Oficina de Pensamento: dois mil e ……..dooooze, dezoito, vinte. Quem e quantos somos?

Por: às 19/12/2011 12:08:08

Um monte de pergunta…

Como definir uma borda a partir do trabalho? O que é realmente que cada um tá fazendo? Eu pertenço a essse lugar a partir do quê? É possível apontar esse meu pertencimento em TAGS? Sem muita gordura, sem muito blá blá blá… Ok, o trabalho está, ele acontece, o 1000 Casas Ë.

Mas será que o 1000 Casas virou passaporte pra pertencer? E estar nesse trabalho é estar necessariamente em cena, perfomando nas casas? Se entendemos o 1000 Casas como um coisa viva, ele tem que existir e se construir também por um desejo um necessidade. Como é que tá o tesão de cada um com o que se tá fazendo, propondo?

Questões: É perverso achar que o artista precisa propor mais que um projeto? É perverso se perguntar, “o que eu faço é suficiente? ” E como pertencer de maneiras diferentes? Gogoinhas não é uma oficina, é um processo de criação artística. Apropriação e mimese ( não é assim que a criança aprende?). Sempre ai ser sobre o que eu preciso, sobre onde instaurar meu desejo. Sobre o que cada um tem pra dar… ai ai…2012 se aproxima. E ele parece ser bom….

Corpos se estrebuchando nas quartas-feiras ( Instantâneo)

Jell e o Grafite no Dirceu Bafo ( dessa vez financiado)

Battle Dirceu

Marcelo e Tudo preto de gente (co-produção)

Menu de Heróis

Solos (percurso e desdobramentos)

Área de Serviço (finados)

1000 Casas – produto que vai circular

Como dimensionar o que eu produzo aqui? Há coisas que definem minha participação, minha maneira de pertencer – eu posso estar doente, grávida, indisposto, blindado, incapacitado, estudando, viajando, etc. – mas como equilibrar essa balança?

Em 2011, ainda somos indiferentes a cidade e nova gestão cultural? Seria um passo pra trás uma reaproximação? Ou será que uma proposição de parceria nos distanciaria desse lugar vitimizado e fechado de não-dialógo? Por que nao o instanteneo, uma ação consolidada em três anos que de alguma maneira funciona como formação de artista e platéia ao mesmo tempo. Por que não uma colocação PRÓ… A FAVOR… desse lugar, dessa possibilidade, dessa ação em si, para além de ideológicas e siglas políticas.



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Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...

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