Obnaženi é uma palavra Tcheca que significa descoberto, despojado. Nome do evento realizado todo verão na cidade de Chomutov na República Tcheca, organizado pelos artistas: Klára Alexova( Mimer), Jana Nuslauerová( Fine Artist), Šporgy(Gravurista e Escultor) e Dam Černý (Fotografo).
O assunto de interesse desse ano é penetrar para fora. Um paradoxo que discute a continuidade do processo de sair do lugar de conforto. A capacidade de se adaptar transforma qualquer situação aparentemente inóspita em mais um lugar conhecido, seguro, e é da possibilidade desse movimento que não dá tempo de se acostumar que a ação acontece.
O evento acontece em uma antiga igreja gótica de Santa Catarina do século XII. Já no século XVIII o imperador das terras de Hapsburg, Joseph II, chutou todos jesuitas da igreja que passou a ser utilizada pra outros fins como: estoque de grãos, como oficina de ambulância para os nazistas na segunda guerra e atualmente como galeria e museu. Do salão principal até as catacumbas é o caminho percorrido pela audiência nesse trajeto, onde são recebidos com um tapete de fotos heróticas espalhados pelo chão da igreja até a sala com as gravuras de Jana Nuslauerová. Figuras sobrepostas com uma certa distância num desenvolvimento como storyboard dando movimento, onde a última quase escapa o papel numa escalada. O próximo espaço eu estou num espositor de vidro. As pessoas entrando com suas cameras tirando fotos, eu tirando foto delas lá de dentro. De alguma maneira como anfitrião daquele espaço “ Dobrý Večer! ”
A entrada pro espaço seguinte acontece de um por um. Pedimos que durante a ação eles possam cruzar pelo menos uma vez uma estrutura feita por Šporgy. Uma porta no meio do espaço sem paredes que entra e sai no mesmo lugar. A ação em sí que desevolvo junto com Klára é quase um pretexto para a continuidade desse movimento constante. Acenamos com bandeiras um para o outro numa insistência que se transforma na imagem de mestre sala e porta bandeira, ou algo próximo disso, que dá continuidade nesse constante trabalho de hosts. Na última sala um trabalho de improvisação chamado ARTUUR, onde as artistas Manuela Tessi e Kateřina Dietzo performam com maquinas projetadas por Deimion van der Sloot e Hidde Meulenbeek. Pesquisa na escritura da partitura do movimento como gravuras, que de forma bem interessante identifica e materializa alguns padrões de repetição.
Na insistência da continuidade esse foi o oitavo ano do evento, sem verba, cachê ou qualquer patrocino numa cidadeziha do tamanho do Dirceu ,que ainda de maneira pontual vem buscando as brechas de um fazer artistico autônomo da idéia de mercado.