O Corpo. A Casa. Os Objetos

Por: às 01/06/2011 04:02:43

http://www.youtube.com/watch?v=zKY6m9flqpU

Analisar o lance da performatividade nos corpos em ação possibilita entender melhor sobre o que se trata esse “estar” performando. Precisa-se reconhecer que por o pensamento em prática é discutir a sua questão, assim como perceber que a performatividade tem haver com o “como” você faz e “de que forma” você quer imprimir seu Pensamento Discursivo Acionado no Corpo. Não basta somente gerar imagens porque a performatividade requer mais de nós mesmos, requer pensamento em ação, discussão a partir do corpo a mover-se e a se contextualizar-se com o espaço/ambiente. A idéia de ficar parado parece impossível, pois o corpo não para um só segundo. A mente está como um carro desgovernado que não sabe aonde vai parar. E quando o corpo estiver num estado de descanso ele estará em pura ação, desgastando e queimando energia, em mutação.

Deve-se observar e relacionar a descrição do ambiente com a descrição da ação realizada. Posteriormente tem-se que pensar nas informações que foram geradas a partir das “Operações” desenvolvidas para estas casas e logo mais analisá-las.  Penso que tem que rolar uma integração nessas casas, se tornar parte dela durante o momento da visita performativa.

Também será preciso ter uma idéia de como serão manipulados os objetos que constituem essa casa, pois, a mediação é algo importante e que deve ser ensaiada de forma simples, mas com todo empenho possível.

Lendo o livro “O Corpo” de Christine Greiner, dentre muitas coisas tem algo bem importante a se pensar que é sobre a “matéria-energia” e a “informação” que estar sendo gerada:

A MATÉRIA-ENERGIA E A INFORMAÇÃO SÃO DISTINTAS UMA DA OUTRA NO QUE SE REFERE AO NÍVEL DE REALIDADE E NÃO HÁ NENHUMA RELAÇÃO CAUSAL ENTRE ELAS.

A MATÉRIA-ENERGIA VIVE EXATAMENTE NA PASSAGEM DO ESTADO DE POSSIBILIDADE PARA O DE EXISTÊNCIA, E A INFORMAÇÃO DO ESTADO DE EXISTÊNCIA PARA O DE HÁBITO.

Partindo disso, o mais interessante de se pensar é exatamente nessa passagem do estado de possibilidade para o de existência, é tirar a idéia da cabeça e simplesmente realizá-la. O “Como” passará a existir é o que mais me instiga a querer entrar nessas casas, pois as informações necessárias para a continuidade de cada ação serão regadas nessas visitas e dependerá também da energia aplicada no momento da ação.

Então, antes de pensar em entrar nas casas, é importante entender no corpo um pouco mais o que é a performatividade, e para isso, deve-se buscar referências e em seguida por algumas idéias em prática para clarear o que se deseja fazer chegando numa resolução mais simples da ação pensada.

Para o MIL CASAS, penso numa dança  que é sobre as especificidades que constitui um corpo e contrastar com as especificidades que constitui essa casa que recebe o performer.

Na performance, não há nenhuma questão política ou social, a questão é sobre o corpo que se move a procura de uma dança, mas que ao dançar produz mais música do que dança em si, um corpo especifico num lugar especifico – “A CASA”. A sonoridade é peculiar e doméstica, que surge de um bater de tampa com a panela, de copos que se chocam na pia, de pratos sendo empilhados, de um rádio ligado que se atravessa com o som de uma máquina de lavar roupas, os três bips do micro-ondas, o celular tocando, a TV ligada, o som do chuveiro, o arrastado de um chinelo, a campainha, o liquidificador, a batedeira, a panela de pressão, as pessoas conversando, brigando, cantando formando um verdadeiro coro que não se sabe quando iniciou e nem quando terminará, constituindo uma verdadeira sinfonia.

Antes a grande questão era sobre a “Terceira Performatividade” e agora é “como” documentalizar isso?

O corpo é uma casa. A casa é um corpo. E os objetos/coisas são as necessidades de ambos para se constituírem de forma peculiar.



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
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