Mefisto Brasileiro é o nome da dimensão onde uma mesma entidade se divide em duas crenças diferentes. É o homem dual, rasgado e despido de sua identidade, mas ainda calçado sobre um ícone de sua contemporaneidade subvertida para ter acesso aos passos sobre o lixo do consumismo desenfreado de sua alma (que ele não sabe se tem ou não).
Mefisto brasileiro é o confronto do homem com o próprio homem, apropriando-se da cultura globalizada para dar ênfase aos restos de sua alma terceiro-mundista.
É o homem magrelo, que traz em si as medidas de qualquer ubermodel fashion, mas não veste Dolce Gabanna porque seu invejado biótipo vem de um estômago vazio. É a impossibilidade da transcendência comum, então, ele vende sua alma a si próprio.
É o murro, o soco, o chute, o roubo, o estupro, a tortura, a intolerância dele com ele mesmo. É Goethe pervertido e subvertido. Mefisto brasileiro é a discrepância do que não se sabe, por isso “se faz”.
Núcleo do Dirceu Mostra e Disseca Teresina
dias 26, 27 e 28 de agosto
Sempre às 20h, no Galpão do Núcleo
Entrada Franca