obladi oblada

Por: às 22/03/2011 12:21:22

+ no  debri.

cada vez mais penso o estado de sitio como uma ruptura no modo de funcionar, e no modo de entender a ideia de convivio, associado a um fazer de arte e/ou uma acao performatica. persigo a ideia do que chamo terceira performatividade sem ter o menor sinal de certeza do que realmente seria. mas com muito desejo de fuçar ali naquele buraco da alice e do tatu. talvez por me referir a  ela como terceira – e nada impede que se abandone essa terceiridade – ela acabou caindo no espaco da dualidade, entre um lado e outro, e veio a reforçar erradamente o que ja sabemos nao ser mais possivel considerar: o pensamento dual no mundo de hoje.

considerando portanto terceira nao como o entremeio de duas partes (sejam elas quais forem), mas como 1 parte dentro da complexidade enorme que envolve o nosso oficio e o pensamento da arte infiltrado no mundo, quero pensar essa performatividade como um conjunto de pequenas acoes interconectadas acontecendo em paralelismo com o que se configura ali como realidade.  talvez essa terceiridade seja apenas e sobretudo um estado, uma afinacao especifica do corpo,uma atencao e disponibilidade fisica construida, elaborada no sentido de testar (cientificamente) uma proposicao.

estado de sitio ou comunidade sitiada, as metaforas nos ajudam a compreender os mecanismos que (des)aceleram o nosso coracao. uma imagem calma e ampla ainda me vem a cabeca: o nucleo pairando no espaco do galpao, as distancias claras entre as outridades, os palmos que me separam impreterivelmente do meu outro. talvez a comunidade precise de um estado de sitio para se entender como comunidade, como um grupo de pessoas que compartilham uma subjetividade simbolica. e portanto politica. talvez ao adentrar 1000 casas de desconhecidos cidadaos estaremos nos tambem, violando o que e’ de direito mas fica em suspenso em situacao emergencial.




Compartilhe:





Você também pode gostar de:


2 Comentários

  1. Datan Izaká disse:
    23 de março de 2011 em 2:43

    Fiquei pensando agora sobre qual é nosso ofício nas manhãs que nos dispomos a passar no galpão. Pensando também no quanto é difícil e complexo performar o mesmo de acordo com a realidade de cada dia, ou seja, de acordo com o nosso estado de ser daquele dia. E percebendo que o fazer é difícil e o SER fazendo as vezes não é compreendido na prática. Entendi que é preciso praticar mais o SER ou “SIMPLESMENTE SER”.


    Responder

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


− 6 = 1

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Categorias

Comentários

  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...

arquivo