesmo. Essa frase me lembrou um trabalho que ele fez com a Bebel, quando ele esteve no Núcleo do Dirceu chamado: Corpo Sem Volta Bom, abaixo transcrevo a introdução da entrevista, o resto ces podem ver no próprio blog.
“Se fosse música seria um forró da banda aquários. Se fosse um solo seria Rita Hayworth no clássico ‘Gilda’ dançando Matruz com leite. Say, só não assumiria um tipo de postura previsível, como chegar numa mesa de bar soltando: – “que porra é essa caralho?”. A gata surpreende a todos quando soltando com sua voz mansa: “com licença, onde fica o banheiro?” Essas são apenas algumas imagens que compõem um pouco da essência de sayara, say, ou melhor, Elielson Pacheco, amigo e um dos artistas locais que mais tenho admiração pela sua capacidade de compor trabalhos e mediá-los com a vida real. A procura de Elielson pra virar ‘gente melhor no mundo’ surgiu antes mesmo da série de personagens que vieram à tona na mídia assumindo o universo travesti, cross dresser e transexual. Foi na nossa troca de emails que passei a traçar o recorte dessa personagem e sua motivação; o término de um relacionamento, que rendeu na série de vídeos [TTA - Today Tomorrow Always] onde Elielson passa a vestir sayara e nos confundir em gêneros e conceitos. Como o soundcloud anda trollando com as nossas músicas, e com as nossas vidas, infelizmente dessa vez não poderemos escutar o som que faz a cabeça da gata exótica acompanhado da entrevista. Então, listei apenas as músicas. Sayara é um suspiro de vida no meio de tanta caretice e falta de tolerância. Um convite pra rever conceitos e limites de gênero e de respeito ao próximo. Tá pensando que travesti é bagoonça?”
Leia a entrevista completa aqui