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A oficina de pensamento começou com uma proposição previamente acordada. Dar continuidade à discussão sobre esse lugar que anteriormente chamávamos de coletivo.
Tomaríamos como pano de fundo o texto produzido coletivamente no penúltimo encontro. (aqui). E isso seria uma oportunidade para Débora Rocha, e outros novos corpos se apropriarem mais desse lugar.
Para mim, metaforicamente, falar novamente sobre “o que é o núcleo, ou como esse lugar pode funcionar” é como fazer sexo. É bom fazer sempre, as vezes é incrível, você não aguenta ficar muito tempo sem….etc, etc, etc. Só que quando você tá junto há muito tempo com alguém, tem que rolar uma certa estratégia,…pra dá uma animada, uma motivada.
Livre associação de palavras a partir de semana (os últimos foram bons). Depois livre associação a partir do texto do blog e você acha que É esse lugar. Aí vieram a mesa um monte de palavra conhecida.
Até que ponto a gente é o que a gente diz que a gente é?
Antropofágico = palavra que vira vírgula.
Pensamos: será que o exercício contrário não nos desloca? será que dizer o que esse lugar NÃO É , pode nos trazer de maneira mais precisa o que verdadeiramente pensamos? Aposta aí na psicologia reversa baby? Das muitas coisas ditas, algumas palavras sobre O QUE NÃO É O NÚCLEO, me pescaram:
Contemporâneo
Puc
Rio de Janeiro
Assertivo
Dança
Dinheiro
Amigos
Antropofágico
Junto
Felizes
Alegria
Família
Casa da Mae Joana
Participação
Sapatilha
Só blog
Só editar foto
Palhaço
Zumbi
Imprensa
E curiosamente identificamos que, entre as escolhidas para “o que não é núcleo”, muitas (em itálico) haviam sido usadas também para “o que é o núcleo”. (an?)
Porque quando nos propomos a falar sobre esse lugar, se fala tanto das pessoas, do ensaio, do espaço, da ausência, do nao-posicionamento, do novo formato?
Será que a gente não discute muito o discurso? (Jacob). Será que a maneira de falar o que é o núcleo não pode ser através das obras? Será que o que estamos criando, como estamos criando, não determina de certa forma o que é esse lugar?
Matadouro e Catatônica> São dois posicionamentos claros em relação a esse lugar. De certa forma elas surgem de uma condição dada . (Já falamos sobre isso aqui nesse post).
Matadouro surge a partir de um grupo que estava lutando por algo em comum (não acabar). E com o tempo essa idéia de luta e resistência foi se reconfigurando dentro da obra. Corpos foram se descolando e outros foram sendo incorporados ( Sérgio, Fábio,Fagão, Andrez, Cleyde). Nessa atualização, novas relações foram estabelecidas e essa condição comum de luta deixou de existir. E a partir dessa reflexão uma questão surge: como essa nova condição e esses novos corpos reconfiguram esse lugar Matadouro? Será que isso também acontece no lugar núcleo?
No núcleo, esse fenômeno de trânsito, de descolamento e incorporação de novos corpos, se dá de maneira mais complexa, caótica. A tal ponto que tem sido difícil enxergar uma borda (quem é, quem não é, fora, dentro).
Quais são os vínculos possíveis com essa organização? Como é esse pertencimento? O que faz com que uma pessoa seja aglutinada, faça parte?
Condição e lugar.

O Matadouro se perguntou de que lutas estamos falando agora? E o núcleo se pergunta, qual o nível de engajamento se quer de um artista aqui?
Que vínculo você estabelece com esse lugar? Emocional? Afetivo? Profissional? De grana? De falta de escolha? Uma borda é como pele, é aberta é porosa. Mas se essa borda não existe, se não temos um contorno automaticamente o que temos é um um lugar fluído, líquido. O núcleo como lugar de trânsito, de passagem, de corredor. E o que poderia estar gerando esse lugar impreciso de não-borda ?Não seria uma condição. Uma condição comum compartilhada por todos.
Alguém pergunta: mas o que é condição e lugar afinal? Ainda tá complicado. A gente preferiu tomar outra obra pra falar disso.
Menu de Heróis > Que condição gerou o lugar menu? Resumidamente havia uma expectativa muito alta, primeiro trabalho pra crianças. E algumas tensões. E…
(esse post continua no capítulo 2. Muita coisa até aqui…)