A realidade educacional brasileira vivida pelos alunos aprisiona-os num círculo perigoso. Até agora os conduziu a um paradoxo. Perceber que a escola tem fracassado no importante papel de garantir o conhecimento, o bem-estar social e ferramentas para a vida noutros âmbitos, em desacordo com necessidades modernas, como o de permitir que os mesmos sejam agentes neste novo contexto. O ambiente escolar e a sociedade, com urgência, precisam de sintonia para trabalharem nesta perspectiva.
Promover ao cidadãoaluno ou alunocidadão, a observação, análise e atuação, excluindo-o da passividade para onde é empurrado por políticas e políticos retrogrados, compromissados com o interesse de poucos e que objetiva a alienação como bem maior.
O currículo oficial anda engessado num modelo que pouco funciona e desestimula docente e discente na busca de outras maneiras de lidar com os problemas seus e como consequência, do mundo.
O currículo oculto, esse que envolve os pequenos e gigantes problemas da sociedade, pressupõe atenção, criatividade, iniciativa, participação em equivalência com uma função escolar, o de recriar o dia a dia.
Penso que as perguntas são importantes para evitar a comodidade na condição de crítico. Apontar novos rumos, estimular debates consistentes e inverter a realidade de muita coisa, dará maior sentido ao processo civilizatório atual.
As respostas talvez sejam impotentes, contudo a partir delas desdobramentos surgirão e estaríamos mais próximos do que podemos considerar humanismo.
Sensibilizar todos para a reordenação do ensino.
Transformar hábitos ultrapassados de ensino, propor novos comportamentos, considerar e aplicar os mecanismos modernos de comunicação, valorizar o conhecimento discente que provoca pequenas revoluções, respostas e novas perguntas nos contextos social, político, econômico, ambiental e cultural.
A aplicação dessas atitudes nos colocará em situação privilegiada em relação a degradação do caráter, da família, do meio ambiente, da tradição, da novidade, do futuro. Ao invés de separar, unir os currículos oficial e oculto, favorecendo a construção de outra lógica, a de minimizar as injustiças, as desigualdades e ressaltar que a cooperação e suas variáveis, o triunfo e as realizações serão inevitáveis.
A escola influenciada por estas observações poderá ser mais atraente para todos ligados a ela.
Uma visão cêntrica, situação onde prevalece um modo único de transferência e transformação do aprendizado, cria uma realidade que produz a mediocridade, a subserviência, a apatia, a dependência e outros males, diante de um mundo que avança assustadoramente.
O comprometimento, respeito, atenção, liberdade e outras virtudes promoverão um novo paradigma.
marber r.
30 de outubro de 2009 em 21:10
Realmente temos muito que pensar sobre atual situação da educação.
Como artistas, e interessados em novas formas de ver e atuar no mundo, temos muitas possibilidades de intervir nessa situação.Também estamos incluídos nessa jornada.
Com a dança podemos dá uma ferramenta de grande potencial para os alunos, a partir do movimento do corpo que está totalmente ligado ao movimento das idéias.
Quem sabe é a foma de começar: sacudindo tudo!