café, conversa, dr, cinema, comida, 3a performatividade ou o que a gente botar na roda…
vamo gente! traz colchonete, rede, lençol, bebida, proposta, música e escova de dente!
na segunda é só tomar café e começar a reunião
(ps. traz alguma coisa de casa pra instalar no galpão!)
28 de março de 2011 em 13:35
gente, essa ocupação ta dando muita alegria de viveeeeeeeeeeeerrrrrrr!!!!
poxa!
ta demais,
toda vez chegar no galpao e perceber que de alguma forma ele esta mudado, diferente.
ver o andrez conversando com outras pessoas, amigos, artistas com projeção na parede, abrindo e fechando portoes, o jell fazendo videos que a gente nem percebe, nem ve como uma preparação pro MIL, ver o leo pondo musicas, dormindo na rede, brincando de toureiro com a toalha, combinando o almoço do dia, as “beliches” meio “japonesas”, a samabaia de plastico não morre!, os grafites toscos (as saidas de emergencias, fugas) e videos do jacob, a dança do contrato da sol etc etc etc
da pra ver q ta rolando solta uma energia criativa, mobilizante, real, do presente.
o galpao ta virando uma grande instalação da 3ª performatividade da resistência.
hoje quero ver se consigo um cantinho pra dormir nessa CASA. a 1ª casa das mil casas. ja ta sendo um experimento isso. que demais!
ai ai, queria poder mais me desligar da ideia de ter uma outra vida.
a familiar, universitaria, de contas, reponsabilidades, de cuidar do vô que tanto amo e que tanto cuidou de mim, de ficar anotando a glicemia do papai e lendo “o morro dos ventos uivantes pra ele” pra ele, do dever de escola e das notas baixas da mariana, do consumismo sem freios do lucas, do alcoolismo do meu tio ezequias, dos problemas de trabalho da tia zilma, da empregada que vai deixar a minha casa, das dores da vovó, do contrato de aluguel da casa onde moro que está ruindo, da lavadeira que parece nao querer mais lavar as roupas da minha casa etc etc.
acho que nao to preparado ainda pra ter algumas responsabilidades. as que sempre estiveram nas maos das pessoas mais velhas de casa. mas, da pra ver que realmente a vida nao te da um estagio disso, qdo vc menos percebe as coisas vao parar nas suas maos.
acho esse dilema de “viver em familia X viver só”, vai ser pra sempre um dilema na minha vida.
um dilema tipico cultural brasileiro: esse da familia de alguma maneiar nao deixar os seus filhos desapegados dela. que fazem os filhos nao terem suas proprias vidas, construirem seu proprios caminhos, terem autonomia.
ai,como transformar isso em outra coisa. e melhor, como nao transformar isso em desculpa pra nao ir atras do seu proprio caminho.
semana passada entrei no onibus e desci pq nao tinha o dinheiro do vale pq tinha q ir ate o hospital pra pegar dinheiro co mamae; nao tenhoa mais PC pessoal desde novembro e nao consigo criar uma logistica de uso e de trabalho com o pc da mamae; outro dia sai pedindo moeda na universidade pra voltar pra casa; to ficando as vezes dois dias sem tomar banho; dormindo em cima de uma mesa; chegando atrasado em tooodos os compromissos que me proponho etc etc enfim, coisas que em outro momento seriam divertidas e interessantes de se viver. mas que agora, sinto dificuldade em abstrair essa situação e ver o outro lado de experiencia e aprendizado disso.
MAS ainda vejo nisso dignidade! pq sei que poderia estar fazendo outras coisas e não estou.
MAS, depois do que a Sol falou sobre a aula de 3ª idade na academia ando me questionando se essa dignidade tb nao se transformou so num medo de encarar a vida de uma outra forma. sera que ja nao ta na hora de mudar e nao percebi ainda.
quero continuar sendo nucleo! mas nao quero fazer do nucleo aquele lugar: mãe que me acolhe e vai acolher pra sempre, e que sempre vai me mimar, me dando tudo que preciso. quero aos poucos sentir que posso caminhar com meus proprios passos, sem pressa.
nao quero tb transformar o nucleo naquele lugar ideal onde so vivo as coisas que considero “boas” e as ruins eu pulo fora, ou fico no tônus reclamação, que emperra toda a enrgia criativa.
to entrando no mesmo dilema que tantas outras vezes questionei na layane. por achar que ela estava se auto-sabotando.
quero sair de casa!
nunca gostei dessa ideia de sair de casa. sempre me pareceu uma fuga.
sempre gostei da ideia de ir para minha casa, ou criar a minha casa estando nela.
sair de casa sempre pareceu pra mim fugir dos probelamas, criar paleativos, amenizadores de problemas que se nao encarados cara-a-cara, nao serão resolvidos nunca!!!
me orgulho por ter saido de casa em diaogo com meus pais e familia num outro momento.
mas agora, sinceramente, a ideia de fugir parece a unica solução, pra nao ficar me afundando em lagrimas e desculpas.
MAS, quero entender como consigo conectar mais essas vidas, pra conseguir transforma-la em uma so, sem dicotomias. jogando com as duas, como quem joga futebol e faz dribles. quero entende-las como uma so. mas ao mesmo tempo, acho que o tonus de quem dança “a dança do contrato” é tao diferente daquele tonus de fazer uma reinvidicação no PROCOM, que é impossivel nao separar as duas coisas. mas sei que talvez tenha ainda uma imaturidade, pq no fundo é o memso corpo, é o memso copro que faz as duas coisas, entao, no final, nao tem como ser diferente.
bom, acabou virando um desabafo o coment que ia ser uma rasgação de elogios.
mas acho que estou me isolando sem perceber.
nao estou querendo fazer drama, pq nao me sinto completamente isolado. de forma algu,a.
mas pro meu padrao de relacionamento estou sim.
um beijo,
saudades contraditorias de quem esta do lado